BYD busca negócios em locação segmentada

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Foto Jornalista  Bruno de Oliveira

Por Bruno de Oliveira

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30/10/2019

São Paulo – A locação de veículos tem se mostrado modelo de negócio consistente no mercado automotivo brasileiro a ponto de sustentar parte relevante das vendas das montadoras. Pode ser, até, que sua influência se torne maior com a chegada de empresas que atuam em nichos específicos. É o caso, por exemplo, da KWFleet, que passou a oferecer o serviço na categoria com frota de vans da BYD.

 

A fabricante de veículos elétricos forneceu em março lote composto por 150 unidades para a locadora, que também opera com automóveis, caminhões, motocicletas e empilhadeiras movidos a eletricidade. A meta da KWFleet é agressiva para os próximos cinco anos e mostra, de certa forma, o potencial do negócio – pretende constituir uma frota total formada por 5 mil veículos.

 

Segundo Carlos Roma, diretor de vendas da BYD, a companhia tentou modelo de negócio parecido ao da parceira há três anos, sem sucesso: “Vimos que montadora é montadora, locadora é locadora. Ter uma frota própria e fazer a gestão da locação se mostrou algo complexo para a nossa operação. Mas a experiência serviu para adequar àquilo que a KWFleet queria fazer”.

 

O executivo citou como principal desafio o controle dos ativos, como manutenção, e até multas de trânsito cometidas pelos locatários durante sua experiência. Roma, no entanto, disse que isto, no futuro, não está descartado: “Podemos abrir uma locadora mais adiante, mas não agora. O ideal é que foquemos naquilo que fazemos, que é fabricar veículos elétricos”.

 

O serviço oferecido pela KWFleet é baseado na locação de frotas, mas engloba todas as etapas e custos da operação, inclusive a geração de energia e o abastecimento. A geração da eletricidade para o abastecimento dos carros é realizada em vinte fazendas de energia fotovoltaica da GD Solar, empresa que mantém joint-venture com a locadora.

 

A locadora afirma já ter fechado contrato com algumas empresas com operações no Brasil. É o caso da operadora logística DHL e da cervejaria Heineken com a marca Eisenbahn. Os veículos comerciais elétricos tem chamado a atenção de outra companhia do setor de bebidas: a Ambev, por exemplo, encomendou 1,6 mil unidades do Volkswagen e-Delivery, produzido em Resende, RJ.

 

A frota composta por veículos comerciais elétricos oferece vantagens, segundo Roma, na comparação com a formada por modelos com motores a combustão: “Nestes modelos está tudo incluído em uma única nota fiscal de serviços, da manutenção ao abastecimento de energia nos eletro postos. Neste novo modelo o empresário tem previsibilidade. Esses veículos, ainda, são isentos do rodízio”.

 

Foto: Divulgação.