Mercado de veículos chega a 4,2 milhões na América do Sul

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Foto Jornalista André Barros

Por André Barros

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07/02/2020

Sâo Paulo -- No ano passado os países da América do Sul consumiram cerca de 4,2 milhões de veículos novos, crescimento de 2% sobre o resultado de 2018. O levantamento feito por AutoData com base em balanços, alguns ainda preliminares, divulgados por entidades e consultorias da região, demonstra o potencial que as fábricas brasileiras e argentinas pouco exploram: há um mercado de 1 milhão de veículos em nossos vizinhos no continente.

 

Somadas, as exportações de veículos do Brasil e da Argentina alcançaram cerca de 630 mil unidades no ano passado, com a maior parte destes automóveis sendo “trocados” pelos dois países. 630 mil é o mesmo volume de vendas no Chile e na Colômbia, combinando o resultado dos dois países. Os carros brasileiros representam cerca de 10% destas vendas.

 

Qual a dificuldade do Brasil, mesmo sendo vizinho da Colômbia, para liderar o fornecimento de automóveis àquele mercado? No ano passado foram pouco mais de 40 mil unidades, menos do que os mexicanos forneceram aos colombianos.

 

Quando questionados os executivos de diversas fabricantes nacionais apontam os mesmos entraves: ineficiência logística, carga tributária elevada, excesso de burocracia...

 

Mesmo a boa intenção nas conversas da indústria com o governo sobre o assunto, tentando encontrar um caminho para tornar o veículo brasileiro mais competitivo no mercado internacional, é capaz de resolver essa questão que se arrasta há anos.

 

Enquanto isso um mercado nada desprezível de 1 milhão de unidades/ano tem sido aproveitado por outros competidores. Parece brincadeira, mas há um respeitável volume de carros chineses e sul-coreanos circulando pelos países sul-americanos.

 

Do outro lado do mundo os orientais parecem ser mais competitivos do que o Brasil e a Argentina.

 

Foto: Divulgação.