Chega ao Brasil a décima-segunda geração do Toyota Corolla

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03/09/2019

São Bernardo do Campo, SP – O primeiro automóvel híbrido produzido em série no Brasil começa a chegar às concessionárias Toyota. A décima-segunda geração do Corolla que sai das linhas de Indaiatuba, SP, oferece em sua versão topo de linha a possibilidade de o consumidor optar pela inédita – e importada – motorização híbrido flex, por R$ 124 mil 990.

 

A meta da Toyota é comercializar 1 mil Corolla híbrido flex por mês. Os outros 3,5 mil serão das versões com o também inédito motor 2.0 -- que parte de R$ 99 mil 990.

 

O investimento para a localização da plataforma GA-C, baseada na filosofia TNGA, sigla em inglês para Nova Arquitetura Global Toyota, chegou a R$ 1 bilhão. Outros R$ 600 milhões foram aplicados em Porto Feliz, SP, para a produção do motor Dynamic Force flex. Embora por fora se diferenciem apenas pela identificação na carroceria e o logotipo azul nas grades dianteiras e traseiras da versão híbrida, os Corolla flex e híbrido flex podem ser considerados dois carros diferentes.

 

A parte externa do Corolla agora está em linha com o modelo oferecido nos mercados internacionais. Para cá a opção foi por um design mais clássico, mais parecido com a versão europeia do sedã. Segundo Maurílio Pacheco, gerente de planejamento da Toyota, o Corolla estadunidense tem uma pegada mais esportiva.

 

O para-choque mais alargado é feito com materiais mais robustos e a área envidraçada cresceu com relação à geração anterior, ampliando a luminosidade interior.

 

Pacheco disse que o desenvolvimento do Corolla obedeceu a quatro pontos: dirigibilidade, segurança, desempenho e meio ambiente e conectividade e tecnologia.

 

Para aprimorar a dirigibilidade a engenharia mexeu no centro de gravidade do Corolla, agora 10 milímetros mais baixo. Isso garante um carro mais “no chão” – o que é perceptível quando se senta no banco do motorista. Os equipamentos foram localizados de forma que o condutor não movimente muito os olhos e as mãos, ampliando a segurança.

 

Também pensando na segurança somou-se aos sete airbags e ao controle de tração oferecidos na geração anterior o TSS, de Toyota Safety Sense, sistema composto por uma câmara no espelho retrovisor interno e um sensor na grade dianteira que une ACC, controle de cruzeiro adaptativo, PCS, sistema de segurança pré-colisão, LDA, aviso de saída de faixa, AHB, sistema de farol alto automático: “Focamos em reforçar a segurança ativa do veículo”.

 

No campo do desempenho aliado ao motor 2.0 trabalha a transmissão Direct Shift CVT de dez velocidades, que tem como principal diferença a união das engrenagens com o sistema CVT. Nas saídas e em baixas velocidades as engrenagens trabalham para garantir uma arrancada melhor, uma das principais queixas que a Toyota recebia de seus consumidores do Corolla.

 

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Por fim a conectividade demandou mudança de percurso durante o desenvolvimento: a Toyota brasileira notou um anseio dos consumidores locais pelos sistemas Apple Carplay e Android Auto – algo já percebido, e consertado, na linha Yaris 2020. Segundo Chaves foi preciso convencer a matriz da importância das tecnologias no Corolla, que traz, de série, sistema multimidia compatível com os smartphones, requerendo, ainda, o uso de cabos.

 

Pelas medições do Inmetro o Corolla 2.0 consome, na cidade, 8 quilômetros por litro de etanol, 9,7 na estrada. O 1.8 híbrido flex roda 10,9 quilômetros na cidade com etanol e 9,9 quilômetros na estrada – o para e anda do trânsito urbano ajuda a recarregar a bateria e lhe dá maior autonomia. A Toyota conseguiu, porém, dados melhores com a versão híbrida em seus testes próprios no Instituto Mauá de Tecnologia: 13,3 quilômetros por litro na cidade e 11,9 na estrada, sempre abastecido com etanol.

 

Foto: Divulgação.