Receita da Frasle Mobility bate novo recorde e chega a R$ 4 bilhões

São Paulo – A receita líquida da Frasle Mobility alcançou quase R$ 4 bilhões em 2024, alta de 17% frente ao ano anterior, e bateu novo recorde, justo no ano em que a companhia celebrou os 70 anos de fundação da sua marca originária. O resultado foi reforçado pelo aumento de 50% na cifra do quarto trimestre, de R$ 1,1 bilhão, impactado pela forte desvalorização do peso argentino.

O EBITDA ajustado foi a R$ 729 milhões, aumento de 9,7% com relação a 2023, enquanto a margem EBITDA ajustada registrada ficou em 18,4%. A receita no mercado externo, que engloba as embarques a partir do Brasil com o desempenho das operações em outros países, somou R$ 1,5 bilhão, alta de quase 27% na comparação anual.

Em meio ao contexto macroeconômico considerado “desafiador” a empresa destacou-se no mercado de reposição tanto no Brasil quanto ao redor do mundo. E os resultados alcançados alcançaram as projeções estabelecidas para 2024.

De acordo com a Frasle foram registrados avanços e consolidação de liderança de mercado em diferentes linhas de produtos, além de recordes de faturamento, com destaques para segmentos de fricção, componentes hidráulicos e amortecedores.

Os números não contabilizam ainda a compra da Dacomsa, no México. O anúncio realizado em junho, que representou a maior aquisição da Frasle Mobility, foi finalizado em janeiro. A expectativa é obter crescimento de 40% já em 2025.

BMW reconhece iniciativas de fornecedores

São Paulo – O Grupo BMW reconheceu os esforços de fornecedores que se destacaram por suas iniciativas nas áreas de inovação, sustentabilidade, social e governança por meio do evento Supplier Day 2025 realizado na fábrica de Araquari, SC. As empresas premiadas tiveram contribuições significativas para a melhoria contínua da cadeia de fornecimento da BMW.

O prêmio de Inovação foi concedido à Porto Itapoá pela iniciativa Redução de Movimentos Improdutivos. O de Governança foi obtido pela Benteler Componentes Automotivos pelo projeto Legal Talks.

A DSV Solutions Brasil Serviços de Logística foi reconhecida na categoria Meio Ambiente pela iniciativa Eletrificação da Frota de Last-mile Dealers BMW na Região Metropolitana de São Paulo. O Grupo Moura levou o prêmio Social pelo programa Vida na Maturidade.
 

Omoda Jaecoo tem data de início de operação e planeja produção local

São Paulo – Em 15 de abril as cerca de cinquenta concessionárias Omoda Jaecoo começarão a comercializar os modelos Omoda E5, 100% elétrico, e Jaecoo 7, híbrido plug-in, dando, enfim, o pontapé inicial da operação brasileira. Mais de 1 mil carros saíram da China em direção ao porto de Vitória, ES, para abastecer a rede para a estreia, mas, em breve, o ritmo de importações diminuirá: os planos de produção local estariam de vento em popa.

Não deverá demorar para sair o anúncio oficial, incluindo o local da fábrica, segundo Felipe Amaral, chefe de estratégia de vendas e desenvolvimento de rede da empresa, que é uma subsidiária do Grupo Chery – mas sem qualquer vínculo com a Caoa Chery, operada pelo Grupo Caoa. 

“Não descartamos Jacareí”, disse ele, citando a fábrica que a Chery construiu no Interior paulista e que mantém em parceria com a Caoa, mas que está fechada e sem produzir desde 2022. “Nossos planos de produção local foram acelerados com a subida do imposto de importação para eletrificados.”

Omoda E5

Amaral não cravou a data do início de produção mas deu pistas: afirmou que o plano da Omoda Jaecoo é alcançar vendas na casa das 150 mil a 180 mil unidades até 2028. “Bem antes disso teremos fabricação local, com montagem CKD e alguns processos feitos no Brasil, como a pintura. E já com opção de motor flex, em modelos a combustão e híbridos”.

A futura unidade brasileira será também uma plataforma de exportação para a América Latina. A marca do Grupo Chery já opera no Chile e no Uruguai.

