É hora de aprimorar a competitividade

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São Paulo – Um dos caminhos encontrados pela Marcopolo para superar a crise foi explorar outros mercados. Seu diretor de estratégia e negócios internacionais, André Armaganijan, contou durante o Encontro da Indústria de Autopeças, organizado pelo Sindipeças no São Paulo Expo na segunda-feira, 22, que hoje a empresa vende seus produtos para mais de cem países. “Dependemos cada vez menos do mercado interno”.

 

A busca por competitividade foi o tema do painel em que Armaganijan expôs o caso da Marcopolo. Outras práticas foram adotada pela fabricante de carrocerias de ônibus nos últimos anos, como a criação de programa interno de redução de gastos e a melhora do espaço físico das fábricas:

 

Na pré-crise tínhamos uma unidade para cada marca da empresa. Agora temos espaços mais qualificados em nossas unidades e produzimos mais de uma marca por fábrica, dependendo dos modelos”.

 

Segundo o professor do Insper Sérgio Lazzarini a competitividade é cada vez mais importante para a indústria nacional. Para ele, parcerias com universidades e startups para buscar novas tecnologias podem ajudar a reduzir os custos de desenvolvimento.

 

Essa baixa competitividade da indústria afeta diretamente o crescimento do País, que, se não tiver setores produtores competitivos não conseguirá alcançar grande crescimento, avalia Nelson Gramacho, diretor do Boston Consulting Group.

 

Para ele as empresas devem melhorar sua eficiência em quatro áreas para ser mais competitivas: operacional, comercial, capital e organizacional: “Trabalhando forte nesses quatro pilares as companhias podem conquistar ganhos de até 30% por área”.

 

O executivo também acredita que esse seja o momento para a indústria de autopeças brasileira investir em modernização para ganhar competitividade: “É a hora de investir em equipamentos mais modernos, robôs e outros itens da indústria 4.0 porque eles trarão uma série de benefícios e o custo do investimento já está bem menor”.

 

Foto: Divulgação.