Volare vende mais Attack 8 para Guararema

São Paulo – A rede pública de ensino de Guararema, SP, conta com mais um miniônibus Volare Attack 8 para o transporte de estudantes. A Camargo e Mello, que opera o transporte escolar do município, agora soma nove unidades do mesmo modelo, adquiridas junto à concessionárias Fly SP do Grupo Marcopolo.

VWCO vende trinta chassis Volksbus no México

São Paulo – A Enlaces AMZ, do México, adquiriu trinta unidades do recém-lançado chassi Volksbus 8.160 OD, produzido pela Volkswagen Caminhões e Ônibus. A operadora, agora, soma cem ônibus da marca em sua frota, que passou a contar com a novidade de 7 m 60 de comprimento e capacidade para transportar até 25 pessoas.

Caminhão elétrico Iveco-Nikola chega em 2020

São Paulo – A CNH Industrial, por meio da Iveco e da FPT Industrial, deu início a parceria estratégica com a estadunidense Nikola para desenvolver caminhões pesados com emissão zero. O primeiro modelo, o Nikola TRE elétrico, baseado na plataforma Iveco S-Way, começará a ser testado no ano que vem e promete ser uma das atrações do IAA, em Hannover, Alemanha.

 

Segundo a Iveco o modelo começará a ser vendido na Europa após o salão de veículos comerciais alemão, por meio da sua rede no continente.

 

A parceria não para por aí. Segue o desenvolvimento conjunto em tecnologias de células de combustível de hidrogênio, de olho na América do Norte e na Europa, com um novo modelo de negócios: uma espécie de locação do caminhão, com serviços incluídos.

 

Foto: Divulgação.

Edição especial de AutoData está no ar

São Paulo – Já está no ar a edição especial da revista AutoData com a cobertura completa da vigésima edição do Prêmio AutoData, a mais importante premiação da indústria automotiva brasileira sob o ponto de vista de economia e dos negócios. O Personalidade do Ano escolhida pelos leitores da revista, da Agência AutoData de Notícias e dos participantes do Congresso AutoData Perspectivas 2020, Antonio Megale, é o entrevistado do From the Top do mês, no qual fala muito sobre o Rota 2030, o programa automotivo que – podemos dizer assim – só existe porque ele batalhou muito.

 

Os cases vencedores do Prêmio AutoData compõem a edição, que traz ainda o Prêmio General Motors a seus fornecedores, a cobertura do Seminário AutoData Brasil Elétrico e um especial dos 60 anos da Volkswagen Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP.

 

Para ler a edição digital, clique aqui.

 

Foto: Arte/AutoData

Marcos Munhoz assumirá presidência do Instituto GM

São Paulo –Marcos Munhoz nem começou a aproveitar a sua anunciada aposentadoria, após 48 anos de trabalho na General Motors, e já assume nova função: o presidente Carlos Zarlenga o nomeou presidente do Instituto GM, braço social da companhia.

 

Em nota Munhoz se diz honrado com o convite: “Eu sempre tive uma relação próxima ao Instituto devido aos seus projetos tão importantes para nossa sociedade. Agora, com mais tempo disponível, poderei atuar mais diretamente nesta que é uma instituição pela qual tenho muito carinho”.

 

Em 1º de janeiro de 2020 Marina Willisch assume de vez a vice-presidência da GM América do Sul, posto ocupado por Munhoz até 31 de dezembro. O executivo foi homenageado pela companhia na semana passada, em São Paulo.

 

Foto: Divulgação.

Anfir projeta crescimento de dois dígitos em 2020

São Paulo – A Anfir acredita na manutenção do ritmo forte do setor de caminhões e aposta em novo crescimento de dois dígitos nas vendas de implementos rodoviários em 2020, após o mercado superar as expectativas para este ano. Em nota o presidente Norberto Fabris destacou o resultado de janeiro a novembro – 110,5 mil unidades, resultado 34,7% acima do mesmo período do ano passado – e admitiu que a expectativa para o ano, 115 mil implementos rodoviários, e revisada no mês passado, será superada.

 

“Os números de mercado estão acima das projeções, o que mostra que a nossa economia segue em recuperação.”

