CNH Industrial divide operações para dobrar lucro

Nova York — Em apresentação a investidores na Bolsa de Valores estadunidense a CNH Industrial anunciou que separará suas empresas em dois grupos. A divisão colocará as divisões de veículos comerciais, fabricante de motores e transmissões na operação denominada On-highway e as empresas que atuam no segmento agrícola e de construção na organização Off-highway. Os respectivos nomes dessas novas unidades de negócios serão apresentados em futuro próximo. E essas duas empresas terão ações negociadas na Bolsa de Nova York a partir do primeiro trimestre de 2021.

 

O objetivo da reestruturação das operações, de acordo com pronunciamento de Hubertus Mühlhäuser, CEO da CNH Industrial, é corrigir a rota de algumas operações e investimentos em tecnologias e inovações: “Temos que reconhecer que há uma complexidade no portfólio e que ainda existe um excesso em nossa capacidade de manufatura, além de baixo aproveitamento na distribuição e engenharia, que estão prejudicando a rentabilidade. A partir de agora vamos corrigir essa rota”.

 

O plano de ação denominado Transform 2 Win terá duração de cinco anos. Até 2024 a expectativa é a de que o lucro operacional das atividades industriais chegue a 10%, o dobro dos níveis atuais, segundo a CNH. Essa transformação, que já está em curso, deve elevar as vendas em 5% a cada ano, de 2019 até 2024.

 

Durante as apresentações de todas as unidades de negócios do grupo foi desconsiderada qualquer turbulência global que possa afetar os rumos do curso traçado nesta estratégia que transformará as operações da CNH Industrial. Afinal, tratou-se de apresentação na Bolsa de Valores mais importante do mundo. Ficou claro que a mensagem tinha um público-alvo: os investidores e potenciais investidores, todos reunidos em ambiente nobre da NYSE — New York Stock Exchange. Aparentemente, na sessão de perguntas e respostas com os agentes financeiros, qualquer pormenorização da estratégia foi deixada para depois: “Peço que aguardem mais um tempo até que possamos definir com tranquilidade os aportes e possíveis alterações nas estruturas físicas, administrativas e do portfólio das empresas”, contextualizou Mühlhäuser.

 

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No entanto foi anunciado investimento total de U$ 13 bilhões nos próximos cinco anos. 58% desse valor será destinado aos produtos e outros 22% em atualização das estruturas já existentes. Os 20% restantes serão aplicados naquilo que a CNH chama de megatendências: digitalização, automação, baixa emissão ou emissão zero e serviços.

 

A CNH Industrial adquiriu a empresa AgDNA de gestão de informações do agronegócio e também fez parceria que resultou em investimento de U$ 250 milhões na compra de ações da Nikola, que produzirá células de combustível e baterias para caminhões na Europa e Estados Unidos.

 

“Olhando para a composição do portfólio a conclusão é que as megatendências impactarão de forma diferente as operações on e off highway. O foco dessas duas empresas e as sinergias que teremos com as novas tecnologias nos deixa bastante animados”.

 

Durante as mais de quatro horas de apresentações pouca coisa foi dita sobre o Brasil. O CEO reiterou algumas vezes que aquele não era o momento para apresentar as estratégias exclusivas de cada operação, de cada região do planeta. E também reforçou a importância da América do Sul para todas as operações industriais da CNH. Porém em um momento, quando falava dos negócios no segmento de construção, Mühlhäuser citou o líder da operação, Vilmar Fistarol. Ele e seu colega na Índia foram oficialmente desafiados a aumentar a taxa de retorno de investimento das vendas nesse segmento dos atuais 7% para 9%, devido aos atualmente baixos volumes de negócios em construção nesses países.

 

Na coletiva de imprensa a reportagem questionou Mühlhäuser se, durante seu discurso estaria pressionando publicamente o executivo brasileiro para obter os resultados esperados: “É claro que estou pressionando. Esse é o meu trabalho e confio nos presidentes de todas as operações para entregar os resultados que projetamos. É para isso que estamos aqui”.

