A FPT Industrial, braço de motores da CNH Industrial, conquistou o Prêmio de Meio Ambiente da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, na categoria tecnologia, com a pesquisa Os Desafios da Introdução do Óleo API CJ-4 no Mercado da América Latina. A pesquisa mostrou que o uso desse lubrificante pode aumentar em cerca de 30% o intervalo de troca de óleo nos seus motores Cursor 9 Mar-I/Tier3, que equipam colhedoras de cana-de-açúcar.
Segundo a empresa o menor número de paradas para a troca de óleo aumenta a produtividade e diminui os custos para o produtor. O meio ambiente também sai ganhando porque com a redução do número de trocas menos óleo é descartado.
Gustavo Teixeira, especialista em homologação de produtos da FPT Industrial, disse que esse óleo já é utilizado na Europa e nos Estados Unidos e, no Brasil, é comercializado pela Petronas, mas ainda em baixa escala: “Nosso grande desafio era aplicar este óleo em máquinas aqui, onde o teor do enxofre no diesel ainda é bastante alto”.
Teixeira disse que a pesquisa foi realizada na Usina São Martinho, de Pradópolis, SP, de abril a dezembro de 2016. O grupo de estudo contou com diversos setores da engenharia da FPT de Sete Lagoas, MG, e as análises foram feitas em conjunto com a Petronas. Ele ressaltou a utilização de três colhedoras Case IH A8800, sendo que duas usaram o lubrificante e uma o óleo convencional. As máquinas acumularam mais de 4 mil horas de trabalho e amostras de óleo foram analisadas pelo menos a cada 200 horas: “Durante a colheita a usina realizava sete trocas de óleo com o lubrificante API CI-4. Nos testes foram realizadas apenas cinco trocas”.
No momento a FPT Industrial está testando esse óleo em outros tipos de motores, contou Teixeira: “A colhedora de cana é equipada com motor de 9 litros. Agora estamos fazendo testes em motores de 6,5 litros de nossos tratores”.
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