A motorização diesel representa apenas 12% da frota brasileira, estimada em pouco mais de 48 milhões de veículos [excluindo motos]. Mas são, principalmente, os cerca de 2,6 milhões de caminhões e ônibus em circulação os responsáveis por cerca de metade de todas as emissões de dióxido de carbono [CO2] dos meios de transporte rodoviário. São também eles os mais difíceis de descarbonizar porque são bens de capital que movimentam a economia e precisam da energia mais barata possível para operar com viabilidade econômica, o que até agora só o diesel derivado de petróleo consegue fazer completar o ciclo com maior eficiência de custo.
A eletrificação é uma alternativa difícil de aplicar em veículos pesados para longos percursos e também é muito cara, não prospera sem a compensação de subsídios públicos bilionários. Neste contexto os biocombustíveis emergem como opção mais barata para equacionar custos com a necessidade de reduzir ou anular a grande pegada de carbono fóssil do transporte de carga e passageiros.
Dentre os biocombustíveis disponíveis para veículos comerciais leves e pesados o biodiesel é, até o momento, a solução mais imediata, disponível e de menor custo para substituir as emissões de CO2 fóssil pelo biogênico. Isto porque este agrocombustível, produzido a partir de óleos vegetais e gordura animal, atrás do etanol é o segundo biocombustível mais utilizado no Brasil em larga escala, desde 2008 é adicionado em proporção obrigatória crescente ao diesel mineral. Assim já abastece todos os veículos da frota diesel em circulação no País sem que para isto seja necessária a adoção de uma nova tecnologia de propulsão.
VOLTA À ORIGEM DE BAIXO CARBONO
Esta reportagem foi publicada na edição 429 da revista AutoData, de Fevereiro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.
Foto: Aprobio