 

Fotos: divulgação 

Caoa pretende produzir caminhão Ford e carro chinês

São Paulo – Nas últimas três semanas tornaram-se intensas as conversas dentro do círculo que envolve a compra da Ford Taboão, uma discussão que resultou, segundo João Doria, governador estadual, “na execução da primeira fase da aquisição da fábrica instalada em São Bernardo do Campo”.

 

Ford e Caoa, empresa que agora detém a preferência na compra, tratarão a portas fechadas do processo de due dilligence para se chegar a um preço e, por fim, a um desfecho.

Mesmo que nos próximos 45 dias as coisas ocorram em sigilo por ora o que, sim, está confirmado pelas partes que negociam, é que a Caoa pretende comprar a fábrica de 1,4 milhão de metros quadrados e produzir sob licença modelos de caminhões Ford, no caso, os da linha Cargo, disse Mauro Correia, presidente da Caoa, na terça-feira, 3. O modelo seria similar ao praticado pela Ford Otosan na Turquia, com o pagamento de royalties para exploração da marca.

O que há de diferente, no caso brasileiro, é a possibilidade de também se produzir veículos de marca chinesa, que não foi revelada nem pelo executivo nem pelo seu chefe, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fundador e presidente da companhia. Outra possibilidade é a de manter na operação 850 funcionários que já atuam na unidade ainda sob a bandeira Ford.

A informação está alinhada com as expectativas da rede de concessionários Ford Caminhões, que exerceu pressões junto à Ford para que o negócio com a Caoa fosse fechado o mais rápido possível para reduzir os danos nas suas operações – desde que a Ford anunciou o fim da produção no Taboão a rede passou a perder market share.

O valor do negócio deverá ser divulgado tão logo termine o processo de auditoria ao qual está submetido no momento. Ainda que as cifras estejam ocultas no biombo corporativo é sabido que a Caoa pretende comprar a fábrica com recursos próprios e investir, pelo menos, R$ 1 bilhão – cifra mínima para se adequar ao IncentivAuto, programa de incentivo do governo paulista.

 

De acordo com Mauro Correia não haverá participação do BNDES, por exemplo, e também a companhia não fez tentativas para que isso acontecesse.

O processo de auditoria não constitui certeza de compra da Ford Taboão por parte da Caoa e nada foi assinado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. De todo modo a Prefeitura de São Bernardo do Campo não trabalha com um plano B caso a Caoa, por alguma razão, decida sair do negócio – ou não obtenha as condições ideais de fechá-lo.

 

Por enquanto, neste que parece ser o penúltimo capítulo do negócio Ford-Caoa, o que se tem, segundo o governador, é “um bom entendimento das partes”, como a foto que ilustra a matéria sugere.

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Foto: Divulgação.

Prefeitura de São Bernardo tenta recolocar ex-trabalhadores Ford

São Paulo – A Prefeitura de São Bernardo do Campo tem reuniões agendadas na semana que vem com executivos da Mercedes-Benz e da Volkswagen para tentar abrir as suas portas para ex-funcionários da Ford Taboão. A medida é similar à adotada pelo município com a General Motors, da vizinha São Caetano do Sul, há duas semanas, atitude que foi bem vista pelo presidente Carlos Zarlenga – mesmo sem ter estabelecido compromisso de absorção de pessoal.

 

Segundo Orlando Morando, prefeito de SBC, os funcionários que foram demitidos da Ford Taboão serão cadastrados em um banco de dados que poderá ser consultado “com prioridade pelas montadoras que precisarão contratar operadores para suas linhas”.

 

A medida, segundo ele, não representa garantias de emprego, pois deverão atender às demandas futuras das fabricantes: “Não serão abertas novas vagas para contratações exclusivas neste caso”.

 

Com o encerramento da produção no Taboão, onde a Ford produzia os New Fiesta e conduz, até acabarem as peças, os seus caminhões, estima-se que cerca de 1 mil funcionários ficarão sem emprego. Recontratar esses funcionários, com experiência em linhas de montagem, representaria ganho de custo e de tempo para montadoras que vierem a precisar de mão de obra em suas unidades no ABCD paulista.

 

Foto: Divulgação.

