Vendas de novas cotas de consórcios superam os R$ 313 bilhões até agosto

São Paulo – As vendas de cotas de consórcios somaram 3,3 milhões de unidades de janeiro a agosto, alta de 11,4% na comparação com igual período do ano passado. Foi o maior volume já comercializado no período. Os valores negociados chegaram a R$ 313,7 bilhões no acumulado do ano, superando em 24,6% o mesmo período de 2024, de acordo com dados divulgados pela Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

Das 3,3 milhões de cotas vendidas no ano 1,3 milhão foi de veículos leves, 960,7 mil de motocicletas, 815 mil de imóveis, 133,4 mil de veículos pesados, 133,9 mil em eletrônicos e outros bens duráveis e 40,7 mil em serviços.

O número de consorciados contemplados no ano foi de 1,2 milhão, volume 2,7% superior ao registrado de janeiro a agosto do ano passado. Deste volume 506,2 mil contemplações foram em veículos leves, 437,6 mil em motocicletas, 93,3 mil em imóveis e 62,7 mil em veículos pesados.

Murilo Riedel é o novo conselheiro da Ituran

São Paulo – A Ituran anunciou Murilo Riedel como seu novo conselheiro. Ele atuará de forma estratégica em soluções para o segmento de seguros e de outras áreas. Riedel também terá como foco o fortalecimento da marca Ituran no Brasil e do portfólio de produtos.

O conselheiro é formado em administração pela FEA USP, com especialização em estatística aplicada pela USP e MBA pela FIA USP, com mais de quarenta anos de experiência no segmento de seguros, atuando como diretor e responsável por toda a área de seguros do Banco Santander e como CEO da HDI Seguros.

Capital paulista deverá ter 1,2 mil ônibus elétricos em circulação até dezembro

São Paulo – A cidade de São Paulo deverá ter 1,2 mil ônibus elétricos em circulação até o fim de dezembro, segundo afirmou o prefeito Ricardo Nunes no seminário Caminhos para a Eletromobilidade Urbana em São Paulo, na terça-feira, 23.  

A frota eletrificada de ônibus da cidade recebeu mais 120 unidades recentemente, chegando a 961 veículos, sendo 760 ônibus elétricos movidos a bateria e 201 trólebus. De acordo com o prefeito o investimento maior se paga no longo prazo, pois o custo operacional de um ônibus elétrico é de R$ 5 mil, contra R$ 25 mil de um diesel, gerando economia anual de R$ 240 mil.

Ricardo Bastos, presidente da ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, disse que os veículos elétricos também estão avançando em outros segmentos, como nas entregas urbanas e nos aplicativos de transporte, pelas vantagens econômicas.

Indústria direciona esforços para o estabelecimento de teto do Imposto Seletivo

São Paulo – Prevista para a quarta-feira, 24, a votação da segunda parte da regulamentação da reforma tributária foi adiada para, inicialmente, a terça-feira, 30, muito por causa do lobby feito pela Anfavea para que seja adicionado um teto de 5% para o Imposto Seletivo para veículos leves. Uma emenda foi apresentada pelo senador Carlos Viana, do Podemos, MG, que prometeu fazer um destaque em plenário a seu favor.

Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea, disse acreditar em boa possibilidade de haver aprovação no plenário do Senado. “Depois vai para a Câmara. Aí é uma batalha diferente”, afirmou na sexta-feira, 26, em conversa com jornalistas no Summit Futuro da Mobilidade, organizado por AutoEsporte e Valor Econômico.

O presidente da Anfavea disse ter percorrido o gabinete de mais de quarenta senadores em dois dias para mostrar a visão da indústria sobre o imposto. Ele teme que os veículos tenham alíquotas elevadas após a aprovação da reforma tributária: “A informação que chegou a nós é a de um imposto seletivo base de 10%, ao qual seriam aplicados os bônus e malus. Nossa proposta é 5% de teto”.

Como adiantou Uallace Moreira Lima, secretário de desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços do MDIC, em entrevista a AutoData, o IPI Verde seria a base do Imposto Seletivo. Assim, ao veículo leve seria aplicado os IBS e CBS, dois novos impostos criados com a reforma, na faixa dos 28%, a tarifa-base de 10% do IS e mais os bonus e malus que foram estabelecidos com o IPI verde. Um veículo a diesel poderia ter mais de 50% de imposto, por exemplo.

Presidentes criticam inclusão dos veículos

Santiago Chamorro, presidente da General Motors América do Sul, que participou do evento, afirmou que a inclusão de veículos no chamado imposto do pecado coloca a indústria “ao lado de outros setores que geram grandes problemas”.

