Tupy espera mais crescimento do Brasil

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15/03/2019

São Paulo – A Tupy confia que o Brasil contribua mais com o crescimento de seus resultados financeiros em 2019, quando espera novo avanço, embora mais modesto, em suas operações. O balanço divulgado na sexta-feira, 15, referente a 2018, indicou aumento de 30% na receita sobre o ano anterior, para R$ 4,8 bilhões, e de 77% no lucro líquido, que somou R$ 271,7 milhões.

 

As vendas físicas aumentaram 7,9% no período, sendo 9,3% no mercado externo e 2,4% no interno. O presidente Fernando de Rizzo considera que três fatores contribuíram para o crescimento maior da receita do que o das vendas físicas: o câmbio, a venda de produtos de maior valor agregado e o repasse de custo no preço final. “O nosso custo também cresceu”.

 

As receitas em dólar representaram 82,8% do total em 2018, com o mercado doméstico respondendo por 17,2%. Mas o que fica da Tupy no Brasil é abaixo desse índice: de Rizzo calcula que 30% das vendas de produtos aos clientes brasileiros acabam exportadas dentro dos equipamentos produzidos por eles.

 

“Vendemos muitos blocos e cabeçotes para motores de caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e rodoviárias, geradores, barcos, locomotivas. Muitos desses itens acabam indo para outros mercados.”

 

De toda forma é do mercado brasileiro que vem a expectativa de maior crescimento em 2019, embora a situação nos demais mercados, especialmente nos Estados Unidos, não seja nada negativa: “A economia estadunidense continua muito bem, gerando demanda forte por equipamentos de construção, frete rodoviário e picapes. Seguirá avançando. Mas no Brasil há uma forte expectativa de crescimento no agronegócio e, especialmente, em veículos. Acreditamos em uma alta de 7% a 10% na produção de veículos comerciais este ano”.

 

Empregando cerca de 9 mil funcionários em suas fábricas de Joinville, SC, e Mauá, SP, a Tupy promete ofensiva em peças estruturais para veículos comerciais para aproveitar a crescente demanda do mercado. Componentes fundidos, como cubos de roda, para eixo e suspensão, estão sendo oferecidos às montadoras instaladas no País, para ficar além dos blocos e cabeçotes.

 

É uma forma, também, de compensar parcialmente a redução de entregas para veículos de passeio. Com o Inovar-Auto e a proliferação de motores com blocos de alumínio, mais leves, a Tupy acabou perdendo espaço em veículos de passeio. “Mas continuamos atendendo a montadoras premium no Exterior, que ainda demandam blocos de ferro, que são mais resistentes”.

 

Durante o ano a empresa pretende, também, fazer a sua lição de casa para melhorar a qualidade de suas operações. No fim do ano passado inaugurou uma nova unidade de usinagem no México, que atenderá à demanda por picapes e motores industriais nos Estados Unidos, e agora pretende trabalhar dentro dos muros de suas demais operações e torná-las mais competitivas.

 

O objetivo, segundo de Rizzo, é fazer de 2019 melhor do que 2019: “Não repetiremos os índices do ano passado, mas temos boas oportunidades para crescer novamente”.

 

Foto: Divulgação.