Chega ao Brasil a décima-segunda geração do Toyota Corolla

São Bernardo do Campo, SP – O primeiro automóvel híbrido produzido em série no Brasil começa a chegar às concessionárias Toyota. A décima-segunda geração do Corolla que sai das linhas de Indaiatuba, SP, oferece em sua versão topo de linha a possibilidade de o consumidor optar pela inédita – e importada – motorização híbrido flex, por R$ 124 mil 990.

 

A meta da Toyota é comercializar 1 mil Corolla híbrido flex por mês. Os outros 3,5 mil serão das versões com o também inédito motor 2.0 — que parte de R$ 99 mil 990.

 

O investimento para a localização da plataforma GA-C, baseada na filosofia TNGA, sigla em inglês para Nova Arquitetura Global Toyota, chegou a R$ 1 bilhão. Outros R$ 600 milhões foram aplicados em Porto Feliz, SP, para a produção do motor Dynamic Force flex. Embora por fora se diferenciem apenas pela identificação na carroceria e o logotipo azul nas grades dianteiras e traseiras da versão híbrida, os Corolla flex e híbrido flex podem ser considerados dois carros diferentes.

 

A parte externa do Corolla agora está em linha com o modelo oferecido nos mercados internacionais. Para cá a opção foi por um design mais clássico, mais parecido com a versão europeia do sedã. Segundo Maurílio Pacheco, gerente de planejamento da Toyota, o Corolla estadunidense tem uma pegada mais esportiva.

 

O para-choque mais alargado é feito com materiais mais robustos e a área envidraçada cresceu com relação à geração anterior, ampliando a luminosidade interior.

 

Pacheco disse que o desenvolvimento do Corolla obedeceu a quatro pontos: dirigibilidade, segurança, desempenho e meio ambiente e conectividade e tecnologia.

 

Para aprimorar a dirigibilidade a engenharia mexeu no centro de gravidade do Corolla, agora 10 milímetros mais baixo. Isso garante um carro mais “no chão” – o que é perceptível quando se senta no banco do motorista. Os equipamentos foram localizados de forma que o condutor não movimente muito os olhos e as mãos, ampliando a segurança.

 

Também pensando na segurança somou-se aos sete airbags e ao controle de tração oferecidos na geração anterior o TSS, de Toyota Safety Sense, sistema composto por uma câmara no espelho retrovisor interno e um sensor na grade dianteira que une ACC, controle de cruzeiro adaptativo, PCS, sistema de segurança pré-colisão, LDA, aviso de saída de faixa, AHB, sistema de farol alto automático: “Focamos em reforçar a segurança ativa do veículo”.

 

No campo do desempenho aliado ao motor 2.0 trabalha a transmissão Direct Shift CVT de dez velocidades, que tem como principal diferença a união das engrenagens com o sistema CVT. Nas saídas e em baixas velocidades as engrenagens trabalham para garantir uma arrancada melhor, uma das principais queixas que a Toyota recebia de seus consumidores do Corolla.

 

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Por fim a conectividade demandou mudança de percurso durante o desenvolvimento: a Toyota brasileira notou um anseio dos consumidores locais pelos sistemas Apple Carplay e Android Auto – algo já percebido, e consertado, na linha Yaris 2020. Segundo Chaves foi preciso convencer a matriz da importância das tecnologias no Corolla, que traz, de série, sistema multimidia compatível com os smartphones, requerendo, ainda, o uso de cabos.

 

Pelas medições do Inmetro o Corolla 2.0 consome, na cidade, 8 quilômetros por litro de etanol, 9,7 na estrada. O 1.8 híbrido flex roda 10,9 quilômetros na cidade com etanol e 9,9 quilômetros na estrada – o para e anda do trânsito urbano ajuda a recarregar a bateria e lhe dá maior autonomia. A Toyota conseguiu, porém, dados melhores com a versão híbrida em seus testes próprios no Instituto Mauá de Tecnologia: 13,3 quilômetros por litro na cidade e 11,9 na estrada, sempre abastecido com etanol.

 

Foto: Divulgação.

O primeiro híbrido nacional. E o primeiro híbrido flex do mundo.

