Para Anfavea, vendas diretas estão dentro da realidade

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CompartilheBalanço da Anfavea
04/07/2019

São Paulo – O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, passou um recado para os concessionários de veículos, que nesta semana reclamaram do alto índice de vendas diretas no total de automóveis e comerciais leves comercializados no mercado brasileiro no primeiro semestre do ano: essa modalidade de vendas chegou para ficar e os revendedores terão que se adaptar a esta nova realidade do mercado.

 

“Na União Europeia é assim também”, disse Moraes na coletiva à imprensa na quinta-feira, 4. “Aqui em São Paulo a frota das locadoras é de mais de 500 mil veículos, sendo 45% em aplicação de empresas frotistas. A distribuição precisa repensar o modelo de negócio".

 

Segundo a Anfavea o mercado de veículos registrou alta de 12,1%  no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, com 1 milhão 308 mil 174 veículos licenciados. “O crescimento até junho foi muito bom e próximo da alta que projetamos para o ano. Para o segundo semestre a expectativa é a de que a reforma da Previdência seja aprovada para que a economia apresente números melhores”.

 

Considerando apenas junho as vendas somaram 223 mil 198 unidades, com média diária de 11 mil 747 veículos licenciados – a melhor média do ano e o melhor junho desde 2015. Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve expansão de 10,5% e, ante maio, retração de 9,1%, causada pelos três dias úteis a menos do mês passado.

 

“Mesmo com a queda na comparação com maio tivemos números muito bons em junho, principalmente na última semana, que em um dia registrou vendas acima de 21 mil unidades. A média de vendas por dia nesse período chegou a 15 mil veículos”.

 

Os estoques fecharam o mês com volume suficiente para 42 dias de vendas – um dia a menos com relação ao mês anterior. Para Moraes o volume é estável e está de acordo com o planejamento das montadoras para atender ao mercado.

 

Foto: Divulgação.