 

Fabris ponderou, entretanto, ser prematuro considerar que a retomada foi consolidada. Ele lembra que os 115 mil emplacamentos de 2019 ainda estão abaixo do volume de 2012 e de 2013. E ainda há espaço para crescimento do segmento leve, de carrocerias sobre chassis, que está aquém dos seus resultados tradicionais:

 

“O histórico de mercado aponta para uma relação de 1,8 a dois produtos leves para cada implemento pesado. A relação atual está em menos de um para um”.

 

Segundo a Anfir foram vendidas 52 mil unidades da linha leve de janeiro a novembro e 58,5 mil reboques e semirreboques, que formam a linha pesada. Para Fabris o resultado reflete o desempenho mais fraco da economia nos centros urbanos, comparado com o ritmo do agronegócio.

 

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Fábrica de motores Renault completa 20 anos

São Paulo – A Renault celebrou na semana passada o vigésimo aniversário de sua fábrica brasileira de motores, no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, PR. Inaugurada em 2 de dezembro de 1999 já produziu mais de 4 milhões de motores, 40% destinados à exportação.

 

A CMO, Curitiba Motores, como é internamente conhecida, atualmente fabrica três famílias de motores, com capacidade de entrega de 600 mil unidades por ano. Exporta motores para Colômbia e Argentina e alguns componentes para a Turquia.

 

Foto: Divulgação.

O mundo GM na sala de guerra em São Caetano

Gravataí, RS – Mais do que edifícios, pátios e linhas de montagem, montadoras de automóveis representam a reunião do que há de mais avançado em diversas áreas, sejam humanas ou exatas. Se fosse um organismo vivo, o coração seria a engenharia, onde ideias tornam-se, ou não, veículos a partir de conceitos abstratos. O departamento é motivo de orgulho no universo automotivo, e talvez tenha sido por isso que Carlos Zarlenga, presidente da General Motors para a América do Sul, fez pausa reflexiva antes de responder à Agência AutoData porque aquilo tudo estava acontecendo com o recém-chegado Chevrolet Onix Plus:

 

“Você tem um processo balizado nos mais altos padrões de qualidade. A gente desenvolveu o Onix com os mesmos padrões que desenvolvemos todos os nossos veículos no mundo e a nossa expectativa no momento do lançamento era a de que, sim, era a hora de lançá-lo. Como eu disse antes, problemas acontecerão, e o mais importante é como se resolvê-los”.

 

A segunda parte da reportagem especial mostra os pormenores da estratégia empreendida pela GM para criar a atualização do software e, principalmente, para encontrar clientes e convencê-los a levar seus veículos às concessionárias para o reparo. O processo, iniciado em 5 de novembro, três dias após o executivo ter recebido a notícia do primeiro caso de incêndio, deu início a veloz e intenso intercâmbio com unidades da companhia no mundo, dezenas de milhares de ligações e e-mails e o envio de uma mensagem sincera.

 

::Especial recall do Onix Plus::
Parte 1 – O dia que abalou a General Motors
Parte 2 – O mundo GM na sala de guerra em São Caetano
Parte 3 – A mão invisível de Detroit
Parte 4 – Quando o recall deixou de ser um monstro

 

A carta – No dia 4 de novembro o mundo GM parou para ouvir o que tinham a dizer os engenheiros que estiveram no Piauí investigando a carcaça do Onix Plus incendiado. Em reunião na fábrica de São Caetano do Sul, SP, o board e representantes diretivos de equipes diversas ouviram que o software das 7 mil unidades vendidas até aquele momento precisava de atualização, e sugeriram um recall. Todos ali concordaram com a medida e a conversa se estendeu para que fosse estabelecida uma espécie de sala de guerra, dentro da qual funcionários do pós-venda teriam a missão de encontrar os carros envolvidos na campanha.

 

Mas, antes de tudo, era preciso explicar o que estava acontecendo àqueles que, segundo Zarlenga, acreditaram muito no potencial comercial do novo Onix. “Caros Concessionários”, começava a carta que o executivo escreveu e enviou à rede em 8 de novembro, dois dias após publicada a nota que tornou oficial a campanha de recall. “Gostaria de compartilhar com vocês a postura que tivemos nos últimos dias”, seguia a mensagem que tratou de apresentar as decisões tomadas pela companhia.

