Caoa recua em plano de nacionalização

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São Paulo – A Caoa Chery retrocedeu o passo em sua busca por maior índice de nacionalização dos veículos Chery produzidos no País. Há mais tempo em produção no Brasil os modelos Hyundai, produzidos em Anápolis, GO, contam hoje com 30% de peças nacionais, ao passo que os Chery montados na fábrica goiana e em Jacareí, SP, possuem média de 11% de componentes locais – patamar que, segundo a empresa, será mantido pelos próximos anos.

 

De acordo com Ivan Witt, responsável pela área de compras, o conteúdo local de componentes nos modelos Chery deverá aumentar com o tempo, chegando a algo próximo aos 30% dos veículos Hyundai, mas em ritmo mais lento do que o experimentado pelos da marca sul-coreana. O executivo disse na quinta-feira, 28, que a matriz optou, por ora, manter as importações de peças da China ao Brasil para atender à demanda brasileira, um quadro antagônico ao buscado pela direção local:

 

“A matriz tem um planejamento baseado na escala de produção dos fornecedores de lá, que são mais competitivos. É sempre melhor comprar peça onde o preço é mais competitivo. Se por um lado nos favorece o fato de não haver mais imposição de conteúdo nacional, como ocorria na vigência do Inovar-Auto, por outro ficamos mais expostos às variações do câmbio. Por isso estamos sempre conversando com a China sobre o hedge do negócio”.

 

A empresa vinha desenvolvendo fornecedores locais para fazer frente a uma eventual alta do dólar. Estava em curso planejamento para acrescentar cinquenta novos fornecedores a uma cadeia composta por 44 empresas que atendem às operações de São Paulo e Goiás. Witt disse, ainda, que mesmo mantido o nível de nacionalização em 11%, a empresa acredita e trabalha para que a quantidade de componentes nacionais seja maior no futuro.

 

A projeção de compras para empresa no ano é de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 2,9 bilhões para materiais produtivos, ou seja, peças para montagem dos veículos e outros itens para a linha de produção. Hoje, os veículos Hyundai são responsáveis por 43% dos gastos com componentes, ficando a fatia restante de 57% com os modelos Chery.

 

Foto: Divulgação.