São Paulo – Com o objetivo de identificar o que motiva potenciais clientes a aderirem a um plano de assinatura de veículos, quais perfis têm maior interesse e os desafios que ainda surgem no meio do caminho para emplacar de vez a modalidade, a Localiza&Co realizou levantamento chamado de Mobilidade Através das Gerações. Cedida com exclusividade a Agência AutoData a pesquisa, que considerou a avaliação de 1,6 mil pessoas em todo o País, apontou que para 71% dos entrevistados o custo-benefício é o principal atrativo para quem considera ter um carro por assinatura.
Outros benefícios levantados foram, para 41% dos consumidores, a possibilidade de ter um automóvel 0 KM todos os anos, para 37% o conforto, para 34% a conveniência de não se preocupar com a revenda do veículo e, para 32%, a praticidade com as manutenções.
Com relação às faixas etárias mais propensas à proposta o interesse se mostra presente em todas, o que foi considerado pela Localiza uma abertura geral para a solução. Os que demonstraram maiores possibilidades de aderir à modalidade foram os integrantes da Geração Z, nascidos de 1997 e 2010, com 51%.
A Geração X, nascida de 1965 a 1980, também se mostra predisposta à assinatura de veículos, para 47% do total, índice semelhante ao da Geração Y ou Millenials, de 1980 a meados de 1990, com 46%. E mesmo para 45% dos Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1964, que tendem a valorizar mais a posse do veículo, o modelo é considerado em algum momento.
O levantamento da Localiza&Co citou dados da Abla, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, que apontam incremento de 44% na frota de carros assinados no Brasil ao longo do ano passado. Mas ressaltou que, apesar da receptividade com relação ao tema, o principal motivo para a adesão considerada ainda tímida é a falta de clareza sobre o serviço.
Apesar de o momento econômico de Selic aos 15% ao ano e crédito restrito favorecer a locação em detrimento da aquisição de veículos o principal motivo apontado pelos que disseram que não optariam pela modalidade, 46%, é o fato de não entenderem bem como o modelo funciona, o que gera insegurança na decisão.
Segundo a Localiza&Co a pesquisa tem margem de erro de 2,5% e índice de confiança de 95%, com representatividade de idade, gênero, região e classe social.