A demora para começar

Marcas internacionais do Grupo Chery, sem vendas no mercado chinês, a Omoda e a Jaecoo avaliam a produção local pelo tamanho do mercado, não pelo volume de vendas. Por isto, ao escolher o Brasil, o martelo da fábrica já estava batido: sua régua é de 1,5 milhão a 2 milhões de unidades/ano.

A demora para iniciar a operação, sendo que desde o fim de 2023 a empresa já estuda e mantém equipe no País, é justificada pela mudança nos planos: eles avaliaram que iniciar por um MHEV, como estava previsto com o Omoda 5, não era o ideal. As homologações, portanto, recomeçaram do zero.

Jaecoo 7

A equipe brasileira, que trabalha em conjunto com a chinesa mas mantém uma certa independência, de acordo com Amaral, avaliou que um PHEV Jaecoo e um 100% elétrico Omoda seriam os modelos ideais para este início. 

Rede

A operação começará com cinquenta concessionárias, em dezessete estados. Todos das regiões Sul, Sudeste e alguns da Centro-Oeste e Nordeste terão ao menos uma revenda Omoda Jaecoo – as duas marcas serão negociadas na mesma loja.

Em paralelo, e antes do início da operação, a empresa estruturou um centro de distribuição em Cajamar, SP, com estoque de peças de reposição para atender eventuais demandas dos futuros clientes.

Alta nos juros espanta clientes de implementos rodoviários

São Paulo – A alta nos juros para financiamentos já espantou os clientes do mercado de implementos rodoviários, no qual é esperada uma redução nas vendas em 2025, de acordo com Eduardo Dalla Nora, diretor superintendente da Randon, e com João Librelato, diretor comercial e de marketing da Librelato, que participaram de painel durante o Fórum AutoData Perspectivas Caminhões, na terça-feira, 18.

O executivo da Randon antecipou o que espera do mercado no fechamento do primeiro trimestre: “Esperamos um mercado de 17 mil unidades até o fim do mês contra 22 mil unidades que foram vendidas em iguais meses do ano passado, resultando em queda de 25% a 30%”.

O diretor da Librelato disse que, internamente, trabalham com uma queda um pouco menor para o fechamento do trimestre: “Até agora o mercado encolheu 18% e esta retração deverá avançar para 20% até o fim do mês”.

Segundo Dalla Nora o preço do diesel também tem pesado na decisão de compra. Ele disse que “o mercado colocou um cadeado no bolso e está adiando as aquisições”. 

Sobre uma possível recuperação ao longo do ano ambos a consideram improvável, pois houve o crescimento acima do esperado nos últimos anos e a projeção para 2025 já era de uma acomodação de demanda.

Librelato disse que o segundo semestre costuma ser melhor do que o primeiro, mas tudo depende do cenário macroeconômico do Brasil, assim como do mercado local de caminhões. Dalla Nora afirmou que mesmo com perspectivas melhores ao longo do ano não será possível chegar ao patamar de 2024.

Transportador hesita em comprar caminhão mesmo com super safra

São Paulo – O que parecia algo certo, o impulso das vendas de caminhões diante da perspectiva de super safra, até o momento não deu sinais de que acontecerá. Foi o que afirmaram os executivos Jefferson Ferrarez, vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços de caminhões da Mercedes-Benz, Alex Nucci, diretor de vendas da Scania, e Marco Pacheco, diretor comercial da Iveco, durante o Fórum AutoData Perspectivas Caminhões, na terça-feira, 18.

“A deterioração da taxa de juros deixou o cenário mais nebuloso, pois houve incremento de quase 30% na parcela do cliente, o que torna a aquisição mais complexa”, avaliou Nucci, para quem, desde o ano passado, com a quebra de safra, a situação financeira dos transportadores foi afetada.

E que agora, mesmo com muito a ser transportado, com filas em portos já para escoar a soja e provocando demanda frenética – que antes, segundo ele, era feito de forma mais planejada para colheita, estoque e transporte –, será feita análise pelos compradores:

“Este frete melhor servirá para que os clientes avaliem a recomposição de seus caixas, entendam onde vai parar política fiscal brasileira e se perguntem: preciso renovar ou consigo postergar? Mesmo com a projeção de safra recorde existe demanda”, ponderou, ao reconhecer que não se trata do impacto que normalmente se daria em um cenário de economia mais estável e com custos que pressionam a operação, como a alta do diesel.

