Fiat Fastback passa por renovação visual e ganha nova grade dianteira

São Paulo – Lançado em 2022, e reforçado depois com a versão Abarth e a opção de Bio Hybrid, o SUV cupê Fiat Fastback passa pela sua primeira renovação de meia-vida, no ano-modelo 2026. As alterações foram no design, especialmente na parte frontal, que passa a ter nova grade mais imponente, com elementos verticais e destaque para o emblema da Fiat.

Na versão Abarth a grade passa a ser diferente do resto da gama, também com uso de elementos verticais mas adoção de pormenores em vermelho, que destacam a esportividade do modelo com o motor T270, 1.3 turboalimentado, com calibração diferente. No centro da grade, em vez do logo Fiat, traz a inscrição Abarth e tem um escorpião posicionado no canto inferior direito, onde ficaria a bandeirinha da Itália.

São três opções de motorização: a T200 convencional, oferecido apenas na versão de entrada, a T200 Hybrid, com o sistema híbrido flex, de 130 cv, e a T270, 1.3 turbo de 185 cv.

Internamente há novidades, a depender da versão, com destaque para a tela multimídia de 10 polegadas em todas as versões híbridas. Está disponível também pacote de opcionais com teto panorâmico.

Veja os preços e versões:

Fastback T200 – R$ 119 mil 990
Fastback Audace T200 Hybrid – R$ 159 mil 990
Fastback Impetus T200 Hybrid – R$ 167 mil 990
Fastback Limited Edition – R$ 171 mil 990
Fastback Abarth – R$ 177 mil 990

Expectativa da VW Caminhões e Ônibus é de mercado estável em 2025

São Paulo – Embora o ano tenha começado aquecido para a Volkswagen Caminhões e Ônibus, principalmente ao longo do primeiro trimestre por causa do escoamento das vendas efetuadas na Fenatran, a maior taxa Selic das últimas duas décadas, de 15% ao ano, tem segurado as vendas, principalmente, de extrapesados.

Por outro lado o crescimento do consumo interno, que contribuiu para a alta de 1,4% do PIB de janeiro a março, frente ao trimestre anterior, puxada também pela safra agrícola e pelo incremento da renda familiar, tem estimulado emplacamentos, a despeito da situação, devido à maior necessidade de caminhões para o transporte de insumos.

Como resultado desta equação existe a tendência à estabilidade do comércio de veículos comerciais ao fim deste ano. Foi o que analisou o vice-presidente de vendas, marketing e serviços da montadora, Ricardo Alouche, durante apresentação no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025.

“O volume do segundo semestre também será semelhante ao do primeiro semestre. O mercado segue desafiador, mas de forma estabilizada até o fim de 2025”, disse, ao citar que os segmentos de médios e pesados cresceram 14% e 17%, respectivamente, até maio, ao passo que os extrapesados caíram 19%. 

E ressaltou: “Não é que o segmento esteja saturado. Pequenas e médias empresas transportavam com frete razoável nos últimos cinco anos. A queda no preço da soja, porém, achatou o preço do frete e, com maiores juros, empresas passaram a não conseguir pagar prestações e a inadimplência subiu. Por isto o extrapesado não está vendendo tanto”.

Ricardo Alouche. Fotos: Bruna Nishihata.

Neste cenário, Alouche apresentou dados que mostram que a idade média do caminhão dos autônomos é de 22,1 anos e, de empresas, 9,7 anos – ele acredita que o marco de 2018, de 7,9 anos das transportadoras possa ser realidade novamente nos próximos anos.

“O ideal seria de 3 a 7 anos, com média de 5 anos, para que o autônomo também possa começar a renovar.”

Quanto à venda de ônibus, impulsionada por políticas públicas urbanas de mobilidade e pelo programa do governo federal Caminho da Escola, o crescimento até maio foi de 35,8%.

A expectativa, de acordo com o executivo da VW Caminhões e Ônibus, é que saia nova licitação este ano: “Há uma semana houve audiência pública para preparar o novo edital, que deve sair no último trimestre, para volumes de entrega em 2026”.

Traton Financial Services inicia operações no Brasil

São Paulo – A partir de 1º de julho transportadoras e autônomos interessados em adquirir veículos da Volkswagen Caminhões e Ônibus terão a opção de obter financiamento por meio da Traton Financial Services, que iniciará sua operação no Brasil. A novidade, anunciada pela montadora na quinta-feira, 26, substituirá os serviços prestados pela Volkswagen Financial Services, que continuará dedicada somente a automóveis e comerciais leves.

