A produção de veículos continua acelerada: de janeiro a maio saíram das linhas de montagem 1 milhão 37 unidades, volume 23,4% maior que o de mesmo período no ano anterior. Em maio foram 237, 1 mil veículos, alta de 33,8% com relação a maio de 2016. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6, pela Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos.
O presidente Antônio Megale disse que o volume produzido de janeiro a maio ainda está abaixo da média dos últimos dez anos, de 1 milhão 246 mil unidades. Mas, segundo ele, com esse ritmo mensal as fabricantes devem superar a meta de 11,9% de crescimento para este ano:
“A produção mensal acima de 200 mil unidades significa volume interessante. Estamos nos preparando para o segundo semestre que, historicamente, é melhor em vendas e em exportação”.
No fim do mês passado os estoques de veículos juntavam 214,4 mil unidades, sendo 140,9 mil nas concessionárias e 73,5 mil nos pátios das fabricantes. Esse volume corresponde a 33 dias de vendas. Isso significa, segundo Megale, que tudo o que foi produzido no mês passado foi vendido.
Apesar do cenário positivo o presidente da Anfavea observou que a entidade está atenta ao quadro político e que aguarda as definições: “Estamos em compasso de espera. Esperamos que tudo se resolva rapidamente para que o País retorne ao nível útil de estabilidade. Precisamos de um mínimo de previsibilidade para avançarmos nas vendas e na produção”.
Emprego – Megale lembrou que, mesmo com a melhora no ritmo de produção, o nível de ociosidade ainda é alto. No segmento de automóveis e comerciais leves gira em torno de 50% e em veículos comerciais esse porcentual salta para 80%.
Isso, segundo Megale, causa estabilidade no nível de emprego. No mês passado a mão-de-obra empregada pelas montadoras somava 121,4 mil funcionários, com leve crescimento de 0,4% com relação a abril. Desse total em torno de 10,3 mil empregados estão em algum programa de flexibilização da produção. “Pelo menos não caímos. Não estamos contratando porque usamos a capacidade ainda ociosa das nossas fábricas”.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias