Para evitar furtos, Audi oferece troca gratuita de peça

São Paulo – A rede de concessionárias Audi passou a oferecer a seus clientes a reposição gratuita das grades frontais inferiores do A3, A4 e Q3. O motivo: buscar reduzir o número de furtos do componentes.

 

Segundo a empresa, 90% das vendas na reposição foram para clientes que tiveram a peça furtada. Oferecendo gratuitamente, a Audi acredita que pode reduzir o comércio ilegal do componente.

 

As grades já estão disponíveis nas concessionárias da Audi em todo o País e, para solicitar a reposição da peça sem custos, o cliente deve apresentar boletim de ocorrência com as informações do veículo e do furto. Segundo a Audi a troca está sendo feita na hora e demora poucos minutos. A campanha é válida para unidades produzidas a partir de 2013.

Brasil e Alemanha sustentam vendas do Grupo Traton

São Paulo – O Grupo Traton anunciou na terça-feira, 30, o balanço referente à sua operação global no primeiro semestre. Por meio de comunicado a companhia, que controla as subsidiárias MAN, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus, informou que registrou receita de 13,5 bilhões de euro, desempenho superior ao obtido no primeiro semestre do ano passado, com receita 12,6 bilhões de euro. O lucro operacional no período “foi maior do que 1 bilhão de euro”.

 

O volume total de veículos vendidos pelo grupo foi de 123 mil 336 unidades, o que representou crescimento de 10% sobre o volume vendido no janeiro-junho do ano passado. O crescimento foi creditado ao contínuo desenvolvimento dos principais mercados da Europa, especialmente a Alemanha, e do Brasil.

 

O desempenho comercial nestas regiões fez com que o resultado no primeiro semestre fosse positivo ainda que registrado recuo em outros mercados – Rússia, Índia e Turquia, no segmento de caminhões, e México, Irã e Arábia Saudita, no segmento de ônibus. Separando o balanço por área de atuação a receita obtida com as vendas de veículos foi de 13,3 bilhões de euro. A receita com o segmento de serviços financeiros chegou a 419 milhões de euro.

 

Durante o primeiro semestre a MAN registrou vendas unitárias de 54 mil 28 veículos, crescimento de 10% sobre o resultado do primeiro semestre de 2018. A Scania, por sua vez, vendeu 51 mil 524 caminhões e ônibus, 10% a mais. A VWCO vendeu 20 mil 384 unidades, 18% a mais.

 

Foto: Divulgação.

Caoa-Chery quer dispor de 111 concessionárias até 2020

São Paulo, SP – Márcio Alfonso, CEO da Caoa-Chery, disse que a meta da companhia é expandir a sua rede de concessionárias até o fim do primeiro semestre do ano que vem, chegando a 111 unidades. Em entrevista exclusiva para a Agência AutoData ele recordou que “hoje, temos 83 unidades e projetamos essa expansão por causa das negociações que estão acontecendo com outros grupos empresariais que entrarão no nosso negócio e que serão responsáveis por inaugurar a maior parte das novas lojas”.

 

De acordo com ele as negociações estão bem adiantadas e, até outubro, a Caoa-Chery pretende nomear quinze novos grupos empresariais, que se juntarão a outros 25 que já são responsáveis por administrar uma ou mais concessionárias da companhia:

 

“Com a chegada dos novos parceiros comerciais teremos novos braços de negócios espalhados pelo Brasil e isso nos ajudará a atingir as metas de crescimento dos próximos anos, pois viemos para disputar mercado com as grandes empresas e queremos estar junto com as principais marcas do País”.

 

[IMGADD]

 

Alfonso disse que os novos grupos empresariais a ser nomeados têm tamanhos diferentes, alguns são grandes, já atuam no setor automotivo e administrarão mais de uma unidade, enquanto outros, de porte menor, terão apenas uma unidade para administrar.

 

O processo de expansão de rede é uma das ideias que a Caoa-Chery vem trabalhando muito fortemente para conseguir crescer no País: iniciou suas operações no começo do ano passado com 25 unidades e, em dezembro, já tinha 65 pontos de venda.

 

Fotos: Divulgação.

 

Nova indústria é o foco do Simea este ano

São Paulo – Está programado para 21 e 22 de agosto o Simea 2019, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. Na edição deste ano a AEA, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, abordará temas relacionados às inovações em mobilidade e aos desafios que serão enfrentados pela indústria em torno do novo regime automotivo brasileiro, o Rota 2030.