O objetivo, segundo o CEO e presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, é oferecer soluções financeiras customizadas totalmente dedicadas aos caminhões e ônibus da marca, de fácil acesso e a taxas competitivas: “É um sonho e um plano antigos nossos e que hoje está se tornando realidade. Este fato reflete uma nova era para a nossa fábrica, os nossos concessionários, nossos importadores e, em especial, nossos clientes”.

Cortes disse que a Traton Financial Services será parceira vital para a expansão no Brasil e na internacionalização da montadora, presente hoje em mais de trinta países. Desde abril estão sendo fechados negócios no México, onde há uma fábrica.

Embora não tenha dito números absolutos o vice-presidente de vendas, marketing e serviços da montadora, Ricardo Alouche, lembrou que a taxa média de juros da marca ao varejo está em torno de 1,49% ao mês, e que no novo banco será mais vantajosa, o que lhe permitiu arriscar a projeção de ampliar em pelo menos 10% os financiamentos.

A expectativa é que o crédito mais acessível chegue aos extrapesados, que têm recuado nas vendas por causa do alto custo do veículo e das taxas de juros, uma vez que a Selic está em 15% ao ano e, no mercado, as tarifas para o financiamento vão de 18% a 25% ao ano: “Acredito que não será suficiente para reverter a queda no segmento, por ora, mas certamente elevará as vendas no segundo semestre”.

Estratégica, operação no Brasil começa com CDC e crédito para estoque

Fundada em 2023 a instituição está presente em 67 países e, de acordo com o COO da Traton Financial Services, Rene Renkema, o mercado brasileiro é estratégico para a empresa, o que traz a perspectiva de tempos animadores: “É um claro sinal de progresso de como servimos aos nossos clientes e de como apoiamos nossas marcas”.

O CEO da Traton Financial Services Brasil, Eduardo Portas, informou que a empresa sediada em São Paulo inicia a operação com cem funcionários, sendo 63 com origem na Volkswagen Financial Services, inclusive ele, que trabalhou por três décadas na instituição, e 37 do mercado financeiro e na VW Caminhões e Ônibus. 

“Ofereceremos duas modalidades inicialmente, CDC e crédito rotativo para o financiamento do estoque da rede concessionária. Posteriormente o plano é passar a oferecer também Finame além de seguros”, contou, ao esclarecer que a operação da Scania Serviços Financeiros continua funcionando de forma separada. 

Portas disse que o cliente que contraiu seu crédito por meio do Volkswagen Financial Services continuará com a instituição, ou seja, a carteira não será transferida.

O planejamento estratégico da Traton Financial Services no Brasil, inicialmente de dez anos, prevê que a operação começará do zero, apoiada por aportes da matriz, na Suécia, por cinco anos. Os valores não foram divulgados, mas a ideia é que só então, nos cinco anos seguintes, o banco possa caminhar com as próprias pernas.

O CEO do banco reforçou que, em detrimento do cenário de juros elevados, em torno de 60% das vendas são financiadas e, sem arriscar porcentuais, assinalou que com equipe especializada indo até o cliente para entender suas necessidades e fechar vendas a expectativa é que esta fatia comece a aumentar progressivamente.

Acav acredita que novidade incluirá mais autônomos 

Na avaliação de Marco Borba, presidente da Acav, a Associação Brasileira dos Concessionários Truck & Bus, a notícia é recebida com alegria pelo fato de a instituição ser focada em caminhões e ônibus, por Portas ser velho conhecido da rede e porque propiciará ao concessionário maior agilidade no processo de aprovação:

“Acredito que a mudança favorecerá a maior inclusão de autônomos no financiamento, uma vez que a proposta é oferecer um maior foco no cliente, checar o por quê, por exemplo, de não ter conseguido o empréstimo anteriormente e entender o que houve, para verificar se é possível reverter a situação”. 

Projeto do novo carro sustentável inclui produção local e reciclagem

São Paulo – Carros subcompactos, compactos, SUVs e até picapes pequenas poderão ter direito a alíquotas diferentes de IPI, que poderão ser zeradas até dezembro de 2026, a depender da eficiência energética de cada modelo. A reportagem da Agência AutoData teve acesso à minuta da portaria do MDIC que, se aprovada e publicada, estabelece os requisitos para o plano do carro sustentável, como vem sendo chamada a tentativa de popularizar o acesso ao carro 0 KM pelo consumidor brasileiro.

