Deputados de São Paulo aprovam o IncentivAuto

São Paulo – Foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na quarta-feira, 9, por 62 votos a 15, o IncentivAuto, programa estadual de incentivos para o setor automotivo anunciado em março. O projeto de lei, agora, segue para a sanção do governador João Doria para, assim, tornar-se lei.

 

O texto tramitava no Palácio 9 de Julho desde junho e, ao longo do tempo em que esteve ali, recebeu onze emendas de autoria dos deputados. De lá para cá algumas montadoras anunciaram investimentos que as enquadra dentro do programa, como foi o caso da General Motors, a primeira, e a Scania, na sequência.

 

Toyota e Volkswagen também anunciaram investimentos em unidades instaladas no Estado durante o período em que o texto passava por processo de aprovação na Assembleia legislativa. Os termos dos aportes apresentados pelas fabricantes, no entanto, estavam aquém do estabelecido pelo programa — mas o governador anunciou, na ocasião, que eles podem no futuro enquadrar-se no programa.

 

Segundo o texto enviado à Assembleia para se enquadrar no IncentivAuto o investimento mínimo é de R$ 1 bilhão, com contratação mínima de quatrocentos novos funcionários diretos. A contrapartida do Estado é conceder redução de ICMS proporcional ao tamanho do investimento feito.

 

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CNH industrial tem novo diretor de compras

São Paulo – Claudio Henrique Bretz Brizon foi nomeado diretor de compras da CNH Industrial para América do Sul, sucedendo a Carlo Martorano, que não está mais na empresa – assumiu as funções no Grupo AGCO. Brizon está no grupo desde 2013, sempre na área de compras – seu último cargo foi líder do Grupo Metálicos para o segmento agrícola, também para a América do Sul.

 

O novo diretor de compras tem MBA em Gestão de Custos e em Engenharia de Produção, e trabalha no setor automotivo há 19 anos, com passagem em empresas como FCA, onde gerenciou projetos de novos motores e transmissões para veículos como Toro e Jeep Renegade.

 

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Neobus negocia ônibus com a operadora de Barueri

São Paulo — A Neobus anunciou a venda de vinte unidades de ônibus urbanos do modelo New Mega para a JTP Transportes, operadora de Barueri, SP. Eles serão aplicados no sistema de transporte público de Embu das Artes, SP.

 

Os veículos foram construídos sobre chassis Volkswagen 17.230 de 12,5 metros. Foram configurados para ter suspensão pneumática, três portas e capacidade para transportar 82 passageiros, sendo 29 sentados e 53 em pé. Este é primeiro negócio que a empresa de transporte fecha com a Neobus.

Caoa Chery avança com seu plano de nacionalização

São Paulo – Após sinalizar um recuo na intenção de expandir o plano de nacionalização de peças e componentes para os automóveis produzidos em Jacareí, SP, e Anápolis, GO, a Caoa Chery mudou de direção e retornou ao planejamento anterior: mantém a busca para aumentar sua base de fornecedores locais e reduzir a exposição ao dólar.

 

Segundo o CEO Marcio Alfonso o objetivo é alcançar índice de localização de 40% até o final de 2020, aumentando a base de fornecedores dos cerca de quarenta atuais para 65, “talvez um pouco mais. A meta é chegar a algo em torno de 520 itens nacionais, com a mesma empresa, em alguns casos, fornecendo mais de um item”.

 

A busca por componentes nacionais tem outra razão além de minimizar a exposição à oscilação do dólar: reforçar o atendimento no pós-vendas. Alfonso disse que a importação de componentes da China demanda um prazo de até três meses, algo que, com fornecimento local, é reduzido para pouco menos de duas semanas.

 

Mais adianta a ideia é trabalhar em conjunto com fornecedores para desenvolver peças localmente. Segundo o CEO esse trabalho pode, muitas vezes, reduzir custos de produção e de logística. “Os fornecedores também nos ajudam nesse trabalho, sugerindo algumas vezes a nacionalização de um possível componente para avaliarmos as variáveis”.

