Marcopolo aumenta produção e exportação no primeiro trimestre

São Paulo – A Marcopolo produziu 3,3 mil veículos no primeiro trimestre de 2025, leve alta de 1% na comparação com iguais meses de 2024, segundo balanço divulgado pela empresa. Deste total 2 mil 748 unidades foram fabricadas no Brasil e 546 no Exterior, gerando receita líquida de R$ 1,7 bilhão, crescimento de 1,7% na mesma base comparativa.

De janeiro a março a Marcopolo registrou maior demanda por ônibus rodoviários, dedicados a operações de fretamento, seguido pela demanda por veículos urbanos e micro-ônibus. As vendas do modelo elétrico Attivi somaram 32 unidades, todas entregues na cidade de São Paulo.

As exportações cresceram 86,3% no primeiro trimestre. No balanço alguns países foram citados como relevantes de janeiro a março, como Argentina, México, Austrália e África do Sul.

Vendas de vans, caminhões e ônibus caem na Europa

São Paulo – As vendas de vans, caminhões e ônibus registraram queda no mercado europeu no primeiro trimestre, de acordo com dados divulgados pela Acea, entidade que representa as montadoras locais. Segundo a entidade o recuo foi causado pela menor demanda nos principais mercados por causa do crescimento econômico lento.

O mercado de vans somou 352,5 mil unidades vendidas de janeiro a março, queda de 12,2% na comparação com idênticos meses do ano passado. A maior retração foi registrada na Itália, de 15,2%, seguida por Alemanha e França com recuo de 10,7%. Dos quatro principais países, apenas a Espanha registrou crescimento de 12,6% nas vendas.

O segmento de caminhões recuou 16% no primeiro trimestre, com 72,9 mil vendas. Segundo a Acea este recuo foi puxado por vendas 16% menores de caminhões pesados e uma queda de 12,5% na demanda por caminhões médios.

Os quatro principais mercados de caminhões caíram de janeiro a março, com a maior queda registrada na Alemanha e França, 25,4% e 17,6%, respectivamente. Na Espanha o volume de vendas foi 12,8% menor e na Itália recuaram 9,4%.

As vendas de ônibus registraram a menor retração no primeiro trimestre, de 1,8% com relação a iguais meses do ano passado, acumulando 8,7 mil unidades. Na Alemanha houve o maior recuo, de 15%, seguida pela Itália que viu o mercado retrair 7,3%, enquanto a Espanha registrou pequena queda de 0,5%. Na França houve leve alta de 0,1% de janeiro a março.

Volkswagen amplia linha esportiva com o Nivus GTS

São Paulo – O primeiro de três modelos com apelo esportivo começa a chegar nas próximas semanas às concessionárias Volkswagen. Produzido em São Bernardo do Campo, SP, o Nivus GTS substitui o Polo na linha esportiva, que ganhará ainda a companhia do Jetta GTI e do Golf GTI, ambos importados.

Inédito, o Nivus GTS conta com motor 250 TSI, 1.4 turboflex, que alcança 150 cv com apoio do câmbio automático de seis marchas, cujas trocas podem ser feitas em borboletas no volante. Para dar mais segurança à esportividade o modelo conta com pacote ADAS que oferece ACC, AEB e assistente de permanência na faixa, seis airbags e controles de tração e estabilidade, além de bloqueio eletrônico.

Os pormenores em vermelho na parte inferior do para-choque e no acabamento interno, a sigla GTS na grade frontal, tampa traseira e nas laterais e os retrovisores externos em pretos dão o tom no design. Iluminação é full led e rodas de 18 polegadas. Internamente os bancos têm revestimento premium e formato exclusivo no dianteiro, para dar o ar de esportividade.

Afora o VW Connect há opção de carregamento de smartphone por indução. O Nivus GTS chega às revendas por R$ 175 mil.

FPT apresenta motor conceito para tratores movido a etanol

São Paulo — A FPT Industrial apresentou na Agrishow 2025 o seu novo conceito de motor movido a etanol, o N67. Ele usa a mesma base de componentes de um motor similar movido a gás, que trabalha em ciclo Otto.