Conforme antecipado pela Agência AutoData, para se enquadrar na alíquota menor o valor máximo de emissão de dióxido de carbono do veículo deve ser de 83 gCO₂e/km, considerando o ciclo do poço à roda. Veículos a álcool, gasolina, diesel, elétricos e flex poderão se credenciar e cada um tem um cálculo diferente de emissões, discriminado por índices na portaria.

Mas não é só isso: os veículos precisam cumprir uma série de etapas de manufatura local para poder receber o desconto no imposto e, também, atender a requisitos de reciclabilidade. O formato é semelhante ao do projeto de 2023, já no governo Luiz Inácio Lula da Silva, que concedeu descontos para a compra de carros 0 KM: quanto mais barato, mais eficiente e mais nacional era o modelo maior foi o desconto, que chegou a R$ 8 mil na época.

Quais os requisitos?

Segundo a minuta da portaria poderão ser contemplados pelo imposto menor ou até zerado veículos subcompactos com até 1 tonelada de massa, compactos com até 1,1 tonelada, SUVs com ângulo de ataque mínimo de 23 graus e de saída de 20 graus e altura livre do solo de 200 mm no entre-eixo e 180 mm sob os eixos dianteiros e traseiro, e até 1,1 tonelada de massa. Picapes poderão ser beneficiadas, mas só as pequenas com massa de até 1,5 tonelada.

As etapas do processo produtivo local exigidas são estampagem de painéis externos, soldagem da carroceria, tratamento anticorrosivo e pintura, fabricação do motor e montagem final. Ou seja: a exigência é de produção completa no País, o que não contempla veículos importados desmontados CKD ou semidesmontados SKD.

Existem também exigências quanto à reciclabilidade, ainda sem pormenores, que deverão vir junto com a portaria por meio de outras regulamentações. A expectativa é a de que o governo publique tudo nas próximas semanas, junto com as tão aguardadas regras do IPI Verde.

Como os cálculos são feitos do poço à roda não é possível, com base PBEV, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, saber quais modelos se enquadram, pois a metodologia aplicada ainda é do tanque à roda. Mas segundo a reportagem ouviu de fontes o foco são os veículos de entrada, mais baratos, especialmente para zerar o IPI. Nos demais, como SUVs e picapes, deverá haver tarifa diferenciada.

Bright projeta mercado de 3,1 milhões de veículos leves em 2030

São Paulo – O mercado brasileiro de veículos leves deverá chegar a 3,1 milhões de unidades em 2030, mesmo com as dificuldades do cenário de alta na taxa de juros para financiamentos e taxa Selic em 15%, com tendência de permanecer nesse patamar até que a inflação esteja controlada. A projeção foi apresentada por Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025.

Também deverá crescer a participação das vendas diretas no mercado: está em 47% em 2025 e poderá chegar a 49%. 

Murilo Briganti. Fotos: Bruna Nishihata.

Os SUVs, que caíram no gosto dos brasileiros, continuarão sendo os mais demandados pelos consumidores nos próximos anos. Sua participação nas vendas passará de 50%, saindo de 44,2% em 2025 para 53,2% em 2030:

“Fatores para como status, estilo, conforto e segurança contribuem para o aumento na demanda pela carroceria. Além disto os SUVs se adaptam muito bem às ruas brasileiras, possuem uma ampla oferta de modelos e uma boa revenda no mercado de seminovos e usados”.

Para 2025 a expectativa de Briganti é de que as vendas de veículos leves cheguem a 2 milhões 596 mil unidades, volume que foi reduzido em 50 mil unidades em abril, depois que a Bright deu um peso maior para o índice de confiança do consumidor da Fecomércio, que no primeiro trimestre registrou recuo de 5 pontos.

Caso este volume de vendas se concretize no fim do ano o crescimento será de 4,7% sobre 2024, puxado por um incremento de 8% das vendas diretas, e o varejo avançará 2%.

Do total projetado para o ano 47% serão de vendas diretas, mas Briganti levantou um ponto relevante: o crescimento da modalidade de veículos por assinatura, que já representa 23% de todas as vendas diretas:

“Este porcentual já é alto. O carro por assinatura deixou de ser uma tendência e agora é realidade. Pessoas físicas e empresas começaram a achar o custo da assinatura atrativo”.

