São Paulo – Karin Rådström, presidente e CEO da Daimler Truck, foi eleita presidente do conselho de veículos comerciais da Acea, Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, cargo que assume partir de 1º de janeiro. Rådström sucede a Christian Levin, presidente e CEO do Scania e do Traton Group, que ocupou a posição este ano.
A executiva apontou que existem desafios que põem em risco a competitividade do setor e declarou apoio integral ao objetivo da União Europeia de descarbonizar o transporte, o que é reforçado com dezenas de modelos de caminhões e ônibus com zero emissões em produção em série.
Ressaltou, porém, que a adoção substancial por parte do mercado só ocorrerá quando os clientes puderem operar estes veículos de forma tão eficiente e rentável como os veículos convencionais, “e por isto precisamos de revisão acelerada da legislação sobre emissões de CO2 para veículos pesados até meados de 2026”.
Para ela a comissão deve agir com urgência para evitar que as empresas fabricantes tenham de pagar multas enquanto as condições essenciais para a sua implementação não estiverem em vigor:
“As obrigações dos fabricantes devem estar alinhadas ao desenvolvimento de redes de infraestrutura de carregamento e de hidrogênio e com medidas políticas que apoiem modelos de negócio sólidos aos clientes, como a adoção de taxas rodoviárias baseadas nas emissões de CO2 em todos os estados-membros”.
São Paulo – Os motoristas parceiros da plataforma 99 que utilizam veículos eletrificados têm, em sua maioria, um modelo BYD: segundo a empresa 25 mil dos 34 mil híbridos e elétricos cadastrados são da marca, o que representa 70% do volume total.
Os modelos preferidos pelos motoristas da 99 são Dolphin Mini, Dolphin GS, Dolphin Plus e o sedã híbrido King.
A economia de combustível mensal é superior a R$ 3 mil, de acordo com os relatos de alguns motoristas, que consideram este o principal motivo para trocar um modelo com motor a combustão por um híbrido ou elétrico.
São Paulo – O Grupo Renault informou na sexta-feira, 12, que seus programas de compartilhamento de carros Mobilize será descontinuado frente à expectativa frustrada de que os serviços de mobilidade seriam novas fontes importantes de receita. Por enquanto a marca Mobilize ainda será usada para as ofertas de serviços financeiros do grupo, incluindo o RCI Banque. De acordo com reportagem da Automotive News Europe os serviços de compartilhamento de carros em Madri e Milão, Itália, sob a marca Zity, serão encerrados em breve.
Além disto será interrompida a produção do quadriciclo elétrico Duo, sucessor do pioneiro Renault Twizy. O Duo foi lançado em abril, com uma versão de carga chamada Bento. Estes serviços operavam sob o nome Mobilize Beyond Automotive.
Frente à falta de rentabilidade do sistema de compartilhamento de carros a rede de recarga da Mobilize, que atualmente conta com cerca de sessenta estações de recarga rápida na França, será integrada à operação comercial do Grupo Renault — assim como outras atividades em andamento, que incluem o desenvolvimento da tecnologia V2G, tecnologia que permite que um veículo elétrico não apenas receba eletricidade para carregar sua bateria mas, também, a devolva para a rede elétrica, e o serviço Charge Pass, que dá a cerca de 90 mil usuários acesso a 1 milhão de pontos de recarga em toda a Europa.
São Paulo – A Shell, marca controlada pela Raízen no Brasil, lançou o Shell V-Power Diesel S10, uma nova geração do seu diesel aditivado. Em fase final de testes e com previsão de chegada aos postos em janeiro de 2026, a empresa disse que o produto deve gerar economia de combustível de, pelo menos, 3,5% na comparação com o diesel S10 sem aditivos.
O Shell V-Power Diesel já existe na Europa e em outros mercados, como Estados Unidos, há alguns anos. Para ser lançado aqui foram necessários dois anos de trabalho da equipe local para adaptar o produto, principalmente por causa da adição de 15% de biodiesel, algo que não ocorre em outros países, disse Márcio Antônio Lassen, especialista de combustíveis da Raízen:
“Durante este trabalho já preparamos o nosso Shell V-Power Diesel para uma mistura maior de biodiesel, uma vez que a previsão é de chegar a 20% até 2030 e, talvez, avançar ainda mais nos anos seguintes”.