 

“Vou te contar uma coisa: todo mundo pode ter problemas, todas as montadoras: são produtos complexos, processos complexos e ninguém está isento de ter problemas. Aliás, mandei uma carta às concessionárias falando exatamente isso”, disse Zarlenga. “Esse relacionamento que temos com a rede é o que temos de mais importante no Brasil. Mais importante do que as fábricas, mais importante do que os investimentos, do que os produtos, mais importante do que nós mesmos da GM.”

 

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No planejamento do recall o papel da rede, explicou o executivo, foi o de, em primeiro momento, fornecer à equipe de pós-vendas na sala de guerra em São Caetano do Sul lista contendo o número do chassi dos veículos vendidos em cada unidade e o contato dos respectivos proprietários: “Entramos em contato com todos aqueles que compraram o veículo, seja por telefone ou e-mail, o que é algo difícil porque teve gente que comprou, ficou doente e foi hospitalizado, gente que viajou. A operação foi complexa e gerou horas extras”.

 

O código – Enquanto a área comercial tratava de criar meios de levar os veículos envolvidos no recall às concessionárias, os engenheiros da GM se debruçavam sobre linhas de código de programação para corrigir a falha que levava os motores ao incêndio. Nessa parte do processo, disse Zarlenga, a operação brasileira estabeleceu contato com a matriz, nos Estados Unidos, e com unidades na Ásia para que a atualização fosse criada:

 

“O apoio foi cem porcento global. A time global de powertrain parou tudo para atender o nosso chamado e realmente foi bom de ver como todos se juntaram para consertar isso. No final de semana [dias 9 e 10 de novembro] eles tinham a solução testada e já no dia 10 soltamos a atualização para as concessionárias, para a unidade de Joinville [SC], e começou o trabalho de trazer os carros às concessionárias. Queríamos fazer isso o mais rápido possível”.

 

A partir daí a operação brasileira da GM tratou de inserir, em um sistema global que conecta suas unidades, informações a respeito de como procedeu no caso Onix Plus. É uma espécie de procedimento padrão para que outras fábricas possam ter uma referência de boas práticas em eventual aparecimento de caso semelhante. O Onix da plataforma GEM é comercializado em quarenta países e, segundo Zarlenga, houve incêndio apenas no modelo produzido no Brasil.

 

O executivo disse, ainda, que o caso não implicou alterações nas linhas de Joinville, onde são produzidos os novos propulsores da família Onix.

 

Sobre o tema, pouco se sabe de que forma se deu o processo de desenvolvimento e teste dos motores – até porque motores são parte fundamental do negócio automóvel e, por isso, informações ficam ocultas atrás do biombo corporativo. O que se sabe de forma oficial é que seus projetos foram resultado de esforço global da companhia – justificando a letra G de Global Emergin Markets, a plataforma sobre a qual o veículo é montado – e que a programação do software que gerencia o motor foi construída for engenheiros brasileiros e outros alocados nos Estados Unidos.

 

Quando se desenvolve um motor, há dois caminhos para seguir quando o assunto é adequá-lo às condições do mercado no qual o veículo que integra será vendido. De acordo com Sidney Oliveira, da AEA, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, os caminhos são adaptar, ou calibrar, às condições do país os motores que chegam aqui “semi-prontos” ou desenvolver de forma integral o software e os componentes eletrônicos que representam o cérebro do conjunto mecânico.

 

“Os dois casos são bem comuns e adotados pelas montadoras aqui desde a época da chegada da injeção eletrônica, no fim dos anos 1980. A escolha por um ou outro depende da estratégia da companhia em termos de custo e tempo de lançamento, por exemplo”, Oliveira observou. “De toda forma os motores são submetidos a longos testes para verificar como o conjunto responde, via código de software, às condições em termos de temperatura, terreno e combustível. Nem sempre é possível antever tudo.”