 

Segundo Maurício Lavoratti, coordenador do evento, o foco da edição deste ano, afora os temas que serão tratados, está centrado na aproximação de públicos afins aos assuntos: “O evento reunirá pilares envolvidos em debate sobre inovação, e precisamos estabelecer um diálogo com os personagens responsáveis pela construção do futuro da indústria, porque diversos setores estarão interconectados para desenvolver as próximas inovações”.

 

Constam na grade de programação, disse Lavoratti na terça-feira, 30, as sessões técnicas nas quais serão apresentados projetos desenvolvidos ou em andamentos de soluções para a indústria automotiva, muitas delas sobre combustíveis alternativos, powertrain e segurança veicular. O evento deste ano também abordará temas prementes, como conectividade ou “como o motorista e a cidade se conectam ao veículo”.

 

“Para a AEA representa um passo importante poder falar para um público como o que estará lá sobre soluções inteligentes para mobilidade. O que a cidade pede e o que as montadoras podem oferecer?”.

 

O segundo pilar do evento são as políticas automotivas para a próxima década. O evento tem como mote a nova era da indústria a partir do Rota 2030, o programa que, disse Lavoratti, exigirá da indústria projetos inovadores do ponto de vista da segurança veicular e tecnologia para motores: “A discussão se dará no campo da produção local de novos componentes e como a indústria poderá melhorar para atender demandas do mercado externo”.

 

Afora os temas sobre inovação durante o evento será feito anúncio das instituições responsáveis pela gestão dos projetos inscritos por montadoras e empresas produtoras de autopeças no Rota 2030: “O Embrapii deve ser uma delas, e as demais serão apresentadas durante o evento”.

 

É esperado para a edição deste ano público formado por 1,2 mil pessoas, audiência maior do que a registrada no ano passado, novecentas.

 

Em função do maior público, e do maior número de empresas expositoras, a organização do evento escolheu o Novotel Center Norte, em São Paulo, como espaço para a realização do Simea.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen foi a montadora mais buscada

São Paulo, SP – A Volkswagen foi a montadora mais buscada no segmento de automóveis zero quilômetro durante o primeiro semestre, seguida por Chevrolet e Fiat, de acordo com estudo divulgado pela KBB Brasil em parceria com o iCarros.

 

No ranking dos modelos zero quilômetros mais procurados a Chevrolet assume a ponta com o Onix liderando a busca por hatches, seguido pelo Renault Kwid e pelo Volkswagen Polo. No caso dos sedãs o Honda Civic puxa a fila, o Chevrolet Prisma ficou na segunda posição e, na terceira, apareceu o Toyota Corolla.

 

O Volkswagen Gol foi o hatch mais procurado no mercado de usados e, logo atrás, aparecem dois modelos da Fiat, o Palio e o Uno. No segmento dos sedãs o Toyota Corolla usado foi o mais procurado, o Honda Civic o segundo e o Chevrolet Prisma o terceiro.

 

Foto: Divulgação.

Na PSA Lindaura Prado é a nova VP de RH

São Paulo, SP – Lindaura Prado assumiu o cargo de vice-presidente de recursos humanos do Groupo PSA na América Latina, sucedendo a Monice Santos, que deixará a companhia depois de dez anos. Prado responderá diretamente a Patrice Lucas, presidente da empresa para o Brasil e a América Latina.

 

Prado entrou no grupo em 2007 e desde 2017 trabalhava na França, participando de grandes projetos envolvendo a internacionalização do grupo. A executiva é formada em psicologia pela Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, e tem MBA em gestão de pessoas pela FGV, Fundação Getúlio Vargas.

Volare vende dezesseis micro-ônibus no RJ

São Paulo, SP – A Volare entregou dezesseis micro-ônibus para a Paixão Tour Transportes, de Vassouras, RJ. As unidades são do modelo Fly 9 Escolar, em duas configurações, que serão usadas no transporte de estudantes de algumas cidades cariocas.

 

Dos dezesseis veículos dez têm capacidade para transportar cinquenta passageiros, com motor Cummins ISF 3.8 de 162 cv e os outros seis transportam 43 passageiros, equipados com o mesmo motor.

 

Foto: César Xavier.

Toyota inicia vendas do Prius 2019

São Paulo, SP – A Toyota já está recebendo pedidos para a linha 2019 do Prius, seu primeiro modelo híbrido vendido no Brasil, que chega ao mercado com algumas mudanças visuais. Na dianteira o farol traz novo desenho e na traseira a novidade são as lanternas redesenhadas e as rodas com novo acabamento.

