Vídeo traz diversas inovações criadas para reduzir peso, tornar a bateria mais eficiente e ampliar a autonomia de um veículo elétrico
São Paulo – Reduzir o custo, o peso e ampliar a autonomia. A incessante busca da indústria por veículos elétricos mais eficientes e que dependem de menos paradas para recarga, a preços cada vez mais próximos dos já tradicionais a combustão, ganhou um novo capítulo que foi, em parte, divulgado pela Ford em vídeo no YouTube. Nele engenheiros da companhia relatam parte do processo de desenvolvimento da plataforma universal de veículos elétricos Ford, que estreará em breve com uma picape média.
Apresentado pelo diretor executivo de desenvolvimento avançado de veículos elétricos da Ford, Alan Clarke, o vídeo traz as inovações aplicadas nas carrocerias, sistemas eletrônicos, materiais utilizados e, claro, na bateria: “A nossa grande aposta é a obsessão por extrair mais quilômetros de uma bateria menor e simplificar radicalmente o sistema para reduzir o número de peças, permitindo produzir uma nova família de veículos elétricos acessíveis para clientes de todo o mundo”.
Para o desenvolvimento da plataforma a Ford fez com que seus engenheiros pensassem de forma diferente, mais no todo do carro e menos nos componentes. Clarke lembrou que, historicamente, cada equipe trabalha de forma isolada, com foco em determinado componente ou sistema, para aprimorar ou reduzir o custo da peça em questão, sem olhar para o contexto.
“A equipe de aerodinâmica, por exemplo, sempre quer um teto mais baixo para reduzir o arrasto. A equipe de interior quer um teto mais alto para ampliar o espaço dos ocupantes. Geralmente esses grupos negociam até encontrar um meio termo, sob a liderança de um departamento encarregado de tomar decisões em nome do cliente.”
A partir daí foi criado um sistema de recompensa: o custo de cada item está atrelado à autonomia e ao custo da bateria. Assim as equipes de interiores e aerodinâmica, por exemplo, puderam trabalhar em conjunto e compreender que adicionar 1 mm à altura do teto poderia significar em US$ 1,30 em custo da bateria ou 0,088 km de autonomia. Só nos retrovisores, destacou Clarke, o corpo do novo espelho, 20% menor do que um convencional, resulta em 2,4 km a mais de autonomia.
O vídeo traz outros exemplos, como o trabalho para reduzir em 1,2 quilômetro o tamanho dos chicotes elétricos, tirando 10 quilos do peso, comparado cum uma picape elétrica de outra geração.
“Sabemos que haverá céticos, assim como houve quando a Ford introduziu o turbo na F-150. Outras empresas dirão que já tentaram isso antes. Mas a física não é proprietária: estamos criando uma plataforma de veículo elétrico verdadeiramente integrada e não uma única peça que possa ser facilmente copiada. Se tudo der certo teremos uma família de veículos que competirá em preço com os melhores do mundo, incluindo veículos a gasolina.”