O motor do Brasil em 2017 é o agronegócio. Não à toa Antônio Megale, presidente da Anfavea, citou diversas vezes os resultados de safra recorde esperados para este ano como o fator que impulsionará vários segmentos da indústria. O de máquinas agrícolas e rodoviárias é o que mais tem se beneficiado do bom momento na agricultura, com crescimento dos negócios em 74,9% em janeiro com relação a igual período de 2016.
Foram 2,8 mil implementos negociados, um grande avanço sobre janeiro do ano passado, igualmente um período em que a expectativa com a safra era positiva, porém as vendas de tratores, colheitadeiras e cultivadores motorizados não chegaram a 1,6 mil unidades.
No entanto, quando se compara o resultado d janeiro com o de dezembro, há uma retração de 33,6% dos negócios. No último mês do ano passado houve uma corrida dos empresários para atualizar seus equipamentos, com 4,2 mil máquinas negociadas. Esse ritmo é menor em janeiro, porém igualmente positivo.
“A confiança do consumidor, que esperamos para o mercado como um todo, já se reflete em áreas como a de máquinas agrícolas”, disse Megale. “O governo estuda liberar um valor adicional de até R$ 1,5 bilhão do Plano Safra 2017 para o financiamento de equipamentos via Moderfrota.”
Para os próximos meses a confiança da Anfavea no crescimento dos negócios no setor de máquinas agrícolas e rodoviárias vem da agenda de obras do governo: “O calendário de concessões de obras de infraestrutura por parte do governo está em dia. Então podemos ver que há sinais de crescimento no nosso setor nos próximos meses por causa desses investimentos”.
Ainda é cedo para projetar volume de negócios adicional na aquisição de tratores, retroescavadeiras e tratores de esteiras – além de caminhões, muito utilizados em obras de infraestrutura. A Anfavea, por enquanto, mantém a perspectiva de negociar 49,5 mil unidades este ano, aumento de 13% com relação a 2016.
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