Scania entrega primeiros caminhões a gás

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Foto Jornalista Roberto Hunoff

Por Roberto Hunoff

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29/05/2020

Caxias do Sul, RS – A Scania fez a entrega dos seus quatro primeiros caminhões movidos a gás natural veicular, GNV, ou biometano, no Brasil. Os modelos R 410 6x2 foram adquiridos pela RN Express e Jomed LOG, dois para cada uma, e serão usados no transporte de produtos L’Oréal na rota São Paulo-Rio de Janeiro. A Casa Scania Codema, de Guarulhos, SP, responsável pela venda e pela entrega, cuidará do suporte operacional e da manutenção dos veículos. O momento foi registrado durante coletiva de imprensa virtual na quinta-feira, 28.

 

Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania no Brasil, afirmou que a entrega dos primeiros caminhões a gás comprova que a empresa está no caminho certo ao liderar a mudança para um sistema de transporte mais sustentável: “Temos a certeza de que estas duas transportadoras e seus embarcadores servirão de modelos para outras empresas”.

 

Munhoz também avaliou que a demanda por estes caminhões deve se intensificar a partir de agora, com expectativa de alcançar em torno de cem unidades até o fim do ano: “Em fevereiro estimei duzentas unidades para o ano. Com a covid-19 ficamos um pouco pessimistas”.

 

Desde o anúncio oficial da produção, na Fenatran, a Scania já vendeu 23 unidades. O diretor ainda destacou que o objetivo mundial da Scania é ter, no prazo de cinco anos, 30% das vendas representadas por veículos movidos a combustíveis alternativos, incluindo elétricos.

 

Renan Loureiro, gerente nacional de transportes da L’Oréal, observou que todo o transporte da empresa é terceirizado e feito por cerca de 1 mil caminhões. Sua meta, no Brasil, é dispor, no prazo de três a cinco anos, de toda a frota de caminhões movida por combustíveis alternativos.

 

A RN Express foi a transportadora que comprou o primeiro caminhão movido a GNV, ou biometano, no Brasil, durante a Fenatran, em outubro de 2019. Da mesma forma a Jomed LOG também comprou seus dois modelos na feira. De acordo com Munhoz os caminhões movidos a GNV têm índice de nacionalização de 40% a 45% em função, principalmente, dos tanques e válvulas, que são importados.

 

Foto: Divulgação.