Produção na Argentina reage em agosto

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São Paulo – A indústria automotiva argentina chegou a agosto com uma produção de 213 mil 643 veículos, dentre automóveis, comerciais leves e caminhões. O volume, segundo dados da Adefa divulgados na quarta-feira, 4, representa retração de 36% na comparação com o volume que saiu das linhas instaladas naquele país em 2018.

 

Ainda que o resultado seja negativo, em agosto as fabricantes produziram um volume acima das trinta mil unidades, o que não ocorria desde maio – em junho e julho, meses em que o governo praticou subsidios como forma de vender mais veículos no varejo, a produção chegou a cair para 23,9 mil, em junho, e 21,6 mil, em julho.

 

Segundo a associação argentina, no mês passado, foram produzidas 30 mil 815 unidades, um crescimento de 42% na comparação com o resultado de julho. Na comparação com agosto do ano passado, queda de 37,5%.

 

As vendas aos concessionários, por sua vez, recuaram 16,3% no janeiro-agosto, comparando a igual período no ano passado. Nos oito meses do ano foram vendidos 264 mil 323 unidades, apesar dos esforços do governo local com o programa de incentivos. Apenas em agosto foram vendidas nas redes de concessionários 38 mil 21 unidades, 27% a menos sobre o volume vendido em agosto de 2018.

 

Sobre as exportações, 146 mil 455 veículos embarcaram da Argentina até agosto, 16,3% a menos do que o volume exportado no janeiro-junho do ano passado. Desse total, 65,7% seguiram ao Brasil, maior mercado dos veículos produzidos em solo argentino. Foram 96 mil 213 unidades enviadas ao mercado brasileiro, 28 mil 732 unidades a menos do que o volume exportado nos oito meses de 2018.

 

Por outro lado, as exportação de veículos argentinos seguem em alta em outros mercados, como é o caso do mexicano, para onde foram enviados, até agosto, 4 mil 652 veículos, ou 581 unidades a mais do que as enviadas no janeiro-agosto do ano passado. Para a Colômbia foram exportadas 7 mil 945 veículos, 2,9 mil veículos a mais. Para o Peru, 8 mil 7 veículos, 747 unidades a mais.

 

Foto: Divulgação.