São Paulo – Mal a Volkswagen Caminhões e Ônibus lançou o seu programa de assinatura de caminhões, o VW Truck Rental, na quinta-feira, 25, a estimativa é que a modalidade tenha potencial de atingir mercado de 300 mil caminhões. Foi o que estipulou Rodrigo Capuruço, CEO da Volkswagen Financial Services no Brasil e na América do Sul, que realizará a gestão do programa VWCO de locação de 0 KM.
Capuruço explicou seu cálculo: “Cerca de 4 milhões de veículos estão no car parking e, desses, 3 milhões estão nos balanços de empresas. No negócio de veículos leves 10% da frota de empresas está sendo gerenciada hoje por gestores profissionais. Em uma conta rápida estamos falando de um mercado de cerca de 300 mil caminhões”.
Quanto às expectativas acerca desse mercado que a Volkswagen Caminhões e Ônibus enxerga como muito promissor o CEO Roberto Cortes foi além: acredita que é possível que o VW Truck Rental abocanhe até 20% do volume total.
O CEO da Volkswagen Financial Services estimou que em cinco anos a modalidade possa corresponder a pelo menos metade dos ativos alocados, considerando o volume de caminhões financiados. Do faturamento do segmento de caminhões ele acredita que neste prazo os planos de assinatura responderão por 30% a 40%: “Acreditamos em participação significativa nos nossos negócios. Não será algo marginal”.
Com relação ao perfil do cliente do plano de assinatura Capuruço disse esperar que 80% das adesões partam de pessoas jurídicas, mas que pessoas físicas também estão dentro do público-alvo do VW Truck Rental.
Cortes pontuou que um dos maiores problemas para que o autônomo renove sua pequena frota ou veículo, atualmente, é a obtenção de crédito: “Acho que será uma boa alternativa para o autônomo”, referindo-se também ao fato de que se trata de maneira de facilitar o acesso a um produto que é muito caro.
Cortes propôs, inclusive, a locação como uma oportunidade para aqueles que não possuem garantia para adquirir um veículo novo, devido ao alto valor, uma vez que a garantia requerida será referente ao preço acordado no período do contrato. A exigência, portanto, será menor.
Embora isso não exima o autônomo de apresentar garantia Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e serviços da VWCO, assinalou que nos últimos anos esse profissional tem se estruturado em cooperativas e sindicatos:
“Por exemplo: a carta frete tem sido cada vez mais utilizada para esse tipo de processo. Então o autônomo, em vez de necessitar de um crédito de R$ 300 mil, R$ 400 mil ou R$ 500 mil para comprar um caminhão, precisará comprovar que tem capacidade de pagar o aluguel. Então todo o trâmite de documentação torna-se mais simplificado e efetivo”.
O CEO da VWCO complementou que o cenário de altas taxas de juros e inflação elevada traz desafios, mas que, “por coincidência, o modelo de negócio vem a calhar”: “Falamos da dificuldade de crédito e dos juros elevados, que encarecem o modelo de vendas, mas as tabelas fixas não estão sujeitas a essa flutuação. De forma geral teremos dificuldades macroeconômicas para o futuro, sim, mas que não são tão diferentes das do passado. E, diante disso, buscamos alternativas que minimizem efeitos pontuais como a taxa de juros oferecendo a opção de locação”.