São Paulo – A NTN, fabricante de autopeças com fábrica instalada no Paraná, negocia um novo investimento para o Brasil que deverá elevar a capacidade produtiva da unidade nacional, de acordo com Leonardo Araujo, presidente da empresa no Brasil, durante entrevista coletiva à imprensa realizada na Automec 2025:
“Só não posso revelar os valores e os pormenores porque estou aguardando a assinatura da matriz no Japão, mas a negociação está em fase avançada. O aporte deverá ser anunciado ao longo de 2026 e, com ele, aumentaremos nossa capacidade produtiva em até 20%”.
Os negócios da empresa são equilibrados no Brasil, sendo que 50% do faturamento vem do mercado OEM e os outros 50% da reposição. Seu portfólio total é de 3 mil itens, número que subirá para 5 mil nos próximos três anos, período em que o novo investimento deverá ser realizado.
O seu principal componente vendido no Brasil são rolamentos de roda, peça que a NTN tem capacidade para produzir até 4 milhões de unidades/ano — atualmente utiliza 80% desta capacidade. A fábrica nacional possui sete linhas de produção.
São Paulo – A Mahle participa da Automec – de 22 a 26 de abril no São Paulo Expo – capturando a importância cada vez maior do aftermarket para seus negócios, que já representam 33% do faturamento na América do Sul. No ano passado já foi necessário ampliar em 25% a capacidade do enorme centro de distribuição de peças de 30 mil m2 em Limeira, SP, que fornece componentes para trinta países de todo o mundo – inclusive Europa.
“Estamos constantemente ampliando o portfólio, foram mais de 1,2 mil lançamentos em 2024, e 16% do faturamento vieram de produtos lançados nos últimos dois anos”, disse Evandro Tozati, diretor da divisão de aftermarket da Mahle na América do Sul. Como a empresa desenvolve e produz componentes com exclusividade no Brasil, tanto para o fornecimento OEM como para o mercado de reposição, muitos itens são exportados daqui para o resto do mundo.
Segundo Tozati “75% dos componentes que vendemos no aftermarket são produzidos aqui mesmo no Brasil, e 82% são da própria Mahle”.
Eletrificação
Ao poucos, conforme cresce a frota de veículos eletrificados no País, a Mahle também está introduzindo seus produtos para estes modelos, lembrou Tozati: “Ainda não vendemos nada, mas estamos introduzindo os primeiros itens para este mercado, como cabo de carregamento”.
Também está em negociação com postos e shoppings a venda de sistema de carregamento que pode gerenciar até 32 pontos de recarga para elétricos e híbridos plug-in.
Sérgio de Sá, presidente da Mahle América do Sul, contou que está em negociação com dois fabricantes de veículos no Brasil para iniciar o fornecimento de componentes para carros híbridos que serão produzidos aqui. A empresa pretende fornecer inversores e carregadores embarcados.
São Paulo — Com a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, foi aberta na terça-feira, 22, a décima-sexta edição da Automec, feira dedicada ao mercado de reposição de autopeças que este ano tem 1,5 mil marcas em exposição – número 30% maior que o do último evento, em 2023 – que ocuparam todos os 105 mil m2 do São Paulo Expo, que até o sábado, 26, espera receber 90 mil visitantes. Na cerimônia oficial de abertura representantes da indústria cobraram do governo a adoção de um programa de inspeção técnica veicular.
Cláudio Sahad, presidente do Sindipeças, apontou que a inspeção obrigatória é o caminho para tornar viável o programa de renovação de frota: “A inspeção técnica veicular é a mola propulsora da renovação de frota. Ninguém vai trocar o veículo velho se não for reprovado em uma certificação obrigatória”.
Olhando para Alckimin, que ouvia no palco, Sahad cobrou que é preciso modificar a visão sobre a inspeção: “Não é mais viável o discurso retrógado de alguns políticos de que a inspeção é impopular: não no mundo que se preocupa com a qualidade de vida da população”.
Antônio Carlos Fiola, presidente do Sindirepa, foi na mesma linha: “A inspeção técnica veicular é fundamental para melhorar a segurança e as emissões dos veículos. Um carro com sonda lambda ou catalisador com defeito polui dez vezes mais”.
