Mercado de reposição olha o futuro

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22/04/2019

São Paulo – A transformação que vem mexendo com a indústria automotiva também mexe com o mercado de reposição de autopeças. Durante o Encontro da Indústria de Autopeças, realizado pelo Sindipeças, sindicato que representa as empresas fabricantes nacionais, na segunda-feira, 22, em São Paulo, Bernardo Ferreira, sócio da McKinsey, apresentou estudo com as dez maiores tendências disruptivas do mercado de pós-vendas:

 

"Acreditamos que, dentre as principais mudanças que virão, estão a digitalização dos canais de vendas, maior análise de dados de campo e dos clientes, aumento da importância dos clientes frotistas, envelhecimento da frota brasileira, veículos conectados, mobilidade compartilhada, eletrificação das transmissões, direção autônoma, chegada de novos players ao mercado e consolidação e integração da indústria".

 

Para Ferreira as empresas precisam estar atentas às mudanças nos canais de vendas, que já migraram para a internet e para smartphones e, mais adiante, migrarão para internet das coisas, IoT – especialmente quando os veículos forem conectados e avisarem sobre a necessidade de troca de algum componente, por prazo ou por falha. O executivo também acredita que pela idade média da frota nacional as autopeças terão muito mercado para aproveitar, mas existe a necessidade de se preparar para as mudanças:

 

"No futuro as empresas do mercado de reposição precisarão adaptar seu modelo de atuação para servir frotas de veículos do mercado de mobilidade compartilhada e também deverão adaptar seu portfólio para atender ao mercado de baterias e motores elétricos".

 

Para David Catasiner, diretor de vendas e marketing da Zen, as vendas online serão de responsabilidade dos distribuidores, com ajuda das fabricantes: "Fora do Brasil usamos uma estratégia parecida, pois estamos presentes em quinze países, mas só temos escritórios em quatro: nos outros a rede de distribuidores cuida do atendimento ao cliente e de outras questões de logística".

 

O vice-presidente executivo da Arteb, Edson Brasil, acredita em um trabalho conjunto da empresa com os distribuidores: "O mercado digital já é uma realidade. Há dois anos vendemos nossas peças online, em parceria com nossos distribuidores para realizar a logística das entregas. O site também ajuda na aproximação dos canais de vendas e dos clientes com a empresa".

 

Foto: Divulgação.