São Bernardo do Campo, SP – Dentro do capô do Toyota Corolla Altis trabalham, ao lado de um motor 1.8 litro a combustão que permite abastecimento com etanol e a gasolina, dois motores elétricos conectados ao sistema de tração e a uma bateria. A tecnologia híbrida não é exatamente uma novidade na indústria automotiva global, mas o sedã produzido pela Toyota em Indaiatuba, SP, é o primeiro made in Brazil equipado com o sistema.

 

O porém é que nada – nem o motor a combustão ou os elétricos, tampouco a bateria e até mesmo o sistema flex – é feito no Brasil, como contou o vice-presidente de compras e engenharia, Celso Simomura: “Para produzir localmente é preciso mais volume”.

 

Por este motivo, também, pouco precisou ser ajustado na fábrica para deixá-la apta a produzir um modelo híbrido – as alterações, que consumiram em torno de R$ 1 bilhão, foram feitas majoritariamente para introduzir a plataforma GA-C, baseada na filosofia TNGA, sigla em inglês para Nova Arquitetura Global Toyota, nas linhas de Indaiatuba. Para esta versão híbrida, disponível apenas no catálogo Altis, topo de linha, é projetada uma demanda mensal por 1 mil unidades.

 

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O motor 1.8 da versão híbrido flex entrega 101 vc, enquanto os elétricos garantem 72 cv – mas o desempenho não pode ser medido pela simples soma das potências, pois os elétricos atuam também na recarga da bateria.

 

Simomura calcula que 60% dos componentes do Corolla híbrido flex são produzidos por fornecedores locais, índice inferior ao das versões dotadas de propulsão a combustão – nele, chega a 70%, graças à produção do Dynamic Force 2.0 em Porto Feliz, SP.

 

O Corolla Altis versão híbrido flex diferencia-se do modelo a combustão pelo logotipo em azul nas grades dianteira e na tampa do porta-malas. Vem com kit multimidia compatível com os sistemas Apple Carplay e Android Auto, rodas de liga leve com 17 polegadas, sistema de partida com botão, farol de neblina e faróis e lanternas em LED, ar-condicionado digital, bancos em couro e o pacote de sistemas de segurança Toyota Safety Sense, por R$ 124 mil 990. Há a opção de adquirir um pacote premium que acrescenta teto solar, acabamento interior em duas cores, sensor de chuva, ar-condicionado dual zone e ajuste elétrico do banco do motorista, por R$ 6 mil.

 

Além da garantia de fábrica de cinco anos para o modelo a Toyota oferecerá aos consumidores oito anos de garantia para o sistema híbrido.

 

Foto: Divulgação.

Corolla agora tem motor 2.0 de Porto Feliz

São Bernardo do Campo, SP – Embora a novidade mais marcante da décima-segunda geração do Toyota Corolla produzida em Indaiatuba, SP, seja a opção de motor híbrido flex em uma das suas versões, a produção local de um motor a combustão é, também, marco importante para a companhia aqui. Pois será a primeira vez que o sedã trará sob o capô motor produzido em fábrica de Porto Feliz, SP, que recebeu R$ 600 milhões em investimento para ter em suas linhas o 2.0 Dynamic Force.

 

Com a expansão a fábrica alcançou capacidade para produzir 174 mil motores/ano, incluindo os 1.3 e 1.5 que equipam Etios e Yaris produzidos em Sorocaba, SP. Segundo Celso Simomura, vice-presidente de compras e engenharia, só para o Dynamic Force foram desenvolvidos doze fornecedores locais.

 

Não significou, no entanto, aumento de nacionalização: por embutir amplo conteúdo eletrônico muitos componentes ainda são importados: “A geração anterior tinha em torno de 70% de itens localizados. Mantivemos esse porcentual com o motor novo, pois o nível de tecnologia embarcada não permitiu avançar”.

 

Bloco, cabeçote e bielas são produzidos em Porto Feliz. Aisin, Barossi, Benteler, Bosch, Cestari, Dana, FM, Freudenberg-NOK, GKN, HBA, Mahle, Schaeffler fornecem outros itens como bombas, mangueiras, tubos, cárter e pistões.

