AutoData - Concessionárias dobram lucros com pregão eletrônico
news
24/07/2017

Concessionárias dobram lucros com pregão eletrônico

Por Mônica Cardoso

- 24/07/2017

Para expandir seus negócios e aumentar as margens de lucro, as concessionárias de automóveis estão recorrendo ao pregão eletrônico. De acordo com a AutoAvaliar, empresa que realiza essa modalidade de negócios, o lucro com a venda de usados via pregão online em sua plataforma foi de R$ 42 milhões 641 mil, mais que o dobro do acumulado no mesmo período do ano passado, R$ 20 milhões 322 mil.

Os custos administrativos são o principal fator de impacto nos ganhos das concessionárias, de acordo com o diretor Daniel Nino, da AutoAvaliar. “Antes, a margem de lucro na venda do carro era de, no máximo, 5%. O comércio eletrônico permitiu a rentabilidade crescer para até 12%”.

Cerca de 120 mil carros são avaliados por mês pela plataforma, o que permite identificar os modelos mais buscados nas transações. Neste ano, os modelos HB20, da Hyundai, e Onix, da Chevrolet, ambos do ano de 2014, lideram a preferência. Ambos costumam ficar, em média, 13 dias no estoque das concessionárias.

Vários fatores contribuem para a rapidez na revenda: o preço de compra, o custo de manutenção, o valor do seguro, o quanto ele é econômico em termos de combustível. “As marcas premium, cujos modelos são vendidos por até R$ 300 mil, têm pouco volume de vendas e liquidez menor”.

O preço de um mesmo modelo pode variar até 20% dependendo da região de compra e venda, o que afeta a liquidez. “A tabela Fipe tem um preço nacional único para todo o Brasil. Pela nossa tabela, percebemos que alguns modelos são preferidos de acordo com a região. Os carros da Toyota, por exemplo: os modelos Etios e Corolla são preferidos nas capitais. Já no interior, onde impera o agronegócio, a preferência é pelo Hilux”.

USADOS EM ALTA – A plataforma aposta no segmento de veículos seminovos, que está apresentando forte crescimento no mercado automotivo. Em 2016 foram vendidos dois milhões de automóveis novos e dez milhões de usados, o que corresponde, em média, um novo para cinco usados. Só no primeiro trimestre, essa relação aumentou de um para seis. “A crise econômica e a dificuldade na concessão de crédito afetaram a venda de carros novos. Hoje, o consumidor também prefere um usado com mais conforto e tecnologia do que um novo sem opcionais”.


Whatsapp Logo