 

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Mercedes-Benz CLA 250 chega importado ao Brasil

São Paulo – A Mercedes-Benz começou a importar o CLA 250, equipado com novo motor turbo 2.0 de 224 cv acoplado a um câmbio automático de sete marchas e dupla embreagem. O modelo já está disponível nas concessionárias por R$ 219,9 mil.

 

O novo CLA 250 se junta outros modelos da empresa no País com a tecnologia MBUX, que permite controlar diversas funções do veículo por comando de voz e também traz itens como head-up display, faróis full LED, teto solar elétrico e panorâmico.

 

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Setor plástico terá rodada de negócios na Fenatran

São Paulo – A Feiplastic, Feira Internacional do Plástico, levará alguns fabricantes do setor plástico para a Fenatran, no São Paulo Expo, para participar de rodadas de negócios com empresas do setor automotivo — um dos seus principais segmentos de atuação.

 

Chamada de Rodada de Inovação Tecnológica Feiplastic, a ação contará com o apoio da Abiplast, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, e será realizada nos dias 16 e 17, com a presença de empresas como Bosch, FCA, Ford e Hyundai.

Umicore já trabalha na reciclagem das baterias de elétricos

São Paulo – Embora as baterias de carros híbridos e elétricos ainda estejam, ao menos no Brasil, no meio do seu primeiro ciclo de vida, há preocupação sobre o futuro do material: o que fazer quando a carga acabar? Meios de aplicação no chamado segundo ciclo e até a reciclagem são algumas soluções disponíveis no mercado – e, no caso da Umicore, fecha toda a cadeia, do fornecimento da matéria-prima à sua reciclagem.

 

Em 2011 a companhia belga inaugurou em seu país-sede uma fábrica dedicada à reciclagem dos componentes, atendendo a baterias de íons de lítio e níquel hidreto metálico, conta Ricardo Rodrigues, seu gerente comercial. “Observamos que o mercado necessitava de um ciclo completo para a recuperação dos materiais usados, tanto no segmento automotivo quanto no eletrônico”.

 

Suas operações globais buscam nos clientes as baterias inutilizadas, tanto automotivas quanto de smartphones, e as enviam para a reciclagem na Bélgica. No Brasil algumas montadoras já têm contrato para o descarte com a Umicore, embora o serviço apenas engatinhe: “Como os elétricos chegaram ao País há pouco tempo, as baterias ainda estão no ciclo de vida útil, mas já recolhemos algumas que deram problema e exportamos para reciclar na Bélgica”.

 

A expectativa de Rodrigues é a de que a demanda por esse tipo de serviço cresça no País e no mundo, por causa do avanço dos veículos elétricos no mercado. Em regiões mais desenvolvidas, como Europa e China, já existe uma demanda maior pela reciclagem das baterias usadas nos veículos, enquanto no Brasil a principal busca vem do segmento de smartphones. 

 

Recebendo as baterias do mundo todo, a fábrica da Bélgica garante que o componente está desenergizado, faz a desmontagem e recicla a célula da bateria onde ficam os metais – em muitos casos fornecido por ela própria: “Depois disso os metais vão para um forno em alta temperatura, gerando uma liga metálica que pode ser fornecida e usada pelo setor de construção. Assim, fechamos todo o ciclo das baterias”.

 

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Porsche busca parceiros para o segundo Porsche Center

São Paulo – A Porsche busca um grupo para administrar o seu segundo Porsche Center, previsto para ser inaugurado no ano que vem. Os interessados podem se inscrever até 28 de outubro no site https://www.porsche.com/brazil/pt/aboutporsche/porschebrasil/introduction/ para participar de processo seletivo.

 

Serão cinco as etapas: coleta de dados, pré-seleção, visita pessoal de executivos, entrevista final e anúncio de potencial investidor. A expectativa é a de divulgar o resultado no primeiro semestre de 2020.

Ritmo das fábricas de motocicletas não acompanha o do varejo

São Paulo – A produção de motocicletas acumulada até setembro cresceu 7,5% na comparação com os nove meses do ano passado, chegando a 836 mil 450 unidades. Apenas em setembro, apontou o balanço da Abraciclo divulgado na quarta-feira, 9, saíram das linhas instaladas no polo de Manaus, AM, 92 mil 894 unidades, 15% a mais do que o volume produzido em setembro de 2018.

