São Paulo – Com o objetivo de desmistificar o segmento de large vans e mostrar que mulheres têm escrito suas histórias de vida a partir dele, a Mercedes-Benz organizou na quinta-feira, 9, o evento She’s Mercedes, em que profissionais contaram que têm obtido muito sucesso ao desbravar ambientes outrora majoritariamente masculinos.
São Paulo – Com o objetivo de desmistificar o segmento de large vans e mostrar que mulheres têm escrito suas histórias de vida a partir dele, a Mercedes-Benz organizou na quinta-feira, 9, o evento She’s Mercedes, em que profissionais contaram que têm obtido muito sucesso ao desbravar ambientes outrora majoritariamente masculinos.
É o caso de Merkinha Conegundes, 62 anos, proprietária da Transportadora Milla, especializada no transporte escolar de crianças com redução de mobilidade em São Paulo. Ela emprega somente mulheres, quarenta ao todo, que trabalham em vans da linha Sprinter. Com a pandemia e a suspensão das aulas conseguiu remanejar seu contrato com a Prefeitura para que pudessem levar enfermeiros das UBSs para aplicar vacinas em idosos que não conseguiam sair de suas casas e em professores nas escolas. Além disso deu seus pulos, também, para ampliar a atuação ao fazer transporte de cargas e frete de e-commerce, demanda que cresceu bastante com a covid. Dessa forma ninguém foi demitida.
A empresária, que atua no ramo desde 1976, contou que o atendimento à saúde vai até janeiro, quando voltam a concentrar esforços nas escolas: “Desde que homologaram o transporte para cadeirantes, em 2009, vi que a Sprinter tinha custo-benefício impressionante. Hoje tenho duas vans novas deste modelo só para baby creche. A evolução da marca foi fundamental para essa finalidade e para o ingresso de mulheres, dado que há vinte anos era muito mais raro ver uma delas guiando veículo desses”.
Para Merk, como é conhecida, a segurança e o conforto foram os principais fatores para a escolha: “As crianças vão em suas próprias cadeiras de rodas e as mulheres dirigem com tranquilidade. Aliás, a primeira coisa que as mães perguntam é quem vai pilotar a van, se homem ou mulher. Além de serem mais cuidadosas e carinhosas com os alunos elas conseguem equilibrar melhor vida pessoal e profissional com os intervalos enquanto as crianças estão em aulas, o que é facilitado porque as vans necessitam de poucas paradas para manutenção”.
A empresária também está na direção de duas cooperativas de motoristas e à frente do Sindicato do Transporte Escolar da Grande São Paulo. Ao todo ela coordena mais de quinhentas pessoas: “É muito bom inspirar pessoas, principalmente mulheres, para que tenham cada vez mais autonomia. O machismo ainda é presente, mas aprendi a levar na esportiva”.
Vendas – A frase que a gerente de vendas da concessionária De Nigris de São Bernardo do Campo, SP, Nina Barbato, 54, mais escutava de clientes quando trabalhava na área de caminhões e ônibus era: é você quem vai me atender?
“Alguns homens não queriam ser atendidos por mim. E até hoje é assim, infelizmente. Há clientes que só querem conversar com homens. Na minha equipe a maioria é mulher, tenho nove funcionárias, mas mantenho dois homens para dar um equilíbrio”.
Há 26 anos na concessionária Nina contou que sempre teve de estudar mais do que os homens para entender muito bem as questões técnicas dos veículos, mas que isso nunca a intimidou. Ao contrário serviu de combustível para que se destacasse: “Lutamos muito para entrar nesse segmento que não era nosso. Mas valeu muito a pena. Nós temos de inspirar outras mulheres a seguirem pelo mesmo caminho, a não terem medo”.
Nina Barbato
Ela também não demitiu ninguém na pandemia, em que houve redirecionamento das vendas de vans do transporte escolar para furgões que se tornaram ambulâncias, motorhomes e transportadores de produtos de e-commerce.
Versátil –Fabricada na Argentina a Sprinter está presente no mercado brasileiro há mais de vinte anos e tem como marca registrada sua versatilidade, com mais de cem configurações possíveis.
Conforme Aline Rapassi, gerente de marketing de produto & estratégia de rede da Mercedes-Benz Vans, embora seja um veículo comercial, próprio para carregar carga, ele é confortável, moderno e seguro, com direção elétrica, assistente de frenagem e ferramenta que evita tombamento, além de tecnologia que permite o espelhamento do celular: “É fácil de dirigir, e para conduzi-lo, um modelo que comporta até 3,5 toneladas, basta a habilitação B”.
Aline Rapassi
Historicamente 60% das vendas do segmento eram de vans e 40% de furgões e trucks. Com a pandemia esse porcentual se inverteu, mas, segundo Rapassi, a intenção é que, com a retomada do mercado com eventos e a volta às aulas integrais, haja crescimento homogêneo, e a participação fique em 50% para cada. No universo das vans 15% da demanda é dedicada ao transporte escolar e 20% para o varejo, o que inclui o e-commerce.
Ela, que ingressou na Mercedes-Benz há dezenove anos, como aprendiz, trabalhou na linha de produção de caminhão, foi para a área de vendas até que chegou à comunicação: “Antes não havia tantas mulheres em posições de destaque porque existiam muitas travas, não havia tanto espaço para isso, mas com todos podendo concorrer em condições de igualdade o resultado está aí: mais mulheres na liderança.”