Veículos foram adquiridos em parceria com a transportadora Coopercarga
São Paulo — A AGCO adicionou à sua frota dezesseis caminhões com motorização elétrica ou a gás, que representam 20% do total de veículos dedicados a operações de entrega de peças de fornecedores para as fábricas instaladas em Mogi das Cruzes, SP, Canoas, Santa Rosa e Ibirubá, RS. Eles também serão usados para abastecer o centro de distribuição de peças em Jundiaí, SP.
O projeto para o uso dos veículos verdes foi criado em parceria com a Coopercarga, assim como a aquisição dos veículos, por causa do alto valor de investimento. Os caminhões ficarão sob propriedade da transportadora por alguns anos, até que a AGCO os compre e os incorpore à sua frota própria, ação que faz parte do acordo.
“Trata-se de um novo modelo de negócios que conseguimos criar com a Coopercarga, que é nossa parceira há mais de dez anos”, disse Rafael Jesus, gerente de distribuição e transportes da AGCO na América do Sul. “Mas não será modelo exclusivo, pois buscaremos outras transportadoras interessadas para criar um ciclo de renovação de frota com veículos com tecnologias de propulsão alternativa”.
O gerente também revelou que esse projeto nacional poderá avançar para outros países onde a AGCO possui fábrica, conforme os resultados dessa primeira experiência sejam apurados.
Rafael Jesus, gerente de distribuição e transporte da AGCO América do Sul. Foto: Divulgação.
Esse novo modelo de negócio prevê que os caminhões, que já estão em operação, rodem com a identidade visual da AGCO e apenas com motoristas mulheres, um dos pilares principais do projeto. A Coopercarga investiu no treinamento e contratação das motoristas, movimento que outros parceiros terão que fazer no futuro.
O caminhão a gás escolhido pela AGCO foi o Scania R410 6×2 e o elétrico o JAC iEV1200T+. As unidades elétricas estão operando no Rio Grande do Sul e em São Paulo e são abastecidas durante a noite nas unidades da AGCO, que instalou os pontos de recarga necessários.
Com esses veículos a AGCO projeta que 480 toneladas de CO2 deixem de ser emitidas por ano durante essas operações. Os gastos com manutenção e abastecimento dos caminhões elétricos também atraíram a companhia, que espera redução de 60% no custo operacional na comparação com um caminhão igual a diesel.
Até o fim de 2023 a meta é realizar 40% dessas operações com caminhões movidos a eletricidade ou gás, mas Jesus disse que esse porcentual poderá variar de acordo com o avanço da infraestrutura de abastecimento.