São Paulo – No primeiro bimestre do ano foram financiadas as vendas de 1 milhão 165 mil automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas, novos e usados. De acordo com a Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a dados, o volume supera em 3,3% o acumulado do ano passado.
Somente em fevereiro foram pagas a prazo 575 mil unidades, 2% acima do mesmo mês em 2025. Em comparação com janeiro, no entanto, quando o comércio a prazo alcançou o melhor resultado para o mês desde 2008 e somou 616 mil unidades, houve redução de 6,1%.
A maior parte dos financiamentos do mês passado foi de veículos usados, que cresceram 2,1% frente a fevereiro de 2025, enquanto que o de novos avançou 1,9%. Com relação a janeiro houve queda de 10,2% nos usados, ao passo que os novos aumentaram 0,8%.
Para Thiago Gaspar, superintendente de relacionamento com clientes e relações institucionais na Trillia, mesmo com oscilações na comparação mês a mês a redução observada em fevereiro frente a janeiro está relacionada principalmente ao menor número de dias úteis no período.
“Quando olhamos a comparação por dia útil o mercado segue em trajetória de crescimento e o acumulado do ano permanece em terreno positivo, o que indica um ambiente de crédito funcional e espaço para a continuidade da atividade de financiamento ao longo de 2026.”
Preços recuam em fevereiro
De acordo com o monitoramento mensal da Tabela Auto B3, ferramenta de precificação de veículos desenvolvida pela B3 em parceria com a Bright Consulting, que lança mão de inteligência artificial para calcular valores mais próximos dos preços praticados no mercado, os preços dos 0 KM baixaram 1,4%, com recuo em praticamente todos os segmentos analisados.
As reduções mais intensas foram observadas em sedãs, com queda de 3,1%, e picapes compactas e derivadas de automóveis, 1,7% e 1,8%, respectivamente, enquanto que SUVs, crossovers e picapes médias tiveram retrações menores, de 0,9%, 0,7% e 0,2%.
No mercado de usados o recuo médio foi de 1%. A desvalorização ocorreu na maior parte dos segmentos, com maior impacto em sedãs, SUVs e picapes derivadas de automóveis, respectivamente 1,4%, 1,1% e 1,9%. Hatchbacks e picapes compactas apresentaram ajustes menores, de 0,4% e de 0,5%