Para testar o seu novo diesel aditivado no Brasil a Shell contou com a parceria da Mercedes-Benz, que realizou ensaios de bancada e de rodagem com o novo combustível, incluindo misturas maiores de biodiesel, que em alguns casos chegou a 30%, para ver a capacidade de mistura e desempenho do produto nos motores.
No Brasil o diesel S10 representa 70% do total vendido, com o restante sendo de S500, porém a Shell acredita que este cenário mudará até 2034, com o S500 representando apenas 4% do mercado, se não for descontinuado antes pelo governo. Diante deste cenário de avanço do diesel S10 a empresa acredita que tem oportunidades para aumentar suas vendas, afirmou o gerente de marketing Brenno Souza:
“Queremos avançar neste mercado que tem como consumidores principais os clientes B2B, os caminhoneiros e os proprietários de SUVs e picapes movidos a diesel. O nosso maior cliente hoje é o segmento B2B, pois áreas como mineração, agronegócio e construção civil tem um alto consumo do combustível em suas operações”.
O mercado de diesel no Brasil deverá registrar 69,7 bilhões de litros vendidos em 2025, incremento de 3,1% sobre 2024, sendo este o novo recorde nacional.
São Paulo – A Vonixx, fabricante cearense de produtos estéticos automotivos, anunciou investimento de R$ 200 milhões para construir nova fábrica em Fortaleza, CE, às margens da BR-116. O projeto, que marca a maior expansão industrial da empresa desde a sua fundação, em 2002, tem como objetivo ampliar a capacidade produtiva, acelerar a inovação tecnológica e apoiar seu crescimento no mercado global.
Segundo Paulo Henrique Nobre, CEO da Vonixx, a nova unidade foi planejada para “acompanhar o ritmo de expansão acima da média do setor e elevar seu nível de competitividade”.
Com portfólio diversificado de produtos, com mais de 250 itens dentre ceras, xampús, polidores e selantes, a Vonixx exporta para mais de quarenta países, principalmente na América Latina.
A previsão é que a nova unidade opere parcialmente de março a abril. A conclusão do espaço deve ocorrer em até dois anos. Enquanto isto a atual fábrica, localizada no bairro Paupina, continuará em funcionamento e integrada à estratégia logística e produtiva da empresa.
São Paulo – O Grupo Renault e a Ford anunciaram parceria com o objetivo de ampliar a gama de veículos elétricos da Ford para o mercado europeu. O primeiro passo será o desenvolvimento conjunto de dois carros elétricos baseados na plataforma Ampere.
Projetados pela Ford e produzidos na unidade do Grupo Renault no Norte da França, conhecida por ElectriCity, a expectativa é a de que o primeiro dos dois automóveis a bateria chegue às concessionárias no início de 2028.
O plano é estender esta colaboração para veículos comerciais. As duas empresas assinaram carta de intenções estabelecendo cooperação na área de veículos comerciais leves na Europa para abrir a possibilidade de desenvolvimento conjunto para as duas marcas.
São Paulo – A Changan, marca chinesa que chegará ao Brasil em parceria com a Caoa, celebrou a marca de 30 milhões de veículos produzidos no mundo. O modelo que atingiu este marco foi o Avatr 12, um sedã elétrico de luxo.
A intenção da Changan é produzir veículos na fábrica da Caoa em Anápolis, GO, fazendo da unidade um polo regional de desenvolvimento, testes e indústria 4.0 para atender às demandas na América do Sul.
Caxias do Sul, RS – O empresário Solivan Pescador é do tipo que faz seu negócio progredir sob o atento olhar do dono, com conhecimento empírico que aprendeu com muita curiosidade e mais de quatro décadas de experiência na produção de peças acrílicas e plásticas. Sócio-fundador da Acrilys ao lado da esposa, Lúcia, Pescador caminha pelos corredores da fábrica matriz do grupo na Serra Gaúcha, em Caxias do Sul, RS, para mostrar uma das principais forças de sua empresa, apontando para uma fila de dezenas de ferramentas prontas para um de seus clientes, a fabricante de máquinas agrícolas John Deere:
“Aqui produzimos todas as matrizes e moldes que nossos clientes precisam para produzir suas peças plásticas. Fazemos ferramentas de até 60 toneladas”.
É com esta operação vertical que a Acrilys vem crescendo ano-a-ano como fornecedor de peças plásticas para caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, inclusive em momentos de queda das vendas de alguns dos principais clientes, como é o caso deste ano.
