Avança negociação para reduzir imposto de importação

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São Paulo – Setores da indústria negociam com o governo federal a redução do imposto de importação incidente sobre veículos, hoje na casa dos 35%. As empresas que articulam a movimentação em Brasília, DF, buscam aproveitar a inclinação da administração atual à abertura de mercado para, assim, expandir a oferta de modelos automóveis e caminhões no País.

 

Na semana passada o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, afirmou que a informação de redução do imposto de importação circula nos corredores do governo. Segundo ele a tarifa seria reduzida para 15% e poderá ser aprovada ainda no primeiro semestre.

 

Fabricantes de caminhões mantêm essa discussão em Brasília há mais tempo. Segundo Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea, a abertura de mercado deveria ser gradual – mas o assunto divide as opiniões dentro do segmento: algumas empresas discutem a redução do imposto de importação de componentes, outras discursam a favor da redução do imposto do veículo montado.

 

Uma fonte ouvida por AutoData contou que há grupos de influência em Brasília requerendo a redução do imposto para tornar viável uma operação de montagem de veículos comerciais por meio de kits CKDs importados da Ásia. Já há conversas, inclusive, com o governo paulista para adotar uma instalação.

 

Importadores recentemente sofreram com decisões do governo, especialmente durante a vigência do Inovar Auto. Apesar de manter em 35% o imposto de importação de veículos, o antigo regime automotivo colocava uma sobretaxa de 30 pontos porcentuais no IPI dos produtos importados. Havia uma cota para importadores, que precisavam equilibrar as suas operações dentro dela.

 

No fim de 2017 o Inovar Auto foi extinto e as taxas de importação retornaram aos níveis anteriores.

 

Foto: Rodrigo Leal/APPA.