Quando chegou sua vez de discursar Alckmin pouco acusou a cobrança. Disse, apenas, que o governo estava aberto a discutir com o setor a adoção do programa de inspeção e de renovação de frota, algo que se discute há décadas, em vários governos, sem que nunca um programa se tornasse viável.
Alckmin preferiu destacar a instituição do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, lançado pelo governo há pouco mais de um ano com R$ 19 bilhões em incentivos tributários para investimentos em projetos da indústria automotiva instalada no País.
O vice-presidente também revelou que em breve o governo lançará um novo Reintegra, nomeado Acredita Exportação, que devolverá aos exportadores 3% do valor exportado a título de restituição de resíduos tributários que restam em impostos cobrados ao longo da cadeia produtiva: “Será um Reintegra de transição até que a reforma tributária entre em vigor plenamente, pois no novo sistema não haverá mais créditos tributários a cobrar do governo”.
São Paulo – A General Motors confirmou o lançamento do Chevrolet Captiva EV no Brasil até dezembro. O SUV elétrico já está em fase final de testes e homologação no País e faz parte dos cinco lançamentos que foram prometidos pela empresa para 2025.
Em vídeo divulgado na sua conta oficial no Linkedin mostra o primeiro lote do Chevrolet Captiva EV saindo do navio e desembarcando na versão Premier. Também no vídeo vê-se parte do interior que conta com uma grande tela multimídia sensível ao toque.
Os pormenores de equipamentos, motor e autonomia do SUV serão divulgados posteriormente.
São Paulo – A Ford confirmou a chegada da configuração Tremor para as picapes F-150 e Maverick no Brasil e divulgou as primeiras imagens dos dois modelos, que serão vendidos no Brasil com pegada esportiva e desenho exclusivo. As duas picapes dispõem de suspensão e amortecedores especiais, entregando maior altura com relação ao solo, ângulos de entrada e saída ampliados, pneus para todo tipo de terreno, diferencial blocante e protetores inferiores.
Externamente o visual traz friso da nova grade frontal em laranja, assim como outros pormenores na mesma cor. O interior segue na mesma linha, combinando tons escuros de acabamento com costura dos bancos e apliques no painel e nas portas em laranja.
A lista de itens de série dos dois modelos oferece kit multimídia com tela de 12 polegadas, teto solar panorâmico e assistente de reboque. Mais informações de motorização e itens de série serão fornecidos quando o lançamento estiver mais próximo.
São Paulo – A BorgWarner projeta mais um ano de crescimento no segmento de reposição no Brasil. A empresa pretende o incremento de dois dígitos nos seus negócios em 2025 na comparação com 2024, de acordo com o diretor de aftermarket Guilherme Soares, que conduziu a coletiva realizada no primeiro dia da Automec:
“Nos últimos anos o crescimento registrado foi de dois dígitos e a meta para este ano é manter o ritmo. É necessário ressaltar que no ano passado nós atingimos um marco importante, dobrando nosso faturamento na comparação com 2019, ano pré-pandemia”.
A divisão de reposição da BorgWarner instalada no Brasil atende a diversos países da região Américas, que engloba todos os países do México para baixo. 80% do seu faturamento é registrado no Brasil e 20% em mercados externos, sendo a Argentina o segundo principal mercado.
São Paulo — A revista AutoData de abril – já disponível para leitura on-line – chama em sua capa a reportagem principal da edição que revela a contradição das pretensões da BYD no Brasil, que promete produção nacional e milhares de empregos em Camaçari, BA, mas não cumpre prazos, nem fornece informações sobre o real estágio de seu projeto, ao mesmo tempo em que solicita ao governo redução por três anos do imposto de importação de carros desmontados, que chegarão da China apenas para a execução da montagem final aqui, sem que a empresa tenha qualquer compromisso de comprar componentes da cadeia de autopeças instalada no País.
A reportagem de fôlego desvenda como a BYD manobra um poderoso lobby junto ao governo federal para continuar ganhando terreno no mercado brasileiro com custos mais baixos do que os concorrentes com fábricas instaladas no País, com a obtenção de benefícios fiscais para importar todas as partes de seus carros, contribuindo pouco ou nada para o desenvolvimento da indústria local.
A edição de abril também examina o mercado nacional de ônibus, que este ano está crescendo acima das melhores expectativas, graças a importantes renovações de frotas urbanas e ao programa Caminho da Escola.
