Scania aposta nos híbridos

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Hannover - A Scania, empresa reconhecida por sua capacidade de desenvolvimento tecnológico que também faz parte do Grupo Traton -- foi definida como seu braço de sustentabilidade -- preferiu adotar postura mais conservadora na IAA 2018, pelo menos no que se refere à eletrificação de veículos destinados ao transporte de carga. Henrik Henriksson, presidente da Scania, disse que a opção da empresa foi por veículos híbridos plug-in:

 

"É óbvio que para o setor de transporte de passageiros, no segmento de urbanos, também estamos investindo bastante neste tipo de solução porque isto é uma exigência do mercado, principalmente nas grandes cidades. Mas nos caminhões preferimos não pensar ainda tanto no futuro: queremos soluções que possam ser utilizadas hoje".

 

Em conversa reservada com a imprensa brasileira Henriksson fez questão de ressaltar, mais uma vez, a importância da operação brasileira no contexto mundial da Scania: "Estamos no Brasil há mais de sessenta anos e São Bernardo do Campo é uma das duas mais importantes fábricas da Scania do mundo. A outra é a de Sodertele, nossa matriz, na Suécia. Nestas unidades produzimos praticamente todos os veículos que vendemos no mundo. Sabemos que o País está passando um momento conturbado mas temos confiança de que isso passará rapidamente".

 

Christopher Podgorski, CEO da Scania Latin America, contou que a fábrica brasileira fechará este ano com a produção de 27 mil unidades, caminhões e ônibus, ocupando praticamente toda sua capacidade produtiva. Desse total 30% foram destinados ao mercado brasileiro e 70% foram exportados, com 35% para a América Latina e 35% para outros mercados em todo o mundo. A Rússia foi o País que mais recebeu caminhões Scania fabricados no Brasil, este ano, 5,6 mil unidades.

 

A Scania brasileira prepara-se, agora, para receber a nova família de caminhões já em linha na Europa desde o ano passado. Segundo o planejamento a fábrica de São Bernardo estará preparada para receber os novos produtos no fim de janeiro e a produção começará a ser gradativamente acelerada a partir de fevereiro.

 

Foto: Divulgação.