O projeto foi apresentado em parceria com a Case IH, equipando o trator Puma 230 que é dedicado ao apoio na colheita de cana-de-açúcar. Com ele as duas empresas passam a oferecer solução completa para colheita de cana-de-açúcar com baixa emissão de CO2, junto com a colhedora que já está em testes no campo, na usina São Martinho, equipada com motor Cursor 13, de 12.9 litros, também movido a etanol.

Motor conceito N67 movido a etanol

O motor conceito N67 de 6.7 litros tem 237 cv de potência e é mais uma aposta da FPT e da Case IH para a descarbonização das máquinas agrícolas que são comercializadas na América Latina, onde as duas empresas apostam nos biocombustíveis.

Estre Ambiental testa caminhão elétrico da BYD em Curitiba

São Paulo – A Estre Ambiental, empresa de serviços de limpeza que opera em Curitiba, PR, iniciou os testes com o caminhão elétrico BYD eT5. O veículo não emite poluentes enquanto opera e nem ruídos sonoros, sendo ideal para operações de coleta em horários noturnos.

Vendido no Brasil com foco na distribuição urbana o veículo avança para outros segmentos, equipado com bateria de 99 kWh que gera autonomia de até 185 quilômetros e pode ser recarregada em duas horas, dependendo do eletroposto. O motor elétrico é de 145 kW e gera 197 cv de potência.

Consórcios registram a maior venda trimestral dos últimos 20 anos

São Paulo – A venda de novas cotas de consórcio atingiu o maior volume trimestral dos últimos vinte anos, chegando a 1 milhão 230 mil adesões de janeiro a março, de acordo com balanço divulgado pela Abac, entidade que representa o sistema nacional de consórcios. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024 houve aumento de 26%.

O volume de negócios cresceu 36,4% no primeiro trimestre sobre idênticos meses do ano passado, somando R$ 105,4 bilhões. 

O segmento de veículos leves representou a maior parte das novas vendas no primeiro trimestre, com 489,3 mil adesões, seguido pelo de motocicletas com 357,3 mil adesões. A venda de novas cotas de imóveis chegou a 284,7 mil e as de veículos pesados aparecem na quarta posição com 45,2 mil.

Juros caem e inadimplência cresce em financiamentos de veículos

São Paulo – Apesar do ligeiro aumento da inadimplência a taxa média de juros cobrada nos financiamentos de veículos 0 KM cedeu mais 0,5 ponto porcentual em março, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil na quarta-feira, 30. De 29,1%, média em fevereiro, caiu para 28,6%, em março.

É ainda uma taxa média alta, comparando com os últimos meses. Ficou 1,1 ponto porcentual acima da registrada em dezembro e 3,2 pontos superior à de um ano atrás. Mas a taxa Selic também cresceu nos últimos doze meses, de 10,75% para os atuais 14,25%.

Em janeiro a taxa média de juros para compra de carros 0 KM alcançou seu maior valor da história, segundo a Anfavea: 29,5%.

Em sentido oposto a inadimplência, que vinha recuando, voltou a subir em março. Os atrasos nos pagamentos de financiamentos de veículos 0 KM superiores a noventa dias alcançaram 4,7% dos contratos no mês passado, 0,3 ponto porcentual acima de fevereiro.

Desde dezembro a inadimplência cresceu 0,5 ponto. Em um ano, porém, recuou 0,2 ponto porcentual.

Mahle desenvolve tecnologia em três turnos no Brasil

São Paulo – A expressão “a todo vapor” é comumente aplicada ao ritmo de trabalho de linhas de produção, nem tanto para laboratórios de pesquisa e desenvolvimento que costumam obedecer a tempos mais alongados. Não é o caso da Mahle, que colocou para trabalhar em três turnos os cerca de 240 técnicos e engenheiros de seu Centro Tecnológico de Jundiaí, SP, um dos onze da companhia alemã no mundo.