Em outra reportagem especial contamos como a expansão da internet transforma a relação dos clientes com as concessionárias, com uso de ferramentas de negociação digital e vendas on-line que envolvem até a inteligência artificial, que trazem mais informação e comodidade aos consumidores mas que não tiram o espaço das lojas físicas.
Na entrevista From The Top deste mês – que também pode ser vista no YouTube – conversamos com Arcélio Júnior, o novo presidente da Fenabrave, que conta como pretende ampliar o protagonismo da associação dos concessionários e levar adiante o projeto de renovação de frota no País.
Estas e outras reportagens de AutoData estão disponíveis na edição de abril para leitura on-line (aqui) ou para baixar o arquivo digital em PDF (aqui).
São Paulo — Dentro do futuro eclético em que acredita o presidente e CEO da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, os elétricos estão incluídos no ecossistema do mercado brasileiro. Após testar e validar veículos a bateria da marca por aqui, ele contou à Agência AutoData que planeja produzi-los em São Bernardo do Campo, SP, a partir de 2027.
O executivo pretende bater à porta da matriz, na Suécia, antes de junho para pleitear um novo aporte, concomitante ao dos ônibus: “Temos um estudo bastante aprofundado, que ganhou muita maturidade e viabilidade. É isto que estou ambicionando e, se der certo, estaremos produzindo, efetivamente, no fim de 2027”.
Até lá os caminhões virão importados, a exemplo de duas unidades adquiridas pela PepsiCo e uma pela transportadora Reiter Log, mas com preços bastante semelhantes aos que a Scania praticaria se estivesse produzindo localmente, apesar do imposto de importação de 35%, assegurou.
Para tanto a margem seria sacrificada e a rentabilidade renunciada, neste início, a fim de demonstrar e divulgar o produto, mais adequado para operar nas rotas de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, SP, por causa da infraestrutura de recarga.
Caminhão elétrico comercializado para a transportadora Reiter Log durante a Fenatran. Foto: Divulgação.
“Em um primeiro momento muitos componentes ainda virão de fora, mas a montagem será feita aqui, pois já temos bastante material nacionalizado, como os sistemas de chicotes de alta voltagem, e outros tantos iniciando processo de localização. Com isto conseguimos nos enquadrar no Finame e também no Mover. É para isto que estou sensibilizando meus colegas na Suécia.”
O plano de Podgorski é fazer a instalação industrial em três etapas. Na primeira os investimentos serão minimizados, até que os volumes se apresentem. A capacidade de produção inicial será de 250 unidades por ano – o que ele avalia como pequena perto da capacidade de produção anual de 30 mil veículos em São Bernardo do Campo.
Com o surgimento da demanda os aportes serão ampliados. E o passo final será permitir que a mesma linha produza unidades a gás, a diesel e elétrico. A ideia é fazer o sistema modular aplicado à eletrificação também: “Podemos, por exemplo, usar quatro pacotes de bateria e mais um embaixo da cabina, sem violar o excesso de peso no eixo dianteiro”.
Quanto ao modelo elétrico que estreará a linha ficará por conta do interesse do cliente: a aplicação é que dirá qual será o primeiro caminhão 100% a bateria brasileiro da Scania, disse Podgorski.
São Paulo – Desde que a Scania iniciou a produção e a venda de caminhões a gás no Brasil, em 2019, contabiliza em torno de 1,5 mil unidades comercializadas. Ao ampliar as aplicações destes veículos no ano passado, e diante do aumento de cotações e demonstrações de interesse, a empresa arrisca dizer que deverá vender mais 1,5 mil unidades em 2025, o que levaria a fazer, em um ano, o que desempenhou em seis.
Foi o que estimou o presidente e CEO da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, a Agência AutoData: “Com 410 cv nós praticamente estávamos prisioneiros do atendimento das operações industriais, com o sider, por exemplo. Mas com 460 cv podemos estar em aplicações com nove eixos, de 74 toneladas. Abriu um leque enorme para outras utilizações”.
Podgorski contou que um dos maiores pleitos do transportador é por mais potência no gás, o que está sendo desenvolvido. Na realidade já foi aprovado, mas ainda está em testes de bancada e laboratório: “Estamos trabalhando para atender demandas do setor sucroalcooleiro”.
