Um gerador eletroquímico que transforma etanol em energia elétrica para ajudar a recarregar as baterias de carros eletrificados. Resumidamente este é um dos trabalhos em curso no BRE, Brazilian Renewable Energies, laboratório abrigado na Unicamp que reúne um grupo de pesquisadores focados no desenvolvimento de tecnologia nacional avançada para sistemas de geração e armazenamento de energia a partir do etanol, com aplicações em mobilidade elétrica e sistemas estacionários.
O objetivo central do projeto em curso é desenvolver um gerador eletroquímico relativamente pequeno, de 15 kg a 20 kg, que alimentado com etanol produz de 10 kW/h a 15 kW/h, energia suficiente para aumentar o alcance das baterias de um carro elétrico. É, portanto, uma célula a biocombustível.
“Seria algo semelhante ao REEV [sigla em inglês que significa veículo elétrico de autonomia estendida], mas que usa uma célula a combustível SOFC em vez de um motor a combustão para gerar energia extra no carro”, conta Gustavo Doubek, professor associado da FEQ, a Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, e pesquisador que coordena o programa de desenvolvimento do sistema.
Engenheiro químico com mais de dez anos de carreira dedicada ao ensino e pesquisa sobre materiais para células de combustível e baterias Doubek trabalha atualmente ao lado de cerca de trinta pesquisadores no BRE que atuam na fronteira do conhecimento para desenvolver, com domínio tecnológico nacional, uma solução de eletromobilidade aliada ao bioetanol que tem alto potencial disruptivo, pois poderá tornar economicamente viável as células a combustível para veículos eletrificados, até agora muito caras.
POTENCIAL FINANCIADO
Esta reportagem foi publicada na edição 429 da revista AutoData, de Fevereiro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.
Foto: BRE Unicamp