 

No interior o acabamento do painel agora é todo preto e o kit multimídia é novo, com tela sensível ao toque de 7 polegadas, sendo o mesmo que a empresa lançou em julho na Hilux e no SW4.

 

O novo Prius estará disponível nas concessionárias em agosto, em versão única, com preço de R$ 128 mil 530.

 

Foto: Divulgação.

Mercado ainda espera o efeito dos juros baixos

São Paulo, SP – O mercado financeiro projetou na segunda-feira, 29, queda da taxa Selic dos atuais 6,5% para 5,5% até dezembro, porcentual que representa seu menor patamar histórico e que deverá perdurar até 2020. Em teoria a notícia deveria animar o setor automotivo, no qual se repetiu como mantra, sobretudo no primeiro semestre, que mais automóveis seriam vendidos no País em função da queda da taxa de juros – que promoveria parcelas menores nos financiamentos e animaria, assim, os consumidores a saírem às compras.

 

Não foi bem assim. Na prática o que se viu, nos primeiros seis meses do ano, foram volumes maiores na comparação com idêntico semestre do ano passado gerados, basicamente por causa das vendas diretas aos frotistas e da realização de promoções agressivas nas concessionárias, segundo consultores ouvidos pela Agência AutoData. Há também outro fator: com a crise na Argentina as montadoras e suas redes de revendedores tiveram de criar meios comerciais criativos para escoar uma produção que tinha lá como destino, a princípio.

 

“A queda da taxa de juros influencia diretamente na compra de veículos, mas a taxa de juros dos bancos de varejo, no primeiro semestre e já há algum tempo, não caíram com a mesma intensidade, e elas têm um peso importante na aquisição de novos veículos. O crescimento registrado se deu em função de promoções e vendas diretas”, disse Roberto Barros, consultor da IHS Automotive. “O cenário macroeconômico ainda não animou os bancos o suficiente para que eles promovam diminuição dos juros, que poderá ocorrer após a execução das reformas.”

 

Segundo relatório do Banco Central sobre taxas de juros para aquisição de veículos para pessoa física até junho a variação do juro praticado pelos bancos de varejo e das montadoras ficou compreendida de 10% a 60% ao ano. Para o consultor as reformas poderão provocar um clima maior de confiança nas instituições financeiras, refletindo em juros menores, algo de 16% a 17%: “Se chegar a esse patamar poderemos ver reflexos diretos nas vendas de automóveis”.

 

Já a taxa Selic vem sendo reduzida pelo Banco Central de forma acentuada desde outubro de 2016: caiu de 14,25% para 6,5% em abril, um nível que se mantém.

 

Para Rodrigo Nishida, especialista no setor automotivo da LCA Consultores, o cenário de vendas de automóveis calcadas na modalidade direta será mantido no segundo semestre. No entanto a proposta de saque do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, feita pelo governo poderá significar vendas maiores no segundo semestre: “A proposta de saque de recursos do fundo no dia do aniversário do contribuinte poderá produzir reflexo interessante nas vendas de automóveis”.

 

Medidas como a proposta pelo governo, referente ao FGTS, melhoram o ambiente de negócios, disse Antônio Jorge Martins, coordenador do curso de gestão automotiva da FGV, a Fundação Getúlio Vargas, pois existe, de fato, demanda reprimida por automóveis, que deverá ser atendida com aumento da confiança do consumidor diante do atual cenário: “Como houve desestímulo nos últimos tempos, e redução do mercado, é natural que o consumidor pessoa física tenha recuado. Mas o mercado sempre se reduz pontualmente, porque o desejo de comprar não é eliminado e, sim, postergado até que a economia volte a proporcionar confiança”.

 

Em janeiro a expectativa da Fenabrave era a de que a oferta de crédito e a baixa taxa de juros puxassem as vendas do setor até um crescimento de dois dígitos no ano. Em julho, no entanto, a entidade divulgou revisão dos números para o segmento de automóveis: recuo de 10,3% para 7,4% de crescimento. A Anfavea, por sua vez, espera que o crescimento neste mercado, no ano, seja de 11,3%, mas a entidade deverá rever os seus número ao longo do segundo semestre.

 

As vendas de veículos leves, de acordo com o último balanço da Anfavea, encerraram o semestre com 1 milhão 251 mil 772 unidades, alta de 12% ante igual período no ano passado. Os financiamentos de automóveis novos, no mesmo período, chegaram a 635 mil 310 unidades, o que representa alta de 5,3% sobre os financiamentos realizados no janeiro-junho de 2018.

