Lucro trimestral da Randon recua 27%

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10/05/2019

Caxias do Sul - A Randon Implementos e Participações começa o ano com boas perspectivas. A companhia encerrou o primeiro trimestre com indicadores positivos, tendo registrado crescimento de receita líquida em todas as divisões na comparação com igual período de 2018. A receita bruta total somou R$ 1,6 bilhão, incremento de 25,9%, e a líquida, R$ 1,1 bilhão, alta de 23%. O EBITDA consolidado somou R$ 134,3 milhões, redução de 15,8%, fato atribuído ao impacto cambial negativo. 

 

A companhia fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 31,7 milhões, redução de 27% sobre igual período do ano passado. A margem líquida baixou de 4,7% para 2,8% na mesma base de comparação. “A tônica deste novo momento é a confiança de que teremos um ciclo positivo, mas com desafios para controlar a inflação de materiais e conduzir bem os processos de integração das novas controladas. Também estamos atentos ao crescimento econômico brasileiro, fator fundamental para a estabilização da demanda”, observa o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato.

 

Embora historicamente o primeiro trimestre do ano seja o mais fraco em termos de volumes, este foi o melhor primeiro trimestre da história da empresa. Do total de 13 mil 949 emplacamentos no mercado brasileiro, 4 mil 413 foram produtos Randon, o que representou market share de 31,6%. A companhia está conduzindo iniciativas e investimentos para elevar a produção em 30% até meados do ano para fazer frente à demanda aquecida.

 

No segmento de vagões ferroviários foram vendidas 86 unidades, recuo de 75%. De acordo com a empresa, este mercado deve permanecer pressionado neste ano, mas com sinais positivos, como o recente leilão do trecho da Ferrovia Norte–Sul, além de avanços nas discussões para renovação das concessões ferroviárias. 

 

O crescimento nas vendas de caminhões no mercado brasileiro está sustentando os volumes de produção da divisão de autopeças. As exportações, por outro lado, apresentaram queda de 65,6%, muito por conta do fraco desempenho da Argentina, principal destino das vendas de caminhões brasileiros ao mercado externo. No mercado de reposição, segundo a empresa, o cenário foi mais desafiador do que o esperado.

 

As vendas consolidadas para o mercado externo somaram US$ 40,4 milhões, alta de 9,8%. As exportações representaram 13,5% da receita líquida consolidada em linha com o registrado no primeiro trimestre do ano passado. Com a redução das exportações para o mercado argentino, a região do NAFTA passou a ser a mais relevante para a companhia, representando 40% do total. A soma das exportações e das receitas geradas no exterior foi de US$ 68,6 milhões contra US$ 65,3 milhões do primeiro trimestre do ano passado.

 

Foto: Divulgação.