Ferrarez disse esperar que a super safra se transforme em caminhões novos vendidos, mas, da mesma forma, reconheceu que o desafio da taxa de juros e do crédito está fazendo o operador pensar se utilizará por mais um tempo os seus usados ou se faz a renovação de frota o que, na ponta do lápis, compensará.

“Em condições normais de temperatura e pressão já teríamos uma fila de pedidos. Neste cenário temos tido muitas consultas, os empresários estão fazendo as contas, o que é bom, pois eles não estão desaparecidos, mas o fechamento está demorando mais para acontecer.”

Pacheco concordou e completou que as incertezas têm estabelecido grande desafio para planejar este ano, e que se por um lado é esperada queda na venda de pesados por outro deverá haver uma compensação, em termos de volume, por parte do segmento de leves e médios, embora o tíquete médio seja menor: “A demanda por parte do e-commerce está acima do projetado, assim como por veículos para o transporte urbano, que têm demonstrado forte demanda”.

Sobre isto Ferrarez avaliou que havia demanda reprimida por causa da mudança para o Euro 6, pois na transição este foi o segmento mais impactado e “agora, com baixos níveis de desemprego, as áreas de logística urbana e de bens de consumo em geral são favorecidas”.

Segundo trimestre dará a indicação para o mercado de caminhões

São Paulo – A indústria de caminhões vem atravessando momento delicado frente ao aumento da taxa básica de juros, 13,25% ao ano, com possibilidade de avançar para 14,25% ainda em março e terminar 2025 em 15%. Se, por um lado, ainda estão sendo produzidos caminhões que foram negociados durante a Fenatran, em novembro, por outro quando as entregas acabarem – com a ressalva de que alguns pedidos foram cancelados diante do cenário – é possível que o mercado comece a se retrair por causa do encarecimento do crédito.

“Existe a tendência de queda nas vendas por causa do financiamento proibitivo”, assinalou Alexandre Parker, vice-presidente da Anfavea, durante a abertura do Fórum AutoData Perspectivas Caminhões na terça-feira, 18. “Esta é uma realidade. Embora a entidade ainda trabalhe com projeção de mercado estável muitas associadas já estão com expectativa de queda nas vendas.”

Para Parker os próximos três meses serão cruciais para balizar como o segmento se comportará este ano. A favor dele existe a expectativa de aumento de 10% da safra de grãos, para 328 milhões de toneladas, o que configurará uma super safra. Também o índice de confiança do consumidor segue trajetória ascendente e o PIB, ainda que abaixo do crescimento de 2024, deverá encerrar o ano com alta de 2%.

“Este contexto poderá impulsionar a demanda por caminhões semipesados e pesados, mas que comprarão por uma necessidade de entrega de grãos. Tanto que muitos deles têm comprado à vista, de 25% a 30%, mas, sabemos, que só com quem tem dinheiro em caixa e realmente precisa do veículo novo. Ou seja: o reflexo é limitado.”

Dados da Anfavea apresentados por seu vice-presidente apontam que 78% das vendas de caminhões têm sido de semipesados e pesados, e que por causa do valor mais robusto requerem financiamento: “Os bancos de montadoras não têm tanto fôlego como os bancos privados, que fecharam a torneira diante da tendência de alta da Selic e do aumento da inadimplência. O aumento da taxa de juros exerce um efeito perverso no mercado”.

Segundo Parker a inadimplência de janeiro, aos 2,6%, e a taxa média de juros para o financiamento de veículos para pessoa jurídica, 19,7%, apresentaram o pior resultado desde 2017: “Digamos que taxas de 19% a 20% ao ano do Finame e de 21% a 22% do CDC não são muito apetitosas”.

A concessão de crédito no primeiro mês do ano, de R$ 3,5 bilhões, de abril a julho havia encostado em R$ 6 bilhões.

A projeção da Anfavea, inalterada até o momento, é de que sejam emplacados 125,2 mil caminhões em 2025, praticamente estabilidade frente a 2024, com alta de 0,2%. A produção aguardada de 139,9 mil veículos ficará 1% abaixo do ano passado. E as exportações, diante da expectativa de reação do mercado argentino, espera avanço de 2,8%, para 18,4 mil unidades.