 

A participação das vendas diretas nos licenciamentos de automóveis e comerciais leves realizados no primeiro semestre chegou a 45%, porcentual que representa fatia recorde no mercado nacional: nunca, em toda a história, as vendas diretas chegaram tão perto de representar a metade do volume total do período. O índice incomodou a Fenabrave, que considerou o cenário atual insalubre ao principal negócio das concessionárias.

 

Foto: Divulgação.

Deboche de ministro fura campanha da S10

São Paulo, SP – Tudo bem. O marketing das empresas fabricantes de veículos sempre foi muito criativo em suas campanhas, algumas marcantes no imaginário do brasileiro. Você que nos lê agora deve ter a sua inesquecível. Mas dessa vez a Chevrolet, em sua mais recente campanha da picape S10, chamou a atenção mesmo sem que fosse lançada oficialmente, por abordar, em tom de deboche, alguns temas importantes — não só para o País mas, também, para o resto do mundo.

 

Foi o que ocorreu no sábado, 29, no twitter. Para surpresa da própria General Motors, de acordo com Hermann Mahnke, seu diretor de marketing Chevrolet, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, postou a pérola que estampa esta reportagem. Imediatamente uma onda tomou conta da rede, com ataques e comentários de defesa tanto pela atitude do ministro de Estado quanto pelo conteúdo da peça publicitária. Até o fechamento desta reportagem o post no twitter Ricardo Salles MMA com o vídeo da campanha da S10 contava 26,5 mil curtidas, 6 mil compartilhamentos e 3,5 mil comentários. É de se imaginar a exponencial repercussão deste conteúdo nas redes. Mahnke disse que “a primeira exibição da nova campanha da S10 estava programada para a TV, no campeonato brasileiro de futebol, no domingo. A postagem do ministro foi uma surpresa”.

 

Mais do que tudo o que se extrai dessa verdadeira batalha nas mídias sociais que envolveu a fabricante de veículos foi o tom de deboche atribuído inicialmente à peça, cujo texto ministerial que acompanha o vídeo contribuiu bastante.

 

Será que vende picape debochar da opinião de muitos brasileiros, e da ciência, sobre os riscos no uso de transgênicos na agricultura, debochar da necessidade imperativa da proteção do meio ambiente, e dos próprios consumidores, na medida em que são eles que reclamam de tudo isso, segundo o locutor da peça publicitária?

 

Essa foi a pergunta de muitos e muitos, pois ficou evidente que o ministro do meio ambiente, reconhecidamente um defensor de grupo de ruralistas que quer explorar as riquezas naturais do Brasil sem avaliar as consequências para o próprio País e para o planeta, exagerou no deboche, jogando a picape da Chevrolet, e a própria marca, nessa discussão.

 

No entanto, não está sendo surpresa para a Chevrolet a repercussão da campanha. Disse o diretor da GM que “esta não é a primeira campanha com temas relevantes para a audiência. Faz parte de uma linha que adotamos no marketing desde 2017”. Com 50% das vendas da S10 destinadas ao público relacionado de alguma forma ao agronegócio o objetivo da GM é fazer conexão com essa audiência, posicionando sua picape como um “produto com opinião”.

 

Foram feitos testes com o público do agro comprovando que a mensagem teria adesão. Inclusive foi uma das campanhas que a equipe de marketing da GM mais gostou justamente porque ilustra bem a imagem dessa audiência com a qual a marca Chevrolet quer estabelecer uma relação. Ou estreitá-la.  

 

Do outro lado, o da repercussão no fim de semana, suscita uma análise mais profunda. Mesmo com a avaliação de 87% de “positividade” da campanha da S10 medido pela GM no sábado e no domingo, segundo Mahnke, o posicionamento com relação ao meio ambiente tem sido cada vez mais relevante na tomada de decisão do cliente. Em todos os setores, não apenas no automotivo. O uso do plástico descartável, das milhares de embalagens que entopem lixões mundo afora, da segurança alimentar – e o uso de agrotóxicos comprovadamente nocivos ao ser humano e outros animais -, o aquecimento global, no qual o setor automotivo tem grande participação apesar de nunca admitir claramente – tudo isso está dentro do rol de prioridades do consumidor.

 

Assim, para não parecer ecochato e continuar enumerando uma lista interminável de temas correlatos a estes que deveriam ser importantes para as empresas do setor automotivo se reinventarem frente a um consumidor cada dia mais consciente, conectado e prático, ficou a dúvida nas redes sociais: a S10 representa o povo insensível e despreocupado com o futuro? E o pior: eles são maioria?