“Estamos investindo mais de uma centena de bilhões de reais no Brasil e ganhando um imposto de presente? Meu número ideal para esta alíquota é zero!”

Segundo Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul, a cobrança de mais impostos nos veículos reduziria a acessibilidade da população e inibiria a entrada de carros novos no parque circulante: “Os carros novos têm mais tecnologia e menos emissão. Cobrar mais impostos incentiva os carros poluentes e segue direção contrária do que pretende o Mover [Programa Mobilidade Verde e Inovação]”.

Cappellano disse que “uma alíquota próxima de zero” seria o ideal. 

O presidente e diretor geral da Renault do Brasil, Ariel Montenegro, acrescentou que a cobrança de impostos elevados prejudicaria o mercado brasileiro de veículos e a própria indústria local: “As vendas ainda não recuperaram os patamares do passado. Ainda temos a taxa de juros em nível elevado. A adição de um imposto é um sinal negativo e uma ameaça a novos investimentos por aqui”.

Toyota considera importar motores para retomar a produção de veículos

São Paulo – Passado o susto com as fortes chuvas que destruíram parte da fábrica de motores em Porto Feliz, SP, na segunda-feira, 22, e após a constatação de que a produção deverá ficar suspensa até o início do ano que vem, a Toyota afirmou considerar a possibilidade de importar motores.

“Em uma primeira análise a retomada da fábrica de motores deverá levar meses e, considerando esta situação, a empresa está buscando alternativas de fornecimento de motores junto a unidades da Toyota em outros países, com o objetivo de retomar a produção de veículos nas plantas de Sorocaba e Indaiatuba [SP]”, informou a montadora, em nota. 

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Leandro Soares, afirmou que, dentro desta intenção da companhia de encontrar maneiras de minimizar esta parada, é considerado, por exemplo, trazer motores da Tailândia: “O que dificulta um pouco o processo é que o único motor híbrido flex que a Toyota produz no mundo está no Brasil. Então não é algo tão simples, requer modificação e adaptação de outra unidade para produzir esses motores, mas a empresa está estudando as possibilidades”.

Outra opção, cogitou Manoel Neres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região, que abrange Porto Feliz, seria tentar recuperar uma linha de montagem e aproveitar a cadeia de fornecedores que poderia dar conta das atividades de usinagem e fundição.

“Estamos discutindo esta situação com os sistemistas que trabalham com a Toyota. Será estudada a possibilidade com clientes que reúnam as condições de fundirem o cabeçote de motor e fazer o serviço de usinagem para agilizar a retomada de uma linha de montagem.”

Enquanto isto os trabalhadores das três unidades, Porto Feliz, Sorocaba e Indaiatuba, estão em casa com desconto no banco de horas. A partir de 1º de outubro eles entrarão em férias coletivas de vinte dias e, posteriormente, terão layoff que se estenderá de sessenta a 150 dias, ou seja, de dois a cinco meses.

Em assembleia virtual realizada na sexta-feira, 26, foi aprovada a ampliação de benefício durante o período de layoff. Anteriormente só receberia 100% do vencimento quem tivesse salário de até R$ 4,5 mil. Agora a montadora aprovou esta condição para quem recebe até R$ 10 mil, informou Soares.

A Toyota tem ainda outra questão para solucionar, além da importação de motores, que é o redirecionamento da produção que tem como destino mercados externos atendidos pelo Brasil, responsável por abastecer toda a América Latina e os Estados Unidos.

De acordo com a montadora levantamento de danos prossegue com bastante cuidado em Porto Feliz, a fim de permitir o desenvolvimento dos respectivos planos de reparo, mantendo a segurança das pessoas como a maior prioridade: “Mesmo diante deste cenário desafiador a Toyota do Brasil segue confiante na superação de todos os obstáculos para uma rápida recuperação de suas atividades de produção de motores e veículos no País.”

Como a reportagem da Agência AutoData noticiou na terça-feira, 23, o lançamento do Yaris Cross, previsto para outubro, foi adiado, ainda sem uma nova data

Trabalhadores da Scania aprovam reajuste salarial por dois anos

São Paulo – Após diversas rodadas de negociações e paralisação de duas horas na linha de produção de São Bernardo do Campo, SP, na última semana, a Scania ofereceu proposta salarial aprovada em assembleia com os trabalhadores realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Válido por dois anos o acordo prevê reajuste de 4% nos salários e correção de 30% no vale-alimentação retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria. 

