Receita da Tupy cresce 15% no segundo trimestre

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15/08/2019

São Paulo – A Tupy fechou o segundo trimestre com R$ 1,4 bilhão de receita, valor recorde para o período, segundo informou a companhia em balanço financeiro publicado no fim da tarde da quarta-feira, 14. O crescimento de 15,3% com relação ao período abril-junho de 2018 decorreu do aumento de participação de produtos com maior valor agregado tanto no mercado externo, responsável por 82% do faturamento, quanto do interno, que responde por 18% da receita.

 

Em volume as vendas da Tupy avançaram 1,8% no período.

 

No Brasil o aumento da receita veio, especialmente, do crescimento em veículos comerciais. Segundo o presidente Fernando de Rizzo as montadoras locais estão investindo em produtos de maior valor agregado, com engenharia mais complexa: “Enquanto a produção de caminhões cresceu 22% no período nossas vendas ao setor subiram 51% na comparação anual”.

 

Em entrevista a Agência AutoData o presidente afirmou que a Tupy vem absorvendo serviços de usinagem de algumas montadoras. Em determinados casos a usinagem era feita no Exterior e passou a ser feita pela Tupy por aqui. Em outros casos as empresas locais terceirizaram o processo para a empresa com sede em Joinville, SC.

 

“Esses movimentos acabaram gerando novos empregos em nossas unidades”, disse De Rizzo: “Só no segundo trimestre foram 326 contratações em Joinville e em Mauá. A Tupy emprega mais de 9 mil pessoas no Brasil”.

 

O executivo pediu, no entanto, esforços do governo federal para ajudar as empresas brasileiras exportadoras. Segundo ele apenas as mudança no Reintegra e a reoneração da folha de pagamento gerou impacto negativo de R$ 23 milhões no balanço da Tupy somente no segundo trimestre:

 

“São compromissos firmados antes das mudanças das regras. Este valor poderia ser revertido em mais empregos gerados e mais contratos fechados. E ainda há a questão da retenção dos créditos de ICMS no Estado”.

 

Há alguns anos a Tupy vem movendo esforços para diversificar sua atuação no mercado externo. Da produção local de 60% a 65% são exportados para mercados na América do Norte e Europa. Em alguns casos, segundo De Rizzo, os blocos e cabeçotes aqui usinados retornam dentro de motores e veículos produzidos no Exterior.

 

A receita líquida cresceu 13% para o mercado externo no segundo trimestre, com aumento em todos os segmentos de transporte, infraestrutura e agricultura. No período o EBTIDA ajustado chegou a R$ 204,4 milhões, crescimento de 13% na mesma base de comparação, com margem sobre a receita liquida de 14,6%.

 

O lucro líquido também cresceu, 23,1% superior ao do segundo trimestre de 2018, para R$ 59,5 milhões. A margem líquida fechou em 4,2%, decorrente de melhoria dos resultados operacionais e financeiros.

 

Foto: Divulgação.