 

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Nas contas da Toyota o motor nacional entrega 15% a mais de potência do que seu antecessor, alcançando 177 cv. O consumo foi reduzido em 9% na comparação com o 2.0 da geração anterior do Corolla. Outra novidade importante é a transmissão CVT com tecnologia Direct Shift: com o auxílio de engrenagens na caixa o carro alcança desempenho melhor na baixa rotação, aprimorando a arrancada – e solucionando uma das reclamações dos clientes do sedã.

 

Dotado de sistema flex fuel o Corolla 2.0 será, nas contas da Toyota, responsável pela maior parte das vendas – 3,5 mil unidades mensais, ante 1 mil do híbrido. Também possui catálogo mais amplo, com três versões: GLi, XEi e Altis. O câmbio manual foi aposentado na linha Corolla.

 

A GLi, de entrada, traz ar-condicionado manual, direção elétrica, computador de bordo com tela de 4,2 polegadas e sistema multimídia Toyota Play com tela de 8 polegadas sensível ao toque, com conexão para smartphones dos sistemas Android Auto e Apple CarPlay – outra demanda dos clientes. Por R$ 99 mil 990.

 

Na XEi o cliente tem ar-condicionado automático, controle de velocidade de cruzeiro, sistema de partida por botão e faróis de neblina em LED. Por R$ 110 mil 990.

 

Por fim a Altis, topo de linha da gama, oferece faróis dianteiros em LED, pacote de segurança Toyota Safety Sense, ar-condicionado automático dual zone, banco do motorista com regulagem elétrica, teto solar elétrico e sensor de chuva. Por R$ 124 mil 990.

 

Foto: Divulgação.

Quinze novos fornecedores integram a base do Corolla

São Bernardo do Campo, SP – A Toyota elevou em 16% a quantidade de peças e componentes nacionalizados para a décima-segunda geração do Corolla, na comparação com a anterior. De acordo com Celso Simomura, vice-presidente de compras e engenharia, são mais de 1,3 mil part numbers para as versões 2.0 flex e 1.8 híbrido flex, fornecidos por 116 empresas – 8% mais –, das quais quinze desenvolvidas para esta nova geração.

 

A base majoritária está em São Paulo, onde fica a fábrica de Indaiatuba: são 97 fornecedores, dos quais seis estão em Sorocaba, no parque situado próximo à unidade fabril do Etios e do Yaris. Oito fornecedores estão em Minas Gerais, três no Paraná, outros três no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Ainda há três fornecedores em Manaus, AM, de componentes eletrônicos.

 

Edscha, Galutti, Itaesbra, Mubea, Nichibras, Eberspacher, Vuteq, Sika, Autometal, S Riko, Keko, Kitoplastic, MC Gard, Alux e Idemitsu são os novatos da base de fornecedores do Corolla.

 

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A produção do motor em Porto Feliz, SP, demandou doze novos fornecedores: a Aisin fornece o alojamento dos comandos do cabeçote, o coletor de admissão, a tampa da corrente de sincronismo e a bomba de óleo. A Barossi é fornecedora da vareta do nível de óleo e do cárter e a Benteler produz o coletor de escapamento. A Bosch fornece a bomba de vácuo, a Cestari as capas das bronzinas e a Dana a junta do coletor de escapamento.

 

Os pistões e as válvulas de escapamento ficaram a cargo da FM, a Freudenberg-NOK produz a junta da entrada de água e a GKN fabrica a coroa e o eixo da bomba de óleo e a coroa da árvore de manivelas. A mangueira de água é feita pela HBA e a Mahle fornece o comando de admissão, de escapamentos, a tampa de válvulas e os pinos de pistão. E a Schaeffler é a fabricante do tucho hidráulico e do balancim das válvulas.

 

Simomura ressaltou, porém, que mesmo com a integração de novas peças e fornecedores e a nacionalização do motor 2.0 o índice de localização da versão a combustão não se alterou: ficou na casa dos 70%. No caso do híbrido chega a cerca de 60%: “Muitos componentes, em especial eletrônicos, ainda precisam ser importados”.