  

VW Caminhões e Ônibus mantém aposta no copo meio cheio para o mercado

São Paulo – O mercado de caminhões será, em 2025, maior do que o do ano passado. É o que segue apostando Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e serviços da Volkswagen Caminhões e Ônibus, mesmo com todas as dificuldades que existem no cenário atual. Ele participou do Fórum AutoData Perspectivas Caminhões na terça-feira, 18.

“Diante do cenário atual, de desafios e oportunidades, projetamos um mercado de 125,2 mil unidades esse ano, contra as 124,9 mil que foram comercializadas no ano passado. Acreditamos sim que o ano será bom, teremos mais volume e é a projeção que passamos aos nossos fornecedores”.

Mesmo com o seu otimismo de sempre, usando como base o bom desempenho do mercado de caminhões no primeiro bimestre, com alta de 10,8% nas vendas, Alouche citou alguns pontos de atenção que poderão reduzir o apetite dos clientes. Taxa de juros alta, com previsão de continuar subindo, perspectiva de aumento da inflação e o PIB crescendo abaixo do esperado, ainda que esteja em expansão, são alguns dos fatores negativos, assim como os conflitos geopolíticos que mexem com os custos de logística.

Diante do cenário com fatores negativos e crescimento apurado no primeiro bimestre, Alouche afirmou: “Estamos com o copo meio cheio ou meio vazio? Podemos olhar das duas formas”.

Mas ele insistiu em que o copo está meio cheio. A safra recorde de grãos do agronegócio, com perspectiva de chegar a 322,4 milhões de toneladas, e a renovação de frota das grandes empresas, que viram a idade média dos seus veículos chegar a 11 anos durante a pandemia, caindo para 9 em 2024, com média ideal de 5 a 8 anos, jogam a favor do mercado:

“Existe uma defasagem no mercado de 300 mil a 400 mil unidades. Não estamos falando de renovação de frota, mas de caminhões que precisam ser adquiridos ou trocados para atender demandas”.

Nissan investe em formação profissional para manutenção de eletrificados

São Paulo – A Nissan destinará R$ 3,3 milhões, até 2030, para projeto de formação profissional para a manutenção de veículos eletrificados. O alvo da parceria com a Firjan Senai são jovens e adultos da região do Sul Fluminense em busca da primeira formação, gratuita, de qualificação profissional.

Serão trezentas vagas para os municípios de Barra Mansa, Resende e Quatis, para curso de 360 horas ministrado pela Firjan Senai Resende por instrutores treinados pela Nissan. Dois Leaf, 100% elétricos, foram doados para as aulas nos laboratórios.

Grupo ABG vende a fábrica de Araçariguama para o grupo Sodecia

São Paulo – O Grupo ABG e a Neo Steel firmaram acordo para a venda da fábrica de Araçariguama, SP, para o Grupo Sodecia. Após o alinhamento o acordo segue para sua fase final de formalização, com o fechamento da venda previsto para até o fim de abril.

O Grupo Sodecia assumirá os ativos, a carteira de clientes e a gestão da unidade. O grupo ABG e a Neo Steel, que divulgaram o comunicado, ressaltaram que a operação de Minas Gerais, em São Joaquim de Bicas, não está envolvida na negociação.

BYD apresenta plataforma que permite recarga em 5 minutos

São Paulo – A BYD apresentou Super e-Plataform, sua nova plataforma capaz de fabricar veículos elétricos que suportam recarga com potência de até 1 mil kW, sendo possível recarregar 2 quilômetros por segundo. Os veículos produzidos sobre ela podem recuperar 400 quilômetros de autonomia em apenas cinco minutos, dependendo do eletroposto.

Inicialmente a Super e-Plataform será dedicada apenas ao mercado chinês, iniciando sua produção em abril com os novos Han L e Tang L, dois modelos que já estão em pré-venda. A linha é a primeira de produção em série com arquitetura de alta tensão de 1 mil volts, elevando a bateria, o motor e outros componentes do carro para a mesma voltagem.

A novidade foi apresentada pelo presidente e CEO da BYD, Wang Chuanfu: “A solução definitiva é fazer com que o carregamento seja tão rápido quanto abastecer um carro a gasolina”.

A BYD também apresentou a sua nova bateria de carregamento ultrarrápido, construída com canais ultrarrápidos para íons, reduzindo em 50% a sua resistência interna.