São Bernardo do Campo, SP – A Volkswagen está confiante de que ganhará mais participação de mercado até o fim do ano, após encerrar o primeiro semestre com ganho de 0,8 ponto porcentual. Foram 185,4 mil unidades vendidas, crescimento de 10,6% sobre os primeiros seis meses de 2024 e 16,4% das vendas, o que garantiu a segunda colocação no ranking.
Segundo Ciro Possobom, CEO da Volkswagen no Brasil, lançamentos como a versão Extreme do T-Cross – topo de linha que, de acordo com o executivo, “não para nas revendas” –, o Nivus GTS e o bom desempenho do Polo, líder dentre os hatches, são alguns fatores que contribuíram para o bom desempenho.
“O nosso começo de ano foi mais fraco, porque começamos a produção na terceira semana de janeiro. A participação de mercado foi de 13,2% no primeiro mês, mas conseguimos recuperar espaço, com boa rentabilidade. Em junho o nosso market share foi de 18,3%”.
Possobom destacou a liderança no varejo em junho, pela segunda vez no ano, como fator que ajudou a subir os ganhos financeiros. “A liderança no varejo nos traz negócios com maior rentabilidade, assim como para a rede. Hoje lideramos segmentos como o de SUVs e o de hatches, com o Polo, sem loucura comercial nem grandes promoções”.
No segundo semestre a grande aposta está no Tera. O principal lançamento da Volkswagen nos últimos anos já teve bom desempenho no primeiro mês e a versão topo de linha, Highline com pacote Outfit The Town, que era limitada, teve as suas 5,2 mil unidades comercializadas, segundo o diretor de vendas da empresa no Brasil, Fernando Silva:
“A alta demanda por nos trouxe uma informação importante e podemos voltar a vender esta versão do Tera. Devemos ter mais novidades no The Town [festival de música do qual a Volkswagen é patrocinadora]”.
Para continuar ganhando mercado no segundo semestre a Volkswagen confirmou um terceiro lançamento até dezembro, sem oferecer nenhuma informação adicional. Outras duas novidades já estão no forno: o novo Jetta GLI e a volta do Golf GTI.
Mais produção
Com o bom desempenho a Volkswagen chamou os sindicatos para negociar: precisará ampliar a produção planejada para a fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP. Em troca os trabalhadores pedem PLR maior, segundo o CEO Ciro Possobom:
“Estamos trabalhando para conseguir produzir 10 mil unidades a mais na Anchieta em 2025. É um pedido da equipe comercial, eles querem mais carros para vender”.
Mesmo apostando no avanço da empresa no Brasil durante o segundo semestre Possobom reconhece que a Volkswagen e as demais marcas do mercado têm alguns desafios pela frente, como a instabilidade econômica com juros altos, o desbalanceamento das importações e das exportações e o alto volume de veículos chineses nos portos, com estoque de 110 mil unidades, volume que deverá ser comercializado no segundo semestre.



