Venda de cotas de consórcio cresce 26%

São Paulo – No primeiro bimestre a venda de novas cotas do sistema de consórcio nacional registrou crescimento de 25,9% na comparação com igual período do ano passado, chegando a 802,6 mil adesões. Segundo os dados divulgados pela Abac, entidade que representa o setor, em valores os novos negócios avançaram 39,9% na mesma base comparativa, somando R$ 69,2 bilhões. 

Do total de novas cotas comercializadas no ano o segmento de veículos leves representou a maior parte das adesões, com 318,6 mil vendas, motocicletas 234,9 mil, imóveis 186,3 mil e veículos pesados 29,5 mil. 

A expectativa da Abac para 2025 é de vendas 8% maiores, com os imóveis representando a maior alta, 20%, seguidos por veículos pesados com 10%, 6% para veículos leves e 2% para motocicletas.

Veículo é retomado no Mato Grosso do Sul e Marco das Garantias começa a sair do papel

São Paulo – O primeiro caso de recuperação extrajudicial de veículos foi registrado no Estado de Mato Grosso do Sul: um automóvel usado com pagamento em atraso foi entregue ao credor em 22 dias, contado do primeiro contato à retomada do bem. Antes do Marco das Garantias, publicado no fim de 2023, o processo que envolvia a atuação da Justiça demoraria, no mínimo, 150 dias.

Os casos de retomada extrajudicial ainda são contados nos dedos, apesar de a lei estar em vigor há mais de um ano. O que gera a sensação de que o Marco das Garantias não pegou. Mas, segundo Patrick Alves, diretor executivo da Tecnol, demanda tempo para que tudo seja acertado por todos os participantes do processo. E agora este processo tende a acelerar.

Existem duas formas para a retomada do veículo: por meio de cartórios ou de Detran. A retomada do veículo no Mato Grosso do Sul foi pela segunda opção, da qual a Tecnol participou como agente operador. Ela opera como ponte de bancos e credores com os Detran.

O ex-proprietário do veículo retomado foi avisado, por meio de SMS, whatsapp e e-mail de que seu contrato estava em atraso e que poderia ser renegociado com o banco. Sem avanço na conversa o veículo foi colocado no Detran como irregular – e a partir daí ele poderia ser apreendido caso fosse flagrado pela polícia na rua. Depois foi feita a retomada, por um representante da instituição financeira credora. Tudo em menos de um mês.

“A verdade é que o banco não quer o carro”, disse Alves: “Ele sempre prefere que a negociação prossiga, que haja uma conciliação. E está tendo sucesso, em torno da metade das comunicações por via extrajudicial resultam em acordo e pagamento da dívida em aberto.”

Esta primeira retomada, em tempo reduzido, ajudará a mostrar aos bancos que o caminho é viável e poderá fazer com que o Marco de Garantias avance. Segundo Alves houve demora porque todos os processos precisaram ser mudados e as instituições usaram o primeiro ano da lei em vigor para estudar quais seriam os melhores.

Órgãos estão se atualizando

Nem todos os contratos em vigor estão cobertos pela nova lei: o próprio texto especifica que precisa constar no contrato que o bem poderá ser retomado extra-judicialmente. Por isto, também, o universo de bens a serem retomados é menor, uma vez que apenas os novos contratos podem ser enquadrados dentro do Marco das Garantias: “A massa crítica a ser trabalhada está começando a ser formada. A tendência agora é que acelere”.

O Detran do Mato Grosso do Sul também foi pioneiro em se adaptar para a nova lei. Alves afirmou que o de São Paulo está em fase avançada – e é neste Estado que um terço dos contratos são assinados: “Quando começar em São Paulo teremos um avanço significativo”.

Montadoras e concessionárias olham com atenção todo o processo pois a tendência é que, com a retomada facilitada, os bancos baixem seus spreads e o juro caia – um sinal positivo diante do cenário econômico, de aumento da taxa básica e posterior encarecimento do financiamento automotivo.

José Ito é o novo diretor geral da Paccar Financial

São Paulo – A Paccar Financial, braço financeiro do Grupo Paccar no Brasil, anunciou José Ito como seu novo diretor geral. Ele sucede a Anderson Haiducki, que foi promovido para o cargo de gerente geral assistente de vendas e marketing da Paccar Financial na América do Norte.

Ito tem experiência na área de crédito desde 2009 e já trabalhava na Paccar Financial. Seu último cargo foi o de diretor de crédito. Ele passa a liderar a operação que foi responsável por financiar 46% das vendas da DAF no Brasil em 2024.

Awto anuncia o encerramento das suas operações

São Paulo – A startup Awto, que promovia locações de curto e médio prazo por meio de aplicativos em São Paulo e em Santiago, Chile, anunciou o encerramento de suas operações nas duas localidades. Em comunicado enviado aos clientes a empresa afirmou que a decisão foi tomada “após muito esforço e análise” devido “a desafios econômicos e à falta de financiamento necessário”.

Segundo a startup o momento adverso da economia brasileira, com taxas básicas de juros elevadas, “encareceram o crédito e tiraram o apetite por investimentos que exigem maior prazo de maturação”. Os juros para investimentos em startups, segundo a Awto, foram para a casa dos dois dígitos. Os mesmos desafios são encontrados no Chile.

