Etanol, biodiesel, HVO e biometano, utilizados puros no tanque, misturados aos combustíveis fósseis ou combinados com propulsão elétrica, produzidos a partir de matérias-primas já conhecidas e também de novas fontes promissoras que estão em desenvolvimento. As possibilidades são muitas e o Brasil é dos poucos países no mundo que pode se aproveitar de todas elas.
No horizonte de uma década à frente o País tem condições concretas de multiplicar por três a quatro vezes a produção de biocombustíveis para consolidar e ampliar a liderança global que já possui na descarbonização dos transportes, transformando esta oportunidade em benefícios socioeconômicos e ambientais.
Mas a biotransição energética dos veículos – como este caderno especial de AutoData arrisca chamar este movimento – ainda precisa de cuidados para se tornar uma solução global e destravar todo seu gigantesco potencial de neutralizar as emissões veiculares de gases de efeito estufa.
Neste sentido o País vive atualmente preso a um paradoxo: ao mesmo tempo em que se encontra em posição privilegiada e das mais avançadas do mundo com relação à descarbonização ainda precisa avançar muito para abastecer todos os seus veículos com biocombustíveis e convencer o mundo de que esta é, de fato, a solução mais imediata e eficaz para descarbonizar o transporte, como rota de transição energética segura, economicamente viável e socialmente justa para reduzir ou neutralizar as emissões de CO2 fóssil – e assim ajudar a parar o aquecimento global.
LIDERANÇA EM DESCARBONIZAÇÃO
Esta reportagem foi publicada na edição 429 da revista AutoData, de Fevereiro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.
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