Nissan: grandes mudanças começam com elétricos.

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28/06/2018

São Paulo - Marco Silva, presidente da Nissan no Brasil, apresentou parte da visão da companhia para o futuro do setor automotivo, envolvendo carros com motor a combustão, autônomos, elétricos, híbridos, conectados e compartilhados, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018, realizado na segunda-feira, 25: “O primeiro avanço da indústria a caminho das grandes mudanças que virão será com os veículos elétricos, que, na visão da Nissan, vieram para ficar, mas levarão mais tempo para ser uma realidade em todos os países”.

 

Mesmo com o avanço desse tipo de motorização no mercado global, ele acredita que os elétricos conviverão com os motores a combustão durante muito tempo.

 

“No Brasil os elétricos também serão uma realidade, pois o governo já deu sinais de que teremos a infraestrutura necessária para esses veículos. Mas isso levará de cinco a dez anos a mais do que no Japão, por exemplo, pois estamos atrasados na comparação com esse mercado.”

 

Com relação às motorizações do futuro a empresa não foca apenas nos motores elétricos e já desenvolve alternativas que poderão ser viáveis no futuro, como o sistema e-power, que usa um pequeno motor a combustão para alimentar o elétrico, sem depender da recarga pela rede elétrica: “Essa tecnologia já é usada no hatch Note, que é o automóvel mais vendido no Japão”.

 

No caso dos autônomos Marco Silva disse que as tecnologias já desenvolvidas são do nível três de autonomia, mas ainda não têm capacidade para rodar sem motorista: “Em 2020 chegaremos ao nível quatro de autonomia, no qual os veículos rodarão sem motorista e, em 2022, os 100% autônomos já estarão disponíveis nos mercados com estrutura necessária para esse tipo de veículo”.

 

Carros compartilhados e conectados, capazes de se intercomunicar, também fazem parte da visão da Nissan para o futuro, como já acontece com o programa Easy Ride no Japão, que oferece para a população veículos autônomos, compartilhados e conectados.

 

Foto: Christian Castanho.