AL-KO investe R$ 1 milhão para produzir eixos no Brasil

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06/05/2019

São Paulo – A AL-KO investiu cerca de R$ 1 milhão para instalar uma linha de produção de eixos para implementos rodoviários em Atibaia, SP, de olho na recuperação do mercado e na forte tendência de crescimento nos próximos anos. Até então importadora – trazia os eixos com e sem freio da matriz, na Alemanha –, a empresa espera ganhos em logística e na rapidez para atender ao mercado.

 

De início os componentes serão importados desmontados, com processos de corte, solda e montagem feitos no Interior paulista. Segundo Arndt Budweg, diretor-geral da unidade, o mercado de eixos de 500 quilos a 3,5 toneladas demanda diversos tamanhos de componentes, com características diferentes a cada negócio. “Isso dificultava a logística de importação e o atendimento do mercado”.

 

O objetivo da AL-KO é alcançar 20% do mercado que, nas contas de Budweg, demanda cerca de 100 mil eixos por ano. Neste primeiro ano, porém, a meta é abaixo dos 10%, com R$ 5 milhões em faturamento. Segundo o executivo a nacionalização ajudará no crescimento por trazer mais segurança aos clientes com relação a prazos de importação e oscilação cambial.

 

Para alcançar a expansão esperada a empresa aumentará sua equipe de vendas e a busca por novos clientes – os que já fazem parte da carteira passarão a receber os componentes nacionais. O principal setor de atuação da empresa é o de caravanismo, trailers e motor home, seguido pelo de máquinas industriais que precisam de deslocamento e o de reboques e semirreboques até 3,5 toneladas.

 

O investimento mira mais do que o mercado nacional: a ideia é transformar Atibaia em base de exportação. "Nos próximos anos esperamos que 30% do faturamento seja resultado das vendas para outros países".

 

Budweg já começou a conversar e participar de projetos de exportações, como os convênios da Anfir, associação que representa as fabricantes de implementos rodoviários, e a Apex-Brasil, Agência de Promoção de Exportações e Investimentos. A AL-KO visa mercados como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

 

A capacidade produtiva inicial será de dez mil unidades por ano, volume considerado suficiente para começar as operações: "Com esse ritmo será possível atender a demanda que projetamos para o primeiro ano de mercado e, caso o crescimento seja acima do esperado, poderemos aumentar a produtividade com a contratação de mais funcionários e até com um segundo turno".

 

Fotos: Divulgação.