Confiança empresarial em crescimento

Imagem ilustrativa da notícia: Confiança empresarial em crescimento

A confiança no meio empresarial, com relação ao futuro dos negócios, cresceu pelo terceiro mês consecutivo, para 87,3 pontos, a melhor marca desde dezembro de 2014 -- na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento, de 6,6 pontos, enquanto na comparação com o mês anterior o aumento foi de 1,3 ponto, segundo dados do ICE, Índice de Confiança Empresarial, divulgado pela FGV.

 

O estudo considera quatro macrosetores: indústria e construção, que cresceram 0,1 ponto, e comércio e serviços, que aumentaram 0,6 ponto e 0,5 ponto, respectivamente.

 

A melhora na confiança dos empresários poderá ser sentida pelo setor automotivo, disse o superintendente de estatísticas públicas da FGV, Aloísio Campelo: “O Índice de Confiança Empresarial está na retomada do crescimento, assim como o setor automotivo, que poderá esperar por números melhores no último trimestre deste ano e em 2018. A boa fase da economia ajuda no crescimento da confiança em diversos setores”.

 

No caso dos automóveis, além da estabilidade econômica e politica, existem alguns fatores que levam a indústria a esperar por melhores números nas vendas: “Redução da inflação, queda dos juros e a liberação do FGTS são fatores que aumentaram a confiança no segmento de bens duráveis. O fato de as famílias estarem menos endividadas, pois muitas usaram o FGTS para quitar dívidas, faz com que elas possam pensar em investir em bens duráveis mais caros, como automóveis, deixando o pessimismo com o mercado de lado”.

 

Porém, para que o setor possa aproveitar a estabilidade deste cenário, é necessário que a geração de empregos continue crescendo, pois esse é um fator determinante e a indústria automotiva tem participação nesta área: “O setor já está demitindo bem menos e algumas empresas estão trazendo de volta alguns funcionários, pois a expectativa é de crescimento para 2018. Outros setores da indústria estão até contratando”.

 

Já o segmento de caminhões e máquinas, que tem recuperado o volume de vendas perdido ao longo do ano, poderia ser influenciado pelo crescimento da confiança empresarial no setor de construção, que avançou 0,1, porém, isso não deve acontecer: “O índice no setor de construção é o mais baixo dentre os quatro avaliados e não deve receber grandes investimentos na compra de novos caminhões e máquinas a curto prazo. Isso poderá acontecer nos próximos anos, caso esse cenário estável de crescimento seja mantido”.