Diretor de P&D da Mahle e chefe do Centro Tecnológico, também vice-presidente da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Everton Lopes contou que o volume de trabalho em projetos vem crescendo ano a ano em Jundiaí, tanto para projetos locais quanto globais da companhia: “Crescemos 12% em 2024 sobre 2023 e para este ano nossa expectativa é crescer 13%”.

O crescimento destacado por Lopes é medido em horas dispensadas aos diversos projetos: quer dizer que, em 2024, o moderno Centro Tecnológico da Mahle em Jundiaí entregou algo como 255 mil horas de engenharia e deve ultrapassar 320 mil horas em 2025.

Para tanto o número de funcionários já cresceu 60% nos últimos dois anos e as contratações continuam, segundo Lopes: “Nos últimos dez meses contratamos 66 novos engenheiros, todos com alta qualificação e domínio de idiomas para se comunicar com os outros centros que temos no mundo. Existem hoje engenheiros muito bons disponíveis no mercado brasileiro”.

Hub global

A unidade, desde 2008 instalada em um prédio com ares futuristas no entroncamento das rodovias Anhanguera e Bandeirantes, é um hub global de engenharia do Grupo Mahle e desenvolve ali boa parte dos componentes de motor, como coletores e outras peças, sistemas de climatização e compressores de ar-condicionado.

Sala de teste de motores da Mahle em Jundiaí: desenvolvimento próprio e para empresas. Fotos: Divulgação

São exportados cerca de 40% dos serviços realizados para outras subsidiárias no mundo. Há pouco mais de um ano foi inaugurado ali o Centro Global de Biomobilidade da Mahle, dedicado a projetos que envolvem biocombustíveis e biomateriais. Desde 2023 o local sedia o Centro de Engenharia Américas para Filtros. Também está na lista de atribuições o desenvolvimento de sistemas de gerenciamento térmico, tanto para motores a combustão como elétricos, que precisam de arrefecimento para baterias e motores.

No 60% do tempo dedicado a projetos locais, para América do Sul, a Mahle atende não só a desenvolvimentos próprios mas, também, a dezenas de empresas do setor automotivo, que todos os anos usam seus laboratórios em Jundiaí para desenvolver e validar componentes e motores – o centro é credenciado pelo Inmetro para medições de emissões. “Por exemplo: todos os pistões dos motores turboflex utilizados hoje no Brasil foram desenvolvidos pela Mahle em Jundiaí.”

O bom resultado do trabalho pode ser medido pelas 120 patentes ativas de projetos desenvolvidos pela Mahle em seus laboratórios brasileiros. De acordo com Lopes o centro gera para a empresa de cinco a dez novas patentes por ano.

Projetos de biomobilidade

Dentre os projetos em andamento no Centro Tecnológico Lopes afirma que a principal especialidade está no desenvolvimento avançado de motores a combustão mais eficientes com uso de biocombustíveis e hidrogênio, sistemas híbridos flex e biomaterias para uso em autopeças.

Componentes desenvolvidos pela Mahle para motores a combustão com hidrogênio Foto: Divulgação.

A Mahle está credenciada no Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, para receber créditos tributários do governo federal em troca de investimentos em projetos: “Estamos habilitados desde o começo do programa, em março de 2024, e já desenvolvemos a segunda fase do nosso projeto de biomobilidade voltado ao aumento da eficiência energética de motores”.

O objetivo principal é reduzir para menos de 20% a diferença de consumo do etanol hidratado para a gasolina E27, que atualmente flutua de 30% a 25% em favor do combustível fóssil: “Buscamos uma melhor paridade energética para o etanol, estamos chegando perto de algo como 19% ou 18%”.

Lopes observa que existe um crescente interesse pelo uso de etanol como alternativa viável para reduzir emissões de CO2, principalmente dos países do chamado Sul Global: “Já recebemos em Jundiaí a visita de delegações da Índia, Indonésia, Tailândia e também dos Estados Unidos. São países que produzem etanol e querem aumentar seu uso no transporte”.

