Peugeot terá cada vez mais SUVs e utilitários

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CompartilheMontadora
21/11/2018

São Paulo – Os consumidores brasileiros podem começar a se acostumar com a oferta cada vez maior de SUVs e utilitários leves no portfólio da Peugeot. Os segmentos que mais receberam novidades de um ano para cá – de SUVs vieram 3008 e o 5008, enquanto Expert, Partner e agora a Boxer compõem as novidades em utilitários – ainda são a grande aposta para o aumento de participação no mercado doméstico.

 

Ao CEO global Jean-Philippe Imparato, que chegou ao Brasil na terça-feira, 20, para sua tradicional visita anual, a diretoria brasileira apresentou as metas para 2019: crescer de 1% para 1,3% o market share, o que representaria, nas contas da diretora geral Ana Theresa Borsari, um aumento de 50% nas vendas da Peugeot, que, em 2018, deverão fechar o ano na casa das 26 mil unidades.

 

“Estou convencido de que até 3% de market share, no médio prazo, está em nossas mãos”, afirmou o executivo em almoço com jornalistas na quarta-feira, 21, em São Paulo. “Sem fazer negócios tóxicos. Prefiro uma participação menor jogando limpo do que chegar a 5% comprometendo as margens”.

 

O que Imparato chama de negócios tóxicos são as vendas diretas e a locadoras, com margens apertadas e com pouca lucratividade. Segundo o CEO a operação latino-americana do Grupo PSA é lucrativa e assim deverá permanecer para que continue existindo.

 

Imparato não deu pormenores, mas afirmou que a produção local de mais um SUV está no radar do Grupo para a unidade de Porto Real, RJ. A fábrica uruguaia, que produz utilitários Peugeot e Citroën, está sendo ampliada. “Estamos com a capacidade ocupada em nossas três fábricas de utilitários. Temos hoje 22% de participação neste segmento no mercado europeu”.

 

Mas esse foco em SUVs e utilitários não significa que a Peugeot abandonou os hatches e sedãs. Para Imparato, o hatch 208, modelo de entrada da marca por aqui, terá vida longa – e no varejo: “As locadoras nos pedem 208, dizem que seus clientes procuram pelo nosso modelo. Mas nosso objetivo é privilegiar a venda ao consumidor final”.

 

Elevar o valor de revenda dos modelos do Peugeot é um dos pilares para a mudança de imagem da marca no mercado brasileiro. Os próprios executivos reconhecem que a companhia ainda paga por erros do passado, especialmente na falta de cuidado com o pós-venda. Os últimos números de satisfação do consumidor, porém, indicam que a imagem arranhada está ficando no passado. Segundo Imparato, os resultados mais recentes são excepcionais.

 

Essa preocupação com o consumidor também reflete na estratégia da Peugeot para veículos elétricos no Brasil. Na Europa, todo lançamento terá opção de motorização a combustão e elétrica, o que abre a oportunidade para que estratégia semelhante se desenhe por aqui. “Vai depender da vontade do consumidor”.

 

O CEO global revelou também, sem dar pormenores, que o serviço de compartilhamento de carros do Grupo PSA, o Free2Move, poderá chegar ao Brasil.

 

Foto: Divulgação.