Desde a tarde da segunda-feira, 31, já estava impossibilitado pelo aplicativo a reserva e locação dos veículos. A plataforma oferecia modelos como Jeep Renegade e Compass, Chevrolet Tracker e Onix Plus e Kia Stonic, dentre outros, além de motocicletas e o utilitário Fiat Fiorino.

Segundo a empresa o usuário que possui créditos e pacotes não utilizados poderá pedir o reembolso até 11 de abril. Os que mantêm aluguel prolongado serão contatados pela equipe do Awto.

Fundado há cerca de 10 anos no Chile a Awto chegou ao Brasil no fim de 2022. Recentemente havia expandido sua frota com novos modelos.

Audi anuncia o lançamento do A6 e-tron no Brasil

São Paulo – A Audi prepara o lançamento de mais um modelo elétrico no Brasil em 2025, o A6 e-tron, o segundo produzido na nova plataforma elétrica da montadora, a PPE, Plataforma Elétrica Premium. As vendas começarão pela carroceria Sportback, preços e versões serão anunciados futuramente.

O veículo tem uma nova bateria que entrega autonomia de 445 quilômetros, de acordo com os dados do PBEV, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro. Ela é capaz de recuperar de 10% a 80% da autonomia em apenas 21 minutos, dependendo da capacidade do eletroposto.

Tupy registra maior geração de caixa operacional de sua história

São Paulo – Em 2024 a Tupy registrou a maior geração de caixa operacional de sua história, de R$ 1,4 bilhão, e obteve o mais expressivo valor para o EBITDA Ajustado, de 1,3 bilhão, alta de 2% na comparação anual e margem de 12,1%, frente a 2023.

A relação dívida líquida sobre o EBITDA Ajustado foi de 1,8x, segundo a companhia um “patamar bastante confortável e em linha com os indicadores históricos, refletindo uma gestão financeira consistente e equilibrada”.

Com um ano considerado desafiador pela Tupy, a receita líquida de R$ 10,7 bilhões recuou 6% em relação ao ano anterior, impactada pela retração de volumes. No entanto, ganhos de eficiência operacional, a valorização do dólar e o crescimento de cerca de 20% na receita da MWM contribuíram para mitigar essa redução. O lucro líquido do período foi de R$ 82 milhões.

A Tupy afirmou que durante o último ano obteve “avanços expressivos na gestão dos negócios, reverteu tendências desafiadoras por meio da redução de custos e da otimização de estruturas, fortalecendo as operações e aproveitando oportunidades de eficiência para um crescimento sustentável”. A conclusão desse projeto está prevista para o fim de 2025, com a concentração da produção em ativos mais eficientes, o que deve resultar em redução de custos superior a R$ 150 milhões anuais.

Para Fernando de Rizzo, CEO da Tupy, apesar da redução no volume de vendas, as margens do negócio tradicional foram ampliadas. “Incorporamos novos contratos de manufatura e seguimos investindo em novos negócios que, embora não impactem positivamente nas receitas ainda, têm alto potencial de crescimento e escalabilidade. Nossos resultados refletem a execução das ações planejadas, a confiança nas perspectivas futuras e, acima de tudo, o comprometimento de todas as equipes da companhia.”

A partir do segundo semestre de 2025 espera-se recuperação nas vendas, impulsionada pelo crescimento econômico, reposição de frota, melhora nos indicadores setoriais e expectativa de antecipação nas compras diante da nova regulação de emissões nos Estados Unidos em 2027.

Este aumento de volume, de acordo com a empresa, será absorvido por estrutura industrial mais enxuta e eficiente, resultando em maior rentabilidade. Além disso, novos produtos, mais complexos e com margens atrativas, incluindo serviços de alto valor agregado, entrarão em produção. Com os investimentos já realizados, os projetos começarão a gerar receita ainda este ano.

Em 2024 foram investidos R$ 469 milhões na Tupy, sendo R$ 195 milhões aplicados em equipamentos e expansões vinculados a novos contratos de usinagem e fundição. Além disso, a companhia teve despesas que ultrapassaram R$ 120 milhões no desenvolvimento de novos negócios, em tecnologias que incluem: bioplantas; motores movidos a biocombustíveis para aplicação em caminhões, tratores, máquinas agrícolas, grupos geradores; sistemas de irrigação acionados por motores mais eficientes e motores marítimos para aplicações de trabalho.

Mesmo em um ano de vendas reduzidas, a empresa afirmou ter priorizado a manutenção de investimentos e despesas em P&D e Inovação, que impactaram a margem, porém, preservam o compromisso e a disciplina para geração de valor futura.

As receitas líquidas da MWM totalizaram R$ 2,7 bilhões em 2024, desempenho decorrente de iniciativas de redução de custos e melhorias de processos que serão intensificadas em 2025. Segundo a Tupy o amadurecimento dos negócios da subsidiária resultou em oferta de valor exclusiva no setor, que inclui serviços de engenharia de motores, gestão logística de componentes, projetos de conversão para biocombustíveis e montagem de motores para uma variedade de clientes.