 

Uma vez criada a atualização os holofotes da montadora se voltaram para as concessionárias. A execução do recall, até pelo perfil do reparo, uma modificação digital, foi feita rapidamente a ponto de 80% dos Onix Plus já vendidos terem passado pela rede em dois dias. No ponto de venda operadores plugam o módulo do modelo a um computador por meio de um cabo. A conexão, então, é estabelecida com o sistema global da GM, um ambiente online de onde é feito o download da atualização da programação do motor. O processo demora cerca de uma hora nas lojas, e aos clientes que não puderam esperar a montadora forneceu veículos alugados.

 

“Em alguma medida clientes e parceiros da marca verão isso no futuro: todos avaliarão como a General Motors reagiu a um problema”, notou o presidente Zarlenga “A gente reagiu assim, de forma rápida, porque somos assim e vai fazer diferença para o produto mais para a frente.”

 

Efeito Corsa – A rapidez na execução do recall foi um tema recorrente no discurso do presidente da GM. A companhia não estabelece conexão, mas a postura pode ser interpretada como uma espécie de resposta ao mercado diante de um episódio antigo: a convocação de recall do Chevrolet Corsa, em 2000, motivado por falha apresentada na fixação do cinto de segurança.

 

À época, segundo reportagem veiculada pela edição 136 da revista AutoData, a companhia divulgou a campanha de recall do modelo durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo daquele ano, cerca de sete meses após ocorrerem os primeiros episódios de acidentes envolvendo o cinto de segurança. Questionava-se, naquele momento, se não teria sido demasiado o tempo que a montadora manteve silêncio sobre o defeito enquanto buscava uma solução.

 

O recall envolveu envolveu 1,3 milhão de unidades Corsa produzidos de 1994 a 1999. O kit instalado nos veículos foi desenvolvido na Alemanha e ficou pronto em outubro daquele ano, quando a companhia iniciou a campanha. A versão oficial para o tempo transcorrido dizia que os fornecedores europeus tiveram de desenvolver chapas de aço de 6 milímetros, algo inexistente no mercado, para atender às especificações.

 

“Vamos partir da base de que os projetos devem ter a menor quantidade de recalls possível. É sempre um desprazer para o cliente ter um recall. Mas no caso de acontecer acho que é preciso fazer algo de forma rápida. É uma boa oportunidade de se mostrar ao cliente que a empresa se importa com ele.”

 

Isto indica que, uma vez resolvida a questão mecânica, era o momento de a companhia trabalhar em outro campo – no caso, o da repercussão no mercado.

 

Foto: Dilvugação

Chevrolet amplia cobertura no segmento SUV

Indaiatuba e São Paulo – O começo da importação, do México, dos Equinox 1.5 e Midnight marca a ampliação da cobertura da Chevrolet no segmento SUV, notadamente o que mais cresce em volume e novidades no mercado brasileiro nos últimos anos. Agora a linha Equinox parte dos R$ 130 mil e vai até R$ 163 mil, preço do 2.0 – que seguirá, segundo cálculos do diretor de marketing de produto, Rodrigo Fioco, mantendo mais da metade do volume da gama.

 

Junto à linha Tracker, que cobre dos R$ 95 mil a R$ 110 mil, os SUVs Chevrolet, agora, competem em 70% do segmento, em volume. “Nossa faixa anterior era de 30%”.

 

O Equinox 1.5, na versões LT e Premier, e o Midnight – que traz sob o capô o mesmo motor 1.5 turbo – são os décimo e décimo-primeiro lançamentos Chevrolet no ano. Ainda não oferecem wi-fi, mas trazem sistema de infotainment My Link, ar-condicionado digital dual zone, sensor crepuscular, chave presencial e algumas tecnologias inovadoras, como o assistente de estacionamento e o alerta de movimentação traseira, que apita e faz o branco vibrar– só disponíveis na versão Premier.

 

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O motor 1.5 turbo que equipa o modelo gera até 172 cavalos aliado ao câmbio automático de seis velocidades. Fioco não quis divulgar projeção de vendas – admitiu, apenas, a importação de quatrocentos carros no primeiro lote, que já desembarcando para ser distribuído às concessionárias. As vendas começarão em janeiro.

 

Segundo a Fenabrave foram licenciadas 4,2 mil unidades do Equinox, somente com motor 2.0, de janeiro a novembro.

 

Foto: Divulgação.