São Paulo – O crescimento de 5,1% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em agosto, na comparação com julho, para 183,4 mil unidades, poderia ter sido maior não fosse o descompasso de oferta e demanda dos veículos pesados, mais precisamente no segmento de caminhões. As vendas, no mês, recuaram 15,2% com relação a julho, para 8,1 mil unidades, enquanto a demanda por veículos leves acelerou 6,4%, somando 173,5 mil automóveis e utilitários.
De acordo com o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, há entraves na produção: “As montadoras sofrem com a falta de componentes importados, resultando em defasagem no segundo turno de trabalho nas fábricas”, disse em nota divulgada na quarta-feira, 2. “Com isso já estamos operando com pedidos para o fim do ano em alguns modelos, principalmente os extrapesados.”
Não é a primeira vez que Assumpção Júnior observa o problema: nos dois últimos meses, quando as vendas de caminhões superaram, inclusive, as do mesmo mês de 2019, ele reclamou da mesma situação. Em agosto, comparado com agosto de 2019, o segmento de caminhões recuou 15,7%. No acumulado do ano a queda é de 15,6%, para 55,2 mil caminhões.
Em ônibus as vendas recuaram 6,1% em agosto com relação a julho, para 1,8 mil unidades, e na comparação com agosto do ano passado a queda foi de 34,4%. De janeiro a agosto o segmento acumula 34% de queda diante do resultado de igual período de 2019, com 11,5 mil ônibus negociados.
No segmento de veículos leves, apesar do crescimento de agosto sobre julho, o saldo é negativo na comparação com 2019, tanto mensal, 24,8%, como anual, 35,8%. De janeiro a agosto foram emplacados 1,1 milhão de automóveis e comerciais leves.
O mercado automotivo nos primeiro oito meses do ano ficou 35% inferior ao do mesmo período do ano passado, com 1 milhão 667 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados. Os dados foram divulgados pela Fenabrave na quarta-feira, 2.
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