GWM doa célula de hidrogênio para a USP

São Paulo – A GWM doou uma célula de hidrogênio, um cilindro de armazenamento e uma membrana de célula de hidrogênio para a USP. Os equipamentos foram entregues à Poli, Escola Politécnica, e ao RCGI, Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa.

Os equipamentos serão usados em aulas e pesquisas sobre veículos elétricos movidos à célula de hidrogênio, FCEV. Os novos itens oferecem em escala real a estrutura para estudo dos componentes mais críticos de um veículo com o sistema.

Iveco e Gasmig se unem para promover o uso do gás no transporte

São Paulo – A Iveco e a Gasmig, Companhia de Gás de Minas Gerais, assinaram um acordo para promover o uso do GNV, Gás Natural Veicular, e do biometano no Estado. A intenção é avançar com veículos movidos a gás no transporte de passageiros e cargas em Minas Gerais. 

As duas empresas trabalharão juntas para promover essa expansão, com a Iveco avançando na oferta de veículos movidos a gás, enquanto a Gasmig desenvolve os corredores de GNV, construindo a infraestrutura necessária para o abastecimento do gás em todo o estado. 

Volkswagen alcança 1 milhão de unidades produzidas do Polo

São Paulo – A Volkswagen anunciou o marco de 1 milhão de unidades do Polo produzidas no Brasil. O modelo é o carro de passeio mais vendido do mercado, além de líder dos hatches em 2023, 2024 e em 2025. Somente este ano, até 25 de março, foram comercializadas 20 mil 61 unidades.

Em 2024 o Polo foi o veículo mais vendido da América do Sul, considerando todos os segmentos, com 161,5 mil unidades emplacadas na região, sendo 140,2 mil unidades no Brasil, incremento de 26% em suas vendas frente a 2023.

O modelo também foi o mais exportado pela Volkswagen e, no primeiro bimestre, representou 44% dos embarques da marca. Dos 19 mil 368 veículos, alta de 117% ante 2024, 8 mil 595 foram unidades do Polo.

Mundialmente, a Volkswagen está celebrando em 2025 os cinquenta anos do Polo, ícone da indústria automotiva global com mais de 20 milhões de unidades vendidas.

Regulamentação do Mover completa um ano e programa segue estacionado

São Paulo – Um ano se passou desde que o governo federal assinou a primeira portaria do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, que estabeleceu gastos mínimos em P&D para que indústrias do setor automotivo interessadas em obter incentivo, por meio de créditos financeiros que totalizavam R$ 19,3 bilhões, pudessem habilitar-se à iniciativa. De lá para cá cento e setenta empresas tornaram-se elegíveis, com duzentas habilitações, sendo 158 de abril a dezembro de 2024 e 38 de janeiro a março deste ano. Montadoras anunciaram aportes de R$ 130 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação e, autopeças, outros R$ 50 bilhões.

Entretanto ainda são aguardadas publicações com definições a respeito de temas importantes como eficiência energética, reciclabilidade e reciclagem veicular que compõem passo fundamental para o Mover sair do papel. Estas decisões foram adiadas por diversas vezes pelo governo, que prometeu e não cumpriu inúmeros prazos, e a questão segue estacionada.

Durante reunião do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, há um mês, foi apresentado cronograma que apontava para a publicação do decreto do IPI Verde, importante capítulo para a descarbonização do setor, até o fim de março. O mês está chegando ao fim e nada avançou.

Fontes ouvidas pela Agência AutoData afirmaram que a morosidade neste tópico deve-se à questão tributária e estaria enroscada na Receita Federal. O que põe em risco sua validade, uma vez que a reforma tributária deverá alterar estabelecer a CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, a partir do ano que vem, unificando os impostos.

Até o momento, porém, o que há de novo, além do compasso de espera, e da cobrança das matrizes frente aos anúncios de investimentos em P&D, é a liberação de créditos do primeiro trimestre, pleiteados em dezembro. Os do segundo trimestre ainda não tiveram sinal verde. Aparentemente também o ritmo mensal das habilitações, diante do cenário, vem desacelerando.

Ponto positivo, entretanto, foi o lançamento do Finep Mover Empresarial, na quarta-feira, 26. Ele traz nova roupagem ao Finep 2030, que a partir de agora permitirá que até as montadoras pleiteiem verba antes limitada às autopeças. Estão disponíveis, ao todo, R$ 100 milhões.

Outra novidade são os recursos não-reembolsáveis para arranjos em rede com outras empresas e ICTs, Institutos de Ciência e Tecnologia, a fim de desenvolver todas as ações de linhas temáticas dentro do programa.

Desta forma, entidades como Finep, Embrapii e Senai, assumem, gradativamente, papel de influenciador das atividades do programa a fim de gerenciar o fomento e acelerar investimentos em linhas temáticas de P&D definidas: veículos elétricos e híbridos plug-in, aumento da eficiência energética de veículos movidos a biocombustíveis, segurança veicular, materiais avançados e tecnologias das informação e comunicação e produtos e processos 4.0.