Hoje o carro-chefe de vendas da Scania no diesel é o 6×2, o 460 cv, justamente o que é também oferecido no gás: “Com isto em mente, aliado à expansão da oferta de biometano, com distribuidoras também investindo bastante em infraestrutura para aumentar a capilaridade e chegar nas garagens e nos hubs de transporte, vemos que começamos a ticar todas aquelas caixinhas que eram perguntas sem respostas”.
Somente este ano a montadora tem quinhentas unidades em carteira. Recentemente a Santos Brasil, que opera no terminal de contêineres do Porto de Santos, adquiriu 35 caminhões a gás P 340 por R$ 40 milhões.
Com isto o Tecon Santos tornou-se o primeiro terminal portuário do Brasil a adotar caminhões movidos a gás em suas operações. Trata-se também da primeira vez que a Scania fornece este modelo de veículo para transporte de contêineres dentro de um terminal portuário no mundo.
O executivo ressaltou que as distribuidoras de gás estão muito ativas, e que existem corredores que permitem que toda a produção de etanol e de açúcar chegue das zonas produtoras até o Porto de Santos garantindo em 100% de uso de biometano.
Quanto à efetivação da venda ele reconheceu que ainda é um pouco mais morosa do que a do diesel, uma vez que há muitas perguntas que aqueles que ainda não têm experiência com a forma de propulsão querem sanar, para ter certeza de que não haverá problemas, que se trata de solução que vai ter adesão ao negócio e às rotas, que terá onde abastecer.
Frota de caminhões movidos a GNV, fabricados pela Scania, chega ao Tecon Santos Brasil. Foto: Fernanda Luz/Divulgação Santos Brasil
Podgorski avaliou, no entanto, que o que até então era apenas um conceito vem ganhando forma e ampliando a adesão conforme o número de aplicações aumenta e o custo fica mais próximo dos modelos a diesel:
“O volume de cotações e a demonstração de interesse cresceram bastante. Não é mais coisa de nicho, passa a ser praticamente uma solução de massa. Não em todas as 36 aplicações, por ora. Não terei, a princípio, em mineração nem em florestal, nas quais o diesel continuará por mais um tempo, mas ampliou demais”.
E não só no Brasil. A Scania está de olho no potencial de exportações desses veículos, uma vez que diversos países da África estão migrando para o gás natural: “Não posso anunciar ainda, mas a mesma coisa que está acontecendo com o sistema de transporte de passageiros em São Paulo ocorre em vários países africanos, que começarão com o gás natural. Mas, como eles também têm resíduos orgânicos, podem usar o gás natural como transição para o biometano”.
São Paulo – Projeções da indústria de Taiwan indicam que a produção de componentes eletrônicos automotivos na ilha localizada na costa Sudeste da China superarão, em 2025, os US$ 18,5 bilhões. Eles já respondem por mais de 50% do custo total dos veículos, que estão cada vez mais dotados de sistemas que demandam itens importantes, como os semicondutores.
De 23 a 26 de abril a Capital, Taipei, sediará três importantes feiras destinadas ao setor automotivo, que ocorrem de forma simultânea com o objetivo de atrair mais compradores e interessados. Organizada pelo Taitra, Conselho de Desenvolvimento de Comércio Exterior de Taiwan, a Taipei AMPA, a E-Mobility Taiwan e a Autotronics Taipei reunirão em torno de 50 mil pessoas no Nangang Exhition Hall, vindas de mais de 120 países.
A Agência AutoData será o único meio de comunicação brasileiro a fazer a cobertura das três feiras, que juntas formam o 360º Mobility Mega Show. Em 2025 terá como tema Dirija Com Inteligência, Promova a Sustentabilidade. Nossa reportagem percorrerá o centro de exibições que foi dividido em treze zonas especializadas, abrangendo peças e componentes, personalização e acessórios, iluminação automotiva, tecnologia de mobilidade, veículos autônomos e elétricos e componentes para motocicletas.
Em paralelo será realizado o Fórum 360º Mobility, no qual especialistas compartilharão suas visões e experiências sobre tendências do mercado global e desenvolvimentos tecnológicos.
Não deixe de acompanhar toda a cobertura na Agência AutoData a partir de terça-feira, 23.