São Paulo – A indústria nacional de motocicletas encerrou 2022 com bons motivos para celebrar, após produzir 1 milhão 413 mil unidades, alta de 18,2% sobre o registrado em 2021, o maior volume desde 2014, de acordo com a Abraciclo, entidade que representa o setor de duas rodas no Brasil.
O presidente Marcos Fermanian disse que com este resultado o País encerrou o ano na sétima posição do ranking global de produção: “Devemos retornar ao sexto e ao quinto lugar nos próximos anos, conforme a recuperação gradativa do nosso mercado. Fora do eixo asiático o Brasil é o maior fabricante de motocicletas”.
O varejo acompanhou o ritmo da produção pois em 2022 a demanda estava acima da oferta, cenário que se mantém no começo de 2023, e chegou a 1 milhão 362 mil motocicletas emplacadas, volume 17,7% superior ao de 2021. No último mês de vendas a espera por uma motocicleta zero quilômetro estava em torno de trinta dias, cerca de um mês de produção que está faltando com relação à demanda, segundo Fermanian.
As compras financiadas seguem representando a maior parte das vendas, com 38% do total vendido. As compras à vista representaram 34%, e para os consórcios ficaram 28%.
As exportações somaram 55,3 mil unidades, alta de 3,4% sobre 2021, sendo que a Colômbia foi o principal destino, seguida por Argentina e Estados Unidos. No total a indústria nacional exportou para 31 países.
Dezembro – Foram produzidas 85,1 mil unidades em dezembro, alta de 11,5% sobre igual período de 2021 e queda de 34,1% com relação a novembro. A retração é reflexo das férias coletivas no último mês do ano, que reduziram o volume produzido.
O varejo somou 132,2 mil vendas, segundo melhor resultado do ano, com alta de 17,7% sobre dezembro de 2021 e incremento de 7,3% na comparação com novembro. Foram exportadas 3,9 mil motocicletas, avanço de 19,6% ante igual período de 2021 e de 6,3% com relação a novembro.