O faturamento de 2025, projetado em R$ 125 milhões, deverá crescer quase 16% sobre 2024, quando as receitas somaram R$ 108 milhões, já com expansão de 7% na comparação com 2023.
Matriz e fábrica da Acrilys em Caxias do Sul: ferramentaria e peças de plástico injetado.Fábrica de Lajeado Grande: laminação de chapas plásticas, peças termoformadas a vácuo e acabamento robotizado com jato d’água.
Com 380 empregados e quatro unidades industriais a Acrilys trabalha em um, dois e até três turnos, a depender do setor. A capacidade de produção atual de quase 7 mil toneladas de peças plásticas/ano pode ser dobrada caso seja necessário.
Negócio em ampliação
“A nacionalização de peças por alguns clientes está ampliando nossas receitas este ano”, confirma o CEO Álvaro Brezolin, contratado pelos controladores há pouco mais de um ano para profissionalizar a gestão e para diversificar os negócios. “Está no DNA da Acrilys sempre atender à demanda do cliente.”
Recentemente a Acrilys entrou em novos ramos com a produção de mobiliário plástico [mesas e cadeiras], malas rígidas de viagem e soluções para logística e armazenagem, como grandes caixas para colheita de frutas e pallets especiais para estocagem de garrafas de vinho: “O objetivo é ampliar as fontes de receita sem abandonar nossa especialidade de fornecer peças plásticas para a indústria automotiva, ramo em que também queremos continuar a crescer”.
Os sócios-fundadores da Acrilys, Solivan e Lúcia Pescador, ao lado do CEO Álvaro Brezolin: profissionalização da gestão e ampliação de áreas de negócios.
Um dos exemplos mais recentes de novos fornecimentos gerados por demanda de nacionalização veio de um fabricante de máquinas agrícolas, que está substituindo importações. Uma das peças nacionalizadas é o teto plástico do trator, antes fornecido em material já colorido, de alto custo. A Acrilys formulou solução mais barata: produz o plástico laminado e o molde, executa a termomoldagem da peça a vácuo, faz o acabamento e a pintura, tudo dentro de seu complexo industrial, tanto na fábrica matriz de Caxias do Sul como na unidade de Lajeado Grande, em São Francisco de Paula, distante cerca de 50 quilômetros.
Lúcia Pescador, que iniciou o negócio com o marido Solivan há 43 anos e hoje é presidente do conselho consultivo da Acrilys, lembra que a empresa começou a crescer exatamente como faz agora: “As necessidades dos clientes foram abrindo portas e nós fomos aproveitando as oportunidades que aparecem”.
Entrada no setor automotivo
A empresa, que nasceu fazendo peças acrílicas como boxes de banheiro, estantes para lojas e letreiros luminosos passou a ser fornecedora de peças para a indústria automotiva aproveitando uma dessas oportunidades. Em 1992 a Marcopolo procurou a Acrilys porque precisava substituir por plástico todas as grandes peças das carrocerias de seus ônibus que eram feitas de fibra de vidro, material poluente e difícil de trabalhar com alta produção.
O proativo Solivan, que começou a empreender aos 10 anos vendendo picolés e, mais tarde, reformando e alugando bicicletas, lembra bem do episódio: “Em um dia levei a solução a eles, um protótipo de massa plástica pintada. Eles precisavam de vinte por semana e nos fizeram comprar uma empresa de peças plásticas injetadas que estava em dificuldades. Compramos e começamos a fornecer. Isto ajudou a criar o império que a Marcopolo é hoje, pois multiplicou por dez a produtividade deles. A [divisão de micro-ônibus] Volare já nasceu só usando plástico”.
Esta parceria foi tão longe que, de 2013 a 2023, as duas empresas foram sócias na Apolo, junção dos nomes Acrilys e Marcopolo na joint venture que operava dentro da fábrica da primeira, criada para produzir e fornecer peças plásticas para os ônibus da segunda.
O setor de transporte coletivo continua a garantir a maior parte das receitas da Acrilys, quase 40%, com as compras de encarroçadores de ônibus como Marcopolo, Caio, Busscar, Mascarello e Comil, que encomendam grande parte das peças plásticas e acrílicas, como lanternas, emblemas das marcas e até as pequenas lixeiras dos veículos.
Em seguida, respondendo por 28% do faturamento, vem o agronegócio com fornecimento de partes plásticas para os fabricantes de máquinas como John Deere, AGCO, Stara e Jacto.
