Banco M-B projeta alta de 15% nos financiamentos em 2019

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São Paulo – O Banco Mercedes-Benz anunciou na sexta-feira, 18, que encerrou o ano passado com R$ 3,8 bilhões em novos negócios financiados no País envolvendo caminhões, ônibus e automóveis. O valor representa uma alta de 49% sobre o volume financiado em 2017. Para este ano, a expectativa é de comportamento de mercado similar ao do ano passado – o agronegócio demandará caminhões pesados no mercado, o que, segundo projeção do banco, resultará em R$ 4,4 bilhões financiados, um crescimento de 15%.

 

Para Diego Marín, diretor comercial, a instituição financeira baseou a projeção no planejamento traçado pela montadora, mas reconheceu que o crescimento de 15% representa o melhor dos cenários: “As vendas de caminhões farão a diferença este ano em termos de financiamentos, mas o mercado tem que responder para que possamos chegar ao crescimento projetado. A taxa de juros deverá se manter, assim como o controle da inflação”.

 

A projeção do banco é similar à traçada pela Anfavea para este ano no segmento de veículos pesados. Para a associação que representa as fabricantes, as vendas em 2019 serão 15% maiores do que as registradas no ano passado, quando foram licenciadas 91,1 mil unidades.

 

A carteira da instituição no final do ano passado foi de R$ 9 bilhões 630 milhões, o que representa um crescimento de 20% em comparação a 2017. Dos R$ 3,8 bilhões em novos negócios, R$ 2 bilhões 585 milhões foram com veículos comerciais. Outros R$ 336 milhões vieram de financiamentos de automóveis M-B.

 

Na prática, explicou Marín, 80% dos veículos vendidos pela M-B – 21 mil 153 unidades de caminhões e 7 mil 457 unidades de ônibus, segundo dados da Anfavea – no ano passado foram financiados e 20% pagos à vista. Do volume financiado o Banco M-B foi responsável pela metade dos contratos.

 

Segundo Christian Schüler, presidente, os resultados podem ser considerados positivos se for levado em consideração o cenário político do ano passado: “Mesmo com um cenário político indefinido ao longo do ano, 2018 rendeu bons resultados. O segmento de veículos comerciais começou sua retomada, impulsionado pelo crescimento da atividade industrial e pelos fortes resultados do agronegócio, além da boa aceitação do Refrota no mercado no segmento de ônibus”.

 

O CDC, ou Crédito Direto ao Consumidor, foi a principal linha de crédito utilizada em 2018, totalizando R$ 2 bilhões 409 milhões em novos negócios, alta de 136% sobre 2017, quando a modalidade gerou pouco mais de R$ 1 bilhão. Em contrapartida, a modalidade BNDES Finame caiu 21%, de R$ 1,4 bilhão em 2017, para R$ 1,1 bilhão. “O cenário se inverteu no ano passado. Se antes o Finame representava 80% dos financiamentos, hoje é o CDC que corresponde à maioria”, disse Marín.

 

Foto: Divulgação.