São Paulo – A Toyota traçou um plano global: ser neutra em emissão de CO2 até 2035, em vez de compensar o carbono emitido plantando árvores. A visão foi compartilhada por Viviane Mansi, diretora de comunicação, relações públicas e ESG na Toyota do Brasil, durante o primeiro dia do Seminário Brasil Elétrico + ESG, realizado por AutoData de forma online até a quarta-feira, 30:
“Neutralização é diferente de compensação. Vamos trabalhar para neutralizar as emissões em nossas operações, assim como na rede de concessionárias e na cadeia de fornecedores. Vamos trabalhar dentro dos prazos definidos e, depois disso, se sobrar alguma parte da operação que não foi neutralizada, usaremos a compensação”.
A diretora disse que no momento todas as ações devem ser consideradas positivas, tanto a neutralização quanto a compensação de carbono, mas lembrou que se todas as empresas optarem pela segunda opção, não haverá espaço no mundo para plantar mais árvores.
O avanço da agenda ESG também é visto como um trabalho em conjunto, ativando todos os elos de sua cadeia, assim como seus funcionários, para que novas ideias sejam criadas em busca de uma operação cada vez mais sustentável. Para Mansi, o diálogo em todas as áreas é importante para que esse movimento avance e a expectativa é de que novos projetos sejam adotados ainda esse ano pela companhia.
Outro ponto importante é o desenvolvimento de motorizações mais limpas para seus veículos, caso do híbrido flex, um projeto nacional considerado muito importante na rota de descarbonização da Toyota, que além de tudo gera mais empregos no País, porque dois modelos são produzidos com essa tecnologia, o Corolla e o Corolla Cross, que já somam mais de 50 mil vendas com o motor híbrido flex.