 

Próximo à fábrica de Indaiatuba instalou-se a Vuteq IDT Ideal Logistics, que será a responsável pela logística e também pela montagem de alguns componentes como para-brisa e o sequenciamento dos bancos. Segundo Simomura a iniciativa gerou oitenta novos empregos na região.

 

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Negociação Ford-Caoa segue por mais 45 dias

São Paulo – O destino da fábrica do bairro do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP, obtida pela Ford em 1967 por meio da compra das operações da Willys Overland, ainda não foi oficialmente selado: na terça-feira, 3, o governador João Doria convocou a imprensa ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para anunciar que as empresas entraram no processo de due dilligence. A novela seguirá por mais 30 a 45 dias.

 

O processo de diligência prévia é uma espécie de investigação que o investidor faz em uma oportunidade de negócio para avaliar os riscos de transação. Executivos da Caoa e da Ford, presentes em Palácio, afirmaram requerer esse período de tempo para bem avaliar se, enfim, fecham o negócio. Além da compra da fábrica, as discussões envolvem o uso da marca Ford Caminhões pela Caoa, que pagaria royalties à Ford pelos produtos, de acordo com Mauro Correia, presidente do Grupo Caoa.

 

As discussões seguem desde março, quando Doria informou que procuraria um novo dono para o tradicional terreno do bairro do Taboão, após a Ford anunciar que deixaria de produzir ali e que sairia do negócio de caminhões na América do Sul.

 

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Kia lidera vendas de importados no ano

São Paulo – Mesmo com queda de 21,1% nas vendas até agosto a Kia segue como a marca importada mais vendida no Brasil, com 6 mil 284 licenciamentos no período, segundo dados divulgados  pela Abeifa, entidade que representa os importadores. Em segundo lugar aparece a Volvo, que no acumulado do ano expandiu suas vendas em 20,1%, com 4 mil 863 unidades comercializadas.

 

O terceiro lugar ficou para a BMW, que foi a marca que mais aumentou suas vendas no ano, alta de 59,3% e 2 mil 934 carros vendidos. A Land Rover aparece na quarta posição, com crescimento de 29,1% e 1 mil 979 veículos comercializados de janeiro a agosto. A chinesa JAC fecha o Top 5 com 1 mil 330 licenciamentos, volume 53,6% menor do que o registrado no mesmo período de 2018.

 

Ranking por modelo – Por aqui nada mudou do primeiro ao quinto colocado, e Kia e Volvo seguem dominando o ranking. O modelo mais vendido no ano continua sendo o Sportage, com 2 mil 742 emplacamentos e, em segundo lugar, aparece o Volvo XC60, 2 mil 132 licenciamentos.

 

O terceiro lugar continua com o Kia Bongo, que vendeu 1 mil 566 unidades até agosto, seguido pelo Volvo XC40, que registrou 1 mil 542 vendas. O Kia Cerato fecha a lista com 1 mil 428 unidades comercializadas.  

 

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Abeifa admite rever mais uma vez as projeções

São Paulo – A revisão para baixo das projeções de vendas de veículos das associadas da Abeifa, feita em julho, dificilmente será alcançada, segundo o seu presidente José Luiz Gandini. Em nota divulgada na terça-feira, 3, ele admite que dificilmente as associadas venderão 40 mil unidades até o fim do ano: de janeiro a agosto foram 22,2 mil veículos, recuo de 10,7% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

No início do ano os importadores estavam ainda mais otimistas: projetaram 50 mil unidades. Em 2018 as vendas do setor somaram 37,5 mil unidades.

 

Considerando apenas agosto os licenciamentos somaram 3 mil 31 unidades, contra 2 mil 952 do mês anterior, alta de 2,7%. Quando comparado com o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidos 3,8 mil unidades, o setor registrou queda de 20,2%.  

 

Mesmo com os números bem abaixo do esperado Gandini ressaltou o desempenho de agosto contra julho, quando o setor cresceu 2,7%: “Além de algumas associadas terem recuperado vendas mensais em agosto tivemos um dia útil a menos do que em julho”.

 

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