Concorrência cresceu e SUV do segmento B, produzido em Goiana, passa pela maior evolução desde o seu lançamento, há onze anos
Itupeva, SP – Quando o Jeep Renegade estreou no mercado brasileiro, há quase onze anos, a marca contabilizava seis concorrentes diretos. Agora passaram a 24. Ainda assim o SUV produzido em Goiana, PE, mantém sua resiliência: somou em 2025 44,8 mil emplacamentos, o que o mantém no Top 10 do segmento que, no passado, chegou a liderar. E, embora muitos decretassem o fim da linha do Jeep que mudou a história da marca no mercado brasileiro, o modelo passa pela maior evolução desde o seu lançamento.
Foi nele que a Stellantis introduziu a segunda etapa do seu projeto Bio Hybrid, que mistura a eletrificação com motores flex. O sistema MHEV nele instalado adota a tensão de 48V, superior a de 12V já presente nos Fiat Pulse e Fastback e Peugeot 208 e 2008. Ainda não traciona o veículo, conforme explicou o vice-presidente de engenharia Márcio Tonani:
“O sistema híbrido, composto pelo motor elétrico, a bateria de íon lítio e o conversor de 48V dão assistência ao torque do motor T270 turboflex de 176 cv. Ele funciona como auxiliar do motor a combustão nas etapas em que mais há emissão de CO2, garantindo mais eficiência energética”.
O que ganha o consumidor?
Além de contribuir com o meio-ambiente e reduzir em 8% a emissão anual de CO2, de acordo com cálculos apresentados por Tonani, o Renegade MHEV consome menos combustível. Com etanol são 8,3 km/l no ciclo urbano, nota C no PBEV do Inmetro – a anterior fazia 7,1 km/l.
Outros atributos foram destacados por Hugo Domingues, chefe da marca Jeep para a América do Sul, como o desconto ou isenção de IPVA em alguns estados e poder circular livremente na zona de rodízio da cidade de São Paulo.
Mudanças visuais
Embora a tendência visual dos SUVs, sobretudo aqueles que chegam da China, seja de linhas mais suaves e arredondadas, o Renegade manteve seu visual quadradão. O grande impacto visual está nas novas grades frontais, ainda com as sete fendas mas agora mais alinhadas às linhas de design Jeep. Os pára-choques dianteiro e traseiro também são novos, bem como as rodas de liga leve de 17 ou 18 polegadas, dependendo da versão.
O interior mudou bastante e chama a atenção pela adoção de materiais mais refinados. A central multimídia de 10,1 polegadas, o quadro de instrumentos digital, o ar-condicionado digital dual zone e a partida por botão passam a ser de série em todas as versões. Outra grande mudança foi a do console central, agora mais elevado e que traz nova manopla de câmbio e saída de ar traseira.
Preços e versões
O sistema híbrido leve está presente nas versões intermediárias do Renegade, Longitude e Sahara. A Altitude, de entrada, permanece exclusiva a combustão, bem como a Willys, 4×4 topo de linha. Segundo Domingues foi uma decisão mercadológica: tecnicamente é possível oferecer MHEV com tração integral.
A Altitude, de entrada, vem bem completa, com a novidade da chave presencial, ar-condicionado dual zone e central multimídia de 10,1 polegadas. Oferece itens ADAS como frenagem automática de emergência, monitoramento de mudança de faixa e detector de fadiga. O teto pintado em preto também é de série.
Jeep Renegade Altitude – R$ 141 mil 990 Jeep Renegade Longitude MHEV – R$ 158 mil 690 Jeep Renegade Sahara MHEV – R$ 175 mil 990 Jeep Renegade Willys 4×4 – R$ 189 mil 490