O sindicato pleiteava 5,05% da reposição do INPC, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, mais aumento real que alcançasse, no mínimo, 6,4% de correção para este ano. No entanto a contraproposta ofereceu reajuste maior no benefício e também assegurou o aumento de 2026. 

Para setembro do ano que vem está garantida a reposição da inflação mais 1% de aumento real. A correção do vale-alimentação seguirá a mesma fórmula. Também foram aprovados os valores da PLR, participação nos lucros e resultados, para os dois anos, a serem pagos em duas parcelas, e as cláusulas sociais foram mantidas. 

O coordenador da representação sindical na Scania, Francisco Souza dos Santos, conhecido como Maicon, relatou as dificuldades enfrentadas na mesa dadas as condições de mercado em queda frente ao cenário econômico com juros na casa dos 15% ao ano e maior dificuldade de acesso ao crédito:

“Foram realizadas dezessete reuniões para chegarmos a esta proposta”, contou Maicon. “Mas a mobilização dos trabalhadores e o entendimento de todos foram fundamentais para avançarmos.”

Trabalham hoje na Scania em São Bernardo do Campo em torno de 5 mil profissionais.

Mercado europeu teve em agosto o pior resultado do ano

São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves, na Europa, registraram o pior resultado do ano em agosto, com 677,8 mil unidades. De toda forma o resultado ainda foi 5,3% maior do que o de igual período do ano passado. Na comparação com julho houve queda de 25,9%, de acordo com dados divulgados pela Acea, entidade que representa o setor automotivo na União Europeia.

Com este resultado o acumulado do ano chegou a 7 milhões 78 mil unidades comercializadas, contra 7 milhões 178 mil de janeiro a agosto de 2024, registrando queda de 1,4%.

A participação dos veículos eletrificados continua avançando, saindo de 58,9% até julho para 59,3% até agosto. No período os híbridos convencionais, HEV, representaram 34,7% das vendas, seguidos pelos 100% elétricos, BEV, com 15,8% de participação nas vendas, e os híbridos plug-in, PHEV, representaram 8,8%.

Já os modelos com motor apenas a combustão interna conquistaram participação de 37,5% nas vendas, sendo 28,1% para modelos movidos apenas a gasolina e 9,4% para os modelos que rodam com diesel. Até julho a participação desses veículos era de 41,1%.

Volvo CE trabalha em demolição só com máquinas elétricas na Europa

São Paulo – A Volvo CE está trabalhando na primeira demolição realizada apenas por máquinas 100% elétricas, com duas escavadeiras, duas carregadeiras e um manipulador de materiais, todos produzidos pela companhia na Europa. A operação é feita na Alemanha, em Erlangen, no campus de tecnologia da Siemens. 

Dois caminhões elétricos da Volvo também estão trabalhando no suporte à operação, que já derrubou três prédios e processou 12,8 mil toneladas de resíduos. 96% desse volume foram totalmente reciclados e serão usados como matéria-prima em outras construções, gerando economia circular.

Frasle investe R$ 45 milhões para modernizar fábrica em Caxias do Sul

São Paulo – A Frasle Mobility finalizou em 2025 investimento superior a R$ 45 milhões na sua fábrica instalada em Caxias do Sul, RS, para atualizações tecnológicas e ampliação da capacidade fabril. A empresa comprou novos equipamentos e adotou novas tecnologias, com foco em automação, em uma das suas principais linhas de produção de pastilhas de freio para veículos comerciais.

Na linha de produção que foi atualizada a Frasle já produz as pastilhas Ehnergy, feitas com materiais ultra resistentes que garantem maior durabilidade. Elas foram lançadas recentemente no mercado com formulação específica para uma nova condição de temperatura dos veículos elétricos, especialmente em frenagens abruptas quando as pastilhas estão frias.

Marcelo Santiago é o novo diretor de experiência e atendimento ao cliente da Nissan 

São Paulo – A Nissan anunciou Marcelo Santiago como seu diretor de experiência e atendimento ao cliente para a América Latina. O executivo, que ingressou na companhia em 2019, já ocupava o cargo de diretor de experiência do cliente para a região desde 2024, e agora terá seu escopo ampliado.

Ele continuará em São Paulo e se reportando a Gerardo Fernández Aguilar, vice-presidente de marketing e vendas da Nissan América Latina. 

Graduado em propaganda e marketing pela Unip, Universidade Paulista, e em arquitetura e urbanismo pela Universidade Anhembi Morumbi, o executivo também tem MBA pela Ibmec e acumula 25 anos de trajetória em transformação digital, gestão de dados e experiência do cliente em grandes corporações, como General Motors, Danone e Grupo Boticário.