São Paulo — A Prometeon anunciou na quinta-feira, 2, nova linha de pneus para caminhões e ônibus na qual investiu cerca de 2 milhões de euros. Batizado de Sestante, o produto começou a ser desenvolvido em 2020 no centro de pesquisa e desenvolvimento instalado na sede brasileira em Santo André, SP. Os pneus substituirão os itens da linha Formula.
O objetivo da Prometeon com sua nova marca, integrante da categoria midline e responsável por 20% das vendas da fabricante, é oferecer um pneu com mais tecnologia para o profissional autônomo ao apostar na boa relação de preço e desempenho.
Os produtos Sestante estão sendo produzidos na planta do ABC e na de Gravataí, RS, e começarão a chegar ao mercado brasileiro nas próximas semanas. Até o fim do ano serão oferecidas em países do Mercosul.
De acordo com Luiz Mari, responsável pelo P&D da Prometeon, o menor atrito com o solo e a menor temperatura interna elevam a vida útil do produto, que promete um desgaste mais uniforme da banda de rodagem e, consequentemente maior rendimento, com ganho em torno de 10% na quilometragem, e maior resistência ao rolamento, de 3%, o que se traduz em redução de 1% no consumo de combustível.
O CEO da Prometeon para as Américas, Eduardo Fonseca, disse que a ideia é ampliar a fatia de vendas com o diferencial de tecnologia da nova marca e, embora não tenha aberto números, afirmou que a perspectiva é obter dois dígitos de crescimento:
“Acreditamos que o produto terá uma boa aceitação. Como as fábricas já rodam em 24×7 o aumento da produção esperado se dará em detrimento de alguma outra coisa que fabricamos”.
Com relação ao cenário econômico global, que sofre impactos do conflito na Ucrânia e da persistente crise dos semicondutores, Fonseca assinalou que a empresa não é tão suscetível pelo fato de 100% da borracha sintética ser comprada localmente, assim como 50% da borracha natural.
O índice de localização da matéria-prima usada pela Prometeon chega a 70%, segundo o CEO. No entanto, ele ponderou que isso não exime a fabricante dos aumentos dos preços dos insumos, uma vez que se tratam de commodities:
“Embora não tenhamos tanta exposição aos problemas de logística, temos ao dólar. Não conseguimos escapar do encarecimento das matérias-primas. Importamos 50% da nossa borracha natural, que é basicamente 20% do pneu, além de importar produtos químicos e metálicos. A localização não nos isenta do aumento do preço, mas traz o diferencial da garantia de fornecimento.”
Para este ano, a Prometeon espera empatar o faturamento com 2021. Embora não tenham sido divulgados os resultados, Fonseca disse que foi um ano bom, “não de recorde absoluto, mas foi um ano que se equiparou aos melhores anos de volume de pneus de caminhão no Brasil”.
Recentemente a Prometeon anunciou investimento de R$ 60 milhões para ampliar o centro de testes e também a produção de pneus para o agronegócio. Em outubro será inaugurado centro logístico.