Rock animado no fim da tarde

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DE DETROIT, MI - Nove graus negativos na rua e, dentro do Cobo Hall, espaço que sempre abriga o Salão de Detroit, havia luzes e a temperatura era morna, quase doméstica. Até que a Ford fez a apresentação do cupê fastback Mustang Shelby GT 500, com motor V8 de 700 cv, que chega ao mercado da América do Norte no ano que vem: parece que a alegria que estava no ar foi apanhada com as mãos pelos que estavam em terra ao som da banda de rock Flint Eastwood – uma grande farra em torno de um belo carro.

 

Essa versão quente desse Ford icônico será produzida perto de Dearborn, em Flat Rock, em fábrica originalmente Ford, de 1972, e depois repassada para a Mazda, que a ocupou até 2004. Nas suas linhas correm, hoje, as versões do próprio Mustang e as do Lincoln Continental.

 

Ou seja: é planta acostumada com certo luxo e grandeza, com esportividade e classissísmo – e com tecnologia avançada. Trabalha em dois turnos e seu ritmo atual de produção é de doze carros a cada 10 minutos, 1 mil 152 unidades por dia. Tem razoável nível de automação nas tarefas fabris básicas e a alta demanda mundial por Mustang garante o seu brilho e sua longa vida.

 

O Shelby GT 500 será o mais potente carro Ford homologado para andar nas ruas: tem turbo superalimentado e o dobro da potência do primeiro Shelby, de 1967. Foi desenvolvido pela Ford Performance, divisão da companhia encarregada de veículos de alto desempenho.

 

Também no fim da tarde a Ford anunciou oficialmente o crescimento de seu investimento em pesquisa e desenvolvimento de veículos elétricos, para US$ 11 bilhões até 2022. No domingo Bill Ford, presidente do conselho da empresa, em seu discurso de apresentação, fizera rápida referência a essa nova atitude de investimento – que contrasta com os US$ 4,5 bilhões anunciados em 2015 para o periodo até 2020. Implica o lançamento de “quarenta modelos híbridos ou totalmente elétricos em nossa linha global”.

 

Dezesseis desses novos modelos serão totalmente elétricos e os outros híbridos plug-in. Um deles será um utilitário esportivo para o qual a companhia pretende alto desempenho, o Mach 1.

 

Segundo dia – Do ponto de vista dos produtos a apresentação do Jeep Cherokee 2019 foi a salvação dos jornalistas na terça-feira, 16, o segundo dia do salão dedicado à imprensa: ganhou dianteira nova, mais equilibrada. A FCA Automobiles ainda negocia, internamente, a possibilidade de que seja exportada para o Brasil a partir do México – a mesma situação da Ram 1500, mostrada na segunda-feira.

 

A unica certeza é que a nova Wrangler será lançada no País no segundo semestre.

 

Foto: Divulgação.