 

Apesar do ritmo mais forte da produção observado no ano as fábricas não conseguem acompanhar o apetite do consumo no mercado brasileiro. Para o presidente Marcos Fermanian o volume de vendas no varejo poderia ser muito maior do que as 796 mil 426 unidades vendidas no janeiro-setembro – alta de 14,5% sobre 2018 – se as montadoras aumentassem a capacidade de suas fábricas.

 

“O mercado descolou da produção porque as fábricas estão recuperando o ritmo junto à cadeia de fornecedores, depois de meses de retração do consumo e queda do varejo. Os volumes estão sendo recuperados aos poucos”, disse o representante, acrescentando que as vendas tendem a crescer ao longo do ano em função da oferta de crédito que, sob a ótica da entidade, está alta nos bancos de varejo.

 

Os dados da Abraciclo mostram que do total emplacado no ano, 43% ocorreu via CDC, o crédito direto ao consumidor, 33% via pagamento à vista e, o restante, por meio de consórcio.

 

Apenas em setembro foram emplacadas 87 mil 719 unidades de motocicletas, dentre nacionais e importadas. O volume representa crescimento de 18,4% sobre aquele vendido em setembro do ano passado. Nos 21 dias úteis do mês, a média de vendas diárias foi de 4 mil 177 unidades/dia, 3,7% a mais do que a média diária registrada em agosto, quando foram vendidas, por dia, 4 mil 28 unidades.

 

A Honda, que detém 82% do mercado brasileiro de motocicletas, registrou até setembro 668 mil 443 unidades vendidas ao atacado, um volume 15% maior do que o observado nos nove meses do ano passado. A Yamaha, com 13,4% de market share, vendeu às concessionárias 109 mil 711 unidades, 8,5% a mais.

 

Com relação às exportações, entretanto, o cenário é de queda por causa do drama econômico argentino. O país vizinho é o principal destino das motocicletas produzidas no Brasil. Até setembro, 14 mil 274 unidades foram embarcadas àquele mercado, um volume 64% menor. Estados Unidos, Colômbia, Canadá e Austrália completam o grupo dos principais destinos das exportações do setor.

 

No janeiro-setembro as exportações totais somaram 30 mil 225 unidades, volume que representa retração de 44,5% ante as exportações realizadas em igual período no ano passado.

 

Salão – Após a apresentação dos números da indústria de motocicletas foi anunciada a renovação de contrato com a Reed Exhibitions, responsável pela realização do Salão Duas Rodas, por mais três edições afora a que ocorre em novembro no São Paulo Expo. A expectativa da empresa é a de que circulem pelo evento 250 mil visitantes.

 

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Ford desenvolve composto de borracha adaptável ao biodiesel

São Paulo – A equipe de engenharia de materiais do Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford em Camaçari, BA, desenvolveu um composto de borracha para aplicação em tubulação de veículos que usam biodiesel que já gerou duas patentes nos Estados Unidos e segue em processo de registro no Brasil, China e Europa.

 

Como o biodiesel – que, aqui, compõe 10% da mistura do diesel, com previsão de aumentar para 15% – possui alto ponto de fulgor, as mangueiras e vedações que ligam o bocal de abastecimento ao tanque de combustível precisam usar materiais que não acumulam carga eletrostática, que pode gerar faíscas em períodos de menor umidade. Como solução foi adotada a HNBR, borracha nitrílica hidrogenada, importada e com custo elevado.

 

O material desenvolvido pela engenharia da Ford possui custo ao menos cinco vezes menor. O composto de borracha PVC/NBR condutivo pode usar o grafeno ou sílica obtida a partir da cinza de casca de arroz como componente – foram duas as fórmulas patenteadas.

 

As primeiras peças feitas com o novo material chegarão ao mercado no ano que vem, com a Ranger. A Ford também pretende licenciar o composto para outras marcas, inclusive fabricantes de caminhões. Segundo a empresa, o material é compatível com o uso de B30 – 30% de mistura de biodiesel no diesel.

 

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