Está em curso o projeto denominado Motor BR Pós 2027, com a meta de reduzir as emissões de NMOG, gases orgânicos não-metano, produzido por motores a etanol e que tem a contraindicação de criar ozônio na baixa atmosfera, prejudicial à saúde. A terceira fase do Proconve L8 prevê a drástica redução deste poluente a partir de 2027, o que faz a Mahle trabalhar para resolver o problema que poderia prejudicar o uso do etanol, mas segundo Lopes esta questão está “bem encaminhada” em seus laboratórios.

Em outra frente a Mahle já realizou experiências bem-sucedidas com o BeVant, biodiesel avançado desenvolvido pela Be8 que pode ser utilizado em qualquer motor diesel sem necessidade de adaptações.

No fim do ano passado a Mahle captou R$ 110 milhões da Finep, Financiadora de Estudos e Projetos. Os recursos serão utilizados, em um ciclo de três anos, para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias de mobilidade sustentável, incluindo novos sistemas de propulsão, uso de materiais reciclados, ampliação da infraestrutura de inovação, localização de novas tecnologias e digitalização de produtos e serviços.

No campo dos biomateriais Lopes assinalou que o Mover, por meio da imposição de metas de reciclabilidade dos veículos vendidos no País, abre oportunidades de desenvolvimento. Ele citou, por exemplo, a utilização de matérias-primas recicladas em filtros, uma das especialidade do centro tecnológico brasileiro.

Mercedes-Benz amplia testes de ônibus elétrico na América Latina

São Paulo – Fabricado em série em São Bernardo do Campo, SP, desde o fim de 2022, o chassi de ônibus elétrico urbano eO500U está sendo testado em operações regulares em Vitória, ES, Belo Horizonte, MG, Curitiba, PR, e Rio de Janeiro, RJ. 436 unidades elétricas estão nas ruas de São Paulo, sendo 111 Mercedes-Benz e 325 em parceria com a Eletra.

Chile e Argentina já receberam este ônibus elétrico para demonstração, o que irá ocorrer agora no México. O eO500U foi aprovado tecnicamente em operação regular quanto ao consumo de energia e à capacidade de passageiros no mercado chileno.

Quanto ao ônibus elétrico articulado eO500UA, apresentado na LatBus 2024, já possui programa de testes para 2025. O plano é que este veículo, também desenvolvido e produzido em São Bernardo do Campo, comece a circular em 2026 e seja exportado para países da América Latina.

Protótipos do ônibus articulado eO500UA, com carroçaria Caio, cumprirão programa de testes de funcionalidade e durabilidade em trechos urbanos de algumas cidades e nas pistas do Centro de Testes Veiculares da Mercedes-Benz em Iracemápolis, parceria com a Bosch. 

Trump alivia tarifas para o setor automotivo

São Paulo – Mais uma vez o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou as regras a respeito das tarifas aplicadas para a indústria automotiva. Na terça-feira, 29, assinou documento que alivia a carga tributária sobre as peças importadas, cria novas regras e cálculos para que o impacto seja menor.

Antes mesmo de chegar ao dia em que tudo subiria a 25%, conforme anunciado, postergado e novamente prometido para 3 de maio, Trump decidiu que não haverá sobreposição de tarifas. Ou seja: as tarifas de 25% adicionais para aço e alumínio e as recíprocas, 10% no caso do Brasil, não acumularão sobre as automotivas.

E segundo a agência de notícias Reuters as montadoras receberão créditos de até 15% do valor dos veículos montados nos Estados Unidos para aplicar ao valor das peças importadas, criando uma fórmula vinculada ao volume e preço comercializado. Quanto mais se vende no mercado local mais peças poderão importar. Este índice será reduzido ano a ano.

Peças do México e Canadá não serão mais taxadas, ao contrário do anteriormente divulgado.

Segundo porta-voz da Casa Branca as novas regras buscam dar tempo às montadoras para o processo de reorganização de sua cadeia, “permitindo que elas tenham tempo para trazer a produção de volta à casa”.