BMW Série 2 Gran Coupé chega ao Brasil no segundo semestre

São Paulo – A BMW confirmou o lançamento do Série 2 Gran Coupé no mercado brasileiro para o começo do segundo semestre. O modelo será importado nas versões M235 xDrive e 220 Gran Coupé M Sport e os preços serão revelados no lançamento do modelo, assim como a lista de itens de série e outros pormenores.

O modelo chegará com motor 2.0 turbo em duas calibrações, de 317 cv de potência para a configuração M235 e de 204 cv para o 220 M Sport.

Ônibus Volare movido a GNV e biometano roda em testes no Espírito Santo

São Paulo – O Volare Fly 10 GV, movido a GNV e biometano, será testado por trinta dias no sistema Transcol, em Vitória, ES. A ação faz parte do plano de demonstrações que a Volare programou para o modelo lançado recentemente no mercado brasileiro. 

O motor do ônibus foi desenvolvido especificamente para rodar com GNV e biometano, ofertando desempenho igual ao de um similar movido a diesel. A grande diferença está na emissão de poluentes, uma vez que ele reduz em até 96% as emissões de material particulado e em 84% dos gases que geram o efeito estufa.

O Volare Fly 10 GV oferece tanque para armazenar até 360 litros de gás, o que garante autonomia de 450 quilômetros.

Iveco Bus fecha venda para a Viação Giratur

São Paulo – A Iveco Bus vendeu cinco ônibus para a Viação Giratur, que está expandindo sua frota. As cinco unidades são do modelo Iveco BUS 17-280 que serão usadas nas cidades de Caxias do Sul, Farroupilha, São Marcos e Flores da Cunha, RS.

O BUS 17-280 é equipado com motor FPT N67 que gera 280 cv de potência com câmbio manual de seis marchas. Com a negociação a frota da Viação Giratur conta com doze veículos da Iveco Bus.

Fábrica da Stellantis em Goiana bate recorde de exportação

São Paulo – A fábrica da Stellantis em Goiana, PE, registrou um novo recorde de exportação ao enviar 4 mil 6 veículos de uma vez para a Argentina, por meio do Porto de Suape. A operação mobilizou dezenas de funcionários e demorou 48 horas até que todos os veículos embarcassem no navio Dover Highway, dedicado exclusivamente à operação.

O lote exportado conta com todos os modelos produzidos em Pernambuco, dos quais o Renegade representou o maior volume, 26%, seguido pelo Jeep Compass 25%, Fiat Toro 24%, Ram Rampage 16% e Jeep Commander 9%.

Michelin anuncia o fechamento da fábrica de Guarulhos

São Paulo – A Michelin anunciou o encerramento da produção de sua fábrica de Guarulhos, SP, onde eram fabricadas câmaras de ar para motocicletas e bicicletas, pneus industriais e produtos semiacabados. Segundo comunicado divulgado na quinta-feira, 26, a decisão “é resultado de uma super capacidade de produção gerada a partir da entrada expressiva de produtos importados da Ásia, que muitas vezes chegam abaixo do custo de produção local, impactando fortemente o segmento de câmaras para motos e bicicletas”.

A companhia afirmou que as tendências de mercado não apontam perspectiva de mudança e, apesar de diversos cenários para contornar a situação terem sido estudados, nenhuma das opções tornaria a continuidade das operações sustentável diante da invasão dos asiáticos: “A decisão de encerrar as atividades foi tomada como último recurso”.

A operação será encerrada de forma gradativa até dezembro. Um pacote com apoio financeiro e serviço de orientação profissional será apresentado aos 350 trabalhadores da fábrica – segundo a companhia a proposta está em negociação com o sindicato local.

“Nesse momento gostaria de destacar o incontestável engajamento da equipe de Guarulhos, em todas as suas funções”, disse Hervé Le Gavrian, CEO da Michelin América do Sul. “Esta decisão, de forma alguma, está relacionada ao desempenho desse time. A empresa está extremamente comprometida em realizar uma escuta ativa e oferecer apoio personalizado às equipes internas durante todo o processo. Nós também garantimos o cumprimento de nossos compromissos com todos os nossos clientes neste momento de transição”.

As demais operações no Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo seguem inalteradas, bem como os mais de 8 mil trabalhadores que a Michelin mantém no País.