Já os fabricantes de caminhões representam 17% dos negócios. Eles compram itens como lanternas, revestimentos internos e grades dianteiras, tendo a Mercedes-Benz como maior cliente do segmento, seguida com pequenas participações por DAF e Agrale.
Os clientes de varejo, compradores de mobiliário e contentores logísticos, têm participação de quase 10% nas receitas, mas a intenção, segundo Brezolin, é aumentar esta parcela para 50% nos próximos anos, com crescimento orgânico no segmento e sem redução de faturamento dos clientes industriais.
Dos 31 principais clientes da Acrilys 23 são do setor automotivo, incluindo fabricantes de autopeças, carrocerias de ônibus, caminhões e máquinas agrícolas e de construção. Do faturamento das peças produzidas no Rio Grande do Sul 88,3% vão direto às linhas de produção destas empresas e 11,7% são fornecidos ao mercado de reposição.
A Acrilys também está presente em dez países e, hoje, 12% das receitas são geradas com exportações de peças para a indústria. O objetivo é crescer também nos mercados externos e aumentar este porcentual para 20% nos próximos anos, com foco não só no fornecimento direto à indústria mas, também, para o aftermarket e produtos de marca própria, como mobiliário e contentores.
Investimento em verticalização
A fórmula encontrada por uma empresa familiar como a Acrilys para se manter competitiva em um mercado cada vez mais dominado por produtos chineses de baixo custo é o investimento constante em produtividade e em novas máquinas – muitas delas, agora, vêm da China. Nos últimos dois anos foram investidos R$ 16 milhões em novos equipamentos.
Outro fator de sucesso é o controle de todo o processo produtivo, algo que os fundadores Solivan e Lúcia sempre fizeram questão de manter, afirma a filha Joana Pescador, gerente comercial da Acrilys: “Eles vêm todos os dias à fábrica, sempre discutem projetos e melhorias”.
A equipe de engenharia de onze pessoas pesquisa materiais, executa adaptações de projetos dos clientes com foco em melhorar a produtividade e reduzir custos, além de desenvolver ferramentas e todos os moldes utilizados na produção de peças plásticas injetadas ou termoformadas a vácuo – processo conhecido na indústria como vacuum forming.
A empresa domina o ciclo de produção completo. Na linha de produção por injeção de plástico, incorporada à unidade matriz de Caxias do Sul, injetoras de até 2,8 mil toneladas têm capacidade para produzir até 480 toneladas de peças plásticas por mês. Também estão instalados no mesmo endereço laboratórios de auditoria e cabines de pintura para alguns dos componentes, com planos de robotizar a área.
Na planta de Lajeado Grande, inaugurada em 2013 para desafogar a matriz, são produzidas as peças maiores e também o principal insumo da Acrilys: chapas laminadas de plástico que são a base dos componentes termoformados a vácuo. As máquinas laminadoras instaladas podem produzir até 550 toneladas por mês de chapas plásticas com espessuras de 1,5 a 15 milímetros, com até 2 m 60 de largura.
As máquinas de termoformagem a vácuo produzem grandes peças de até 2,9 x 2,9 metros e o acabamento é feito por células robotizadas de corte a água em alta pressão. Alguns dos principais componentes fabricados na unidade, por exemplo, são os tetos dos tratores John Deere e todo o revestimento interno de plástico das vans Sprinter da Mercedes-Benz, que vão direto para a linha de montagem da montadora na Argentina.
São Paulo – A Denza, marca premium da BYD, inaugurou a sua primeira concessionária no País, em São Paulo, com administração do grupo Dahruj. O primeiro modelo à venda na loja é o B5, mostrado durante o Salão do Automóvel 2025, com preço de R$ 436 mil.
A revenda tem espaço no showroom para quatro modelos. Em breve o B5 terá companhia nas concessionárias, uma vez que o Denza Z9 GT e a van executiva D9 já foram confirmados para o Brasil, com preços de R$ 650 mil e R$ 800 mil, respectivamente.
São Paulo – A Fiat celebrou a marca de 700 mil Argo produzidos na fábrica de Betim, MG, desde o lançamento do hatch em 2017. A maior parte desse volume foi emplacado no Brasil, mas o veículo também é exportado para alguns países da América Latina como Argentina, Uruguai e Paraguai.
Em 2025 o Fiat Argo somou 92,4 mil unidades comercializadas de janeiro a novembro, sendo o terceiro modelo mais vendido no ranking de automóveis e comerciais